terça-feira, 3 de maio de 2011

Será que é das televisões?

Se é ou não das televisões não é propriamente uma conclusão, uma teoria ou uma certeza, mas a realidade é só uma e está bem à vista.
As características populacionais da Quarta-Feira de hoje não são em nada semelhantes às de outros tempos.
Antigamente a Quarta-Feira não tinha televisão, internet ou um simples rádio e as ruas desta terra “ferviam” com tanta gente, hoje esta aldeia tem tudo isto e mais um par de botas só que tem muito menos gente.
Este é por isso um fenómeno que pelo menos dá que pensar até que ponto a velha máxima que diz que antigamente havia muitos garotos porque não havia televisões, não tem algum fundamento e não traduz alguma realidade.
Até pode ser que as televisões não tenham de facto nada a ver com esta situação com que o povo vai brincando, mas a verdade é que esta expressão está bem enraizada na cultura portuguesa e por mais motivos que tenham contribuído para esta baixa de natalidade, a televisão é e será para sempre o bode expiatório da falta de população.
Esperemos que realmente nunca fique provado que a culpa é desta caixa mágica, porque caso fosse verdade, de certeza que iríamos assistir a uma destruição maciça destes aparelhos que todos os dias permitem que o mundo chegue até nós e do qual já somos dependentes.

domingo, 1 de maio de 2011

Ano após ano em tudo o mundo, no dia 1 de Maio comemora-se  o Dia do Trabalhador.

As origens do Dia do Trabalhador já não são recentes, pois tiveram início no século XIX, mais precisamente no dia 1 de Maio de 1886.  Nesse dia milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) juntaram-se nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação não foi, pelo que parece, nada pacífica e as forças policiais não conseguiram evitar feridos e mortos.
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 ( ano da revolução do 25 de Abril ) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
“ Este ano como estamos em ano de crise ou porque está cá o FMI e os tempos são de contenção, o feriado foi ao Domingo… Só pode ter sido de propósito!!! “

O Dia de Todas as Mães

O Dia da Mãe é um dia que cujas celebrações já se perdem na memória, pois desde há muito que cada povo adoptou rituais e formas próprias de assinalar este dia.
O Dia da mãe era já festejado na Grécia Antiga e em Roma. Os romanos festejavam o Dia da Mãe em honra a Cybele, a mãe dos seus deuses, enquanto os gregos o celebravam em honra de Rhea, mãe dos seus deuses e mulher de Cronos. Em Portugal, o Dia da Mãe era festejado a 8 de Dezembro, mas actualmente é comemorado no primeiro Domingo de Maio.
Seja quando e como for, o que importa verdadeiramente é que cada ser humano, cada povo ou cada nação continue a prestar uma homenagem merecida a todas as mães por toda a dedicação, amor, sacrifício e pelos caminhos sinuosos que muitas vezes tem de percorrer, sempre com o mesmo objectivo que é o bem de seus filhos.
Porque as mães são o verdadeiro símbolo de ternura e de vida aqui ficam os parabéns a todas as queridíssimas mães, especialmente às da Quarta-feira.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

O mês de Maio está a chegar

Maio está quase a chegar e com ele chega também uma época muito especial para todos os cristãos, pois este é o mês dedicado a Maria.
Maio está associado ao coração, às flores e é também neste mês que se comemora o Dia da Mãe.
Por tudo isto, este mês é de facto especial e por isso fica marcado pela amizade e pelo amor que paira no ar e que deve estar sempre presente em todos os corações.
Assim sendo e com estes sentimentos imploremos a Maria, Nossa Mãe uma especial protecção à Quarta-Feira e a todos os seus habitantes e simpatizantes.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Microclima da Quarta-Feira

Microclima é por definição uma região, uma zona ou uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona envolvente.
É precisamente o que acontece na Quarta-Feira, pois aqui há um clima e todo um conjunto de factores e de condições excepcionais que tornam possível uma prática agrícola excepcional.

A agricultura sempre foi e continua a ser uma actividade económica importante, embora por vezes não se lhe dê o devido valor. A agricultura é uma actividade muito sensível a determinados factores, como é o caso do clima, do relevo, do solo, do desenvolvimento tecnológico e cientifico e também das tradições culturais.
Há factores que são manipuláveis e dependem de variáveis humanas, como é o caso do desenvolvimento tecnológico e cientifico e das tradições culturais, mas o clima, esse só depende da natureza e não é possível aos homens, por mais inteligentes que sejam, impor um determinado clima numa determinada região, a não ser criar condições artificiais em espaços relativamente reduzidos, como é o caso das estufas.
Na Quarta-Feira, quis Deus e a Natureza que fosse possível cultivar um grande número de espécies agrícolas sem recurso a grandes mecanismos artificiais, pois nesta terra é possível produzir batata, centeio, alface, azeite, vinho, árvores de fruto e todo um conjunto de outros bens comestíveis que o ser humano necessita para a sua alimentação.

Tudo isto deve-se então a todo um conjunto de condições que estão reunidas nesta localidade que permitem até desenvolver uma agricultura biológica com recurso a técnicas e instrumentos simples, utilizando fertilizantes naturais que conferem aos produtos aqui produzidos, características ímpares que não se conseguem em qualquer lugar.
Assim sendo, o microclima da Quarta-Feira constitui mais uma boa razão, a somar a tantas outras, para que esta terra seja cada vez mais um local que se recomenda e que deve ser considerada uma zona protegida pelo ar puro que aqui ainda se respira

terça-feira, 26 de abril de 2011

Da Pastorícia à informática



Quem chega à Quarta-Feira pela entrada Norte, encontra, além de muita beleza, um conjunto de obras de arte que têm um simbolismo e uma razão de ser que à primeira vista até podem parecer descabidas e pouco adequadas ao local em que se encontram.
Mas tudo tem uma explicação e tudo faz sentido desde que devidamente fundamentado, e a lógica deste “pequeno museu” sustenta-se naquela que foi uma forma de vida ao longo do século XX, do povo da Quarta-Feira.

No início do século, a Quarta-Feira tinha como principal fonte de rendimento, o campo, os animais e a agricultura em geral e daí a razão de ser da cabana, típica dos pastores que em dias de chuva, frio e neve encontravam naquele tipo de cabana o abrigo necessário enquanto os animais pastavam.

A mala simboliza a emigração que foi uma realidade para muitos Quartafeirenses, pois foram vários aqueles que à procura de uma vida melhor partiram rumo a outros países como França, Suíça e Alemanha, onde acabaram por ficar depois de uma vida de trabalho, uma vez que aí tiveram família e criaram laços de amizade.

Por último o computador surge como uma ferramenta fruto da evolução dos tempos que também chegou à Quarta-Feira e veio para ficar, pois com esta máquina fantástica, qualquer Quartafeirense fica rapidamente em contacto com todo o mundo, o que faz desta terra como que um pequeno bairro da aldeia global que é o planeta.

Assim sendo, este cartão de boas vindas da aldeia é muito mais que qualquer coisa em pedra, uma vez que por um lado dá um ar de graça a quem por ali passa e contempla a paisagem e por outro lado exprime através da arte e de forma resumida aquela que foi uma forma de vida deste povo de tamanha vontade e capacidade de lutar por causas que acredita valer a pena em prol de uma melhor qualidade de vida.


segunda-feira, 25 de abril de 2011


Que os valores de Abril estejam com todos os Quartafeirenses e que esta data continue a ser uma referência de todos os que lutam e ambicionam uma sociedade com direitos e liberdades individuais.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Coisas que alguém disse sobre a nossa aldeia após reportagem da Localvisão

Quarta-feira é um presépio guardado pela fortaleza amuralhada de Sortelha. Estudos recentes defendem que o urânio utilizado nas bombas atómicas da segunda guerra mundial foi extraído nas minas da Quarta-feira. Urânio e Sabugalite são alguns dos minérios que dão palco à arte gravada no granito e ao grupo de teatro «Guardiões da Lua». Quarta-feira devia ser protegida e qualificada como «Aldeia Preservada».




Excelente reportagem da LocalVisão Tv da Guarda numa aldeia muito especial.
Quarta-feira é um paraíso perdido na Beira Alta que está fora dos roteiros turísticos «oficiais». Infelizmente!

jcl

Carnaval 2011 ( clik no link para ver )

http://www.youtube.com/watch?v=glf2Wsl2epU&feature=feedwll&list=WL

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Ti António Maria

No inicio do século XX, mais precisamente no ano de 1906, nascia para o mundo, António Maria, filho de Joaquina Maria e José Joaquim Luís, tendo vindo a contrair matrimónio com Germina Maria Pires, filha de José Joaquim Pires e de Balbina Maria.
António Maria foi mais um cidadão da Quarta-Feira que, pelos contributos dados a esta terra, também faz parte da história deste povo.

Se outros que já aqui foram recordados tiveram mérito pelo nome que deram à Quarta-Feira,  por particularidades da sua personalidade ou da sua vida, também António Maria ocupa um lugar de destaque no que a figuras do passado diz respeito.
Falar de António Maria é viajar no tempo e recordar uma pequena parte da história desta localidade, pois a história faz-se com acontecimentos, datas, monumentos e outras coisas mas em primeiro lugar faz-se de pessoas que de alguma maneira contribuíram e deixaram marcas no meio e na sociedade de que, um dia, foram parte integrante.
António Maria era antes de mais, uma pessoa de bem e pelo bem, simples na sua essência e amigo do próximo.
O que fez pela Quarta-Feira contribuiu sem dúvida para o bem geral desta localidade, pois foi com a sua ajuda e iniciativa que a Quarta-Feira teve uma escola, pois ofereceu o terreno para a sua edificação e fez do ensino uma realidade nesta aldeia. Mas antes de a escola estar construída e tendo noção do quão importante era uma escola na Quarta-Feira, emprestou uma casa para esse fim, que durante algum tempo, permitiu que naquela época, alguns jovens de então aprendessem alguns ensinamentos básicos para a vida, como ler e escrever.
Foi também António Maria que deu um incentivo à construção da Casa do Povo, que entre outras funções veio a servir de residência às professoras que ao longo dos anos foram tendo como local de trabalho a Escola da Quarta-Feira.

Este homem foi também um dos principais responsáveis pela construção do arco da capela da Quarta-Feira que ainda hoje se mantem intacto.
António Maria é ainda hoje recordado como sendo também um homem que, habitualmente, produzia uma “boa pinga” para beber e oferecer aos amigos. Se fosse na adega era costume oferecer de beber por um copo feito de um “corno”, se por acaso encontrava algum “camarada” no meio da rua então rapidamente puxava pela “borracha” que quase sempre trazia à cintura.
Por tudo isto, António Maria foi mais um dos Quartafeirenses que pelo seu passado, deve fazer parte do presente ou pelo menos da memória daqueles que se continuam a interessar pela mítica história desta localidade que como alguém disse, sai do calendário e toma lugar no mapa.

O moinho do Chão Novo ( para ver clik no link que se segue )

http://www.youtube.com/user/quartafeirense#g/u

Uma "gota" de História

Sortelha foi sede de concelho até 1855. Após esta data passou a fazer parte do concelho de Sabugal.
A Câmara de Sortelha era composta pelas freguesias de Sortelha, Casteleiro, Santo Estêvão, Moita, Malcata, Aldeia de Santo António, Urgueira, Penalobo, Bendada, Pousafoles do Bispo, Águas Belas e Lomba dos Palheiros.
Quer isto dizer que a Quarta-Feira já pertenceu à Câmara de Sortelha.

domingo, 17 de abril de 2011

Porque será que a Quarta-Feira se chama assim ! ?

Descobrir ou tentar navegar pela história no sentido de desmistificar ou tentar perceber aquilo que de boca em boca foi passando sem que esteja escrito em qualquer lugar, como é o caso da origem do nome de uma localidade, constitui pois um exercício de aventura e de alguma imaginação que nos pode levar a conclusões com mais ou menos consistência que valem o que valem enquanto meras hipóteses impostas pela leveza da imaginação de cada um.
Assim sendo, no que à Quarta-Feira diz respeito, correm várias versões, mas aquela que parece ter mais aceitação é a que vinca a ideia que há muitos, muitos anos, houve aqui uma feira em que se vendiam os mais diversos produtos, essencialmente agrícolas e no final da mesma quando os vendedores já iam de regresso às suas terras, alguém de repente, numa expressão típica de quem se lembrou de alguma coisa, terá dito que se esqueceu da Quarta na feira.
A Quarta era, ao que parece, um recipiente que representava uma determinada unidade de medida, mas a forma como terá sido dita tal expressão: “Esqueci-me da Quarta na feira” foi aproveitada e apadrinhou aquela que se havia de tornar a terra ímpar e esplendorosa que a todos nós um dia serviu de berço.
Esta é apenas uma hipótese e uma tese que de geração em geração foi passando, mas se a imaginação quiser muitas outras pode haver. A título de exemplo do que é legítimo solicitar à imaginação poderíamos até pensar que esta terra era, até determinado momento, um lugar deserto e que certo dia alguém ao passar por aqui e depois de ver com olhos de ver terá chegado à conclusão que este sítio era um verdadeiro desperdício estar desabitado, pois afinal os pontos mais belos do planeta merecem que tenham gente a cuidar deles. No entanto, esse alguém ter-se-á deparado com o dilema de como identificar este lugar, o que o levou a pensar nos mais diversos nomes e a ficar um pouco confuso, pois afinal não sabia qual seria o mais adequado.
Foi então que depois de muito pensar decidiu que como o dia em que descobriu esta terra era precisamente uma Quarta-Feira, esse poderia ser o melhor nome para esta localidade, pois assim nunca mais se esqueceria que descobriu este local fantástico, precisamente a meio de uma semana e que ao mesmo tempo esse nome iria fazer com que o povo que aqui se viesse a fixar fosse também muito famoso, falado em todo o mundo e com o privilégio de ter um dia de descanso a meio da semana pelo facto do nome da sua terra coincidir com o dia em que foi descoberta.
O que aconteceu com o decorrer do tempo, foi que o nome da localidade manteve-se mas o direito ao descanso semanal foi coisa que este povo abdicou por ser de tal “bravura” que a sua garra e determinação não se compadece com folgas a meio de uma qualquer semana de trabalho, pois a vontade de trabalhar é mais forte do que qualquer lei imposta por quem quer que seja.
Como esta, poderia ainda haver muitas outras teses, mas a verdade é que a Quarta-Feira tem este nome que faz dela um lugar genial, único e sem igual.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que era Entrar para a Malta da Quarta-Feira

“Entrar para a malta” foi no passado uma expressão muito usada na Quarta-Feira, mas hoje, porque tudo mudou, esta simples frase caiu no esquecimento, deixou de fazer sentido e já não tem aplicação.
Esta era então a expressão que na Quarta-Feira dava nome ao momento em que um adolescente transitava da fase de “puto” ao estatuto de rapaz que lhe conferia algumas regalias, pois a partir de então estava autorizado a alinhar com a rapaziada nas “peripécias e farras” próprias de uma juventude irreverente, com uma identidade construída com base em valores, regras e normas comuns a todos.
Essas regalias passavam por exemplo, pela permissão em frequentar a taberna até altas horas da madrugada, em andar na rua durante a noite, participar em borgas e outros privilégios que davam aos ditos membros da malta uma certa liberdade e sensação de independência.
Hoje, esta expressão deixou de fazer sentido porque tudo é muito mais precoce e tudo é permitido na mais tenra idade e por outro lado não há, e ainda bem, uma separação tão acentuada entre miúdos e graúdos.
No entanto e por outro lado seria bom que “ o entrar para a malta” ainda fosse uma realidade pois era sinal que havia muitos jovens que certamente dariam uma vida nova à aldeia.
Enfim… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agradecimento da família de Maria D' Assunção

A família de Maria D' Assunção agradece a todos os que participaram no funeral e a todos quantos de alguma forma manifestaram a sua consternação.