domingo, 1 de maio de 2011

Ano após ano em tudo o mundo, no dia 1 de Maio comemora-se  o Dia do Trabalhador.

As origens do Dia do Trabalhador já não são recentes, pois tiveram início no século XIX, mais precisamente no dia 1 de Maio de 1886.  Nesse dia milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) juntaram-se nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação não foi, pelo que parece, nada pacífica e as forças policiais não conseguiram evitar feridos e mortos.
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 ( ano da revolução do 25 de Abril ) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
“ Este ano como estamos em ano de crise ou porque está cá o FMI e os tempos são de contenção, o feriado foi ao Domingo… Só pode ter sido de propósito!!! “

O Dia de Todas as Mães

O Dia da Mãe é um dia que cujas celebrações já se perdem na memória, pois desde há muito que cada povo adoptou rituais e formas próprias de assinalar este dia.
O Dia da mãe era já festejado na Grécia Antiga e em Roma. Os romanos festejavam o Dia da Mãe em honra a Cybele, a mãe dos seus deuses, enquanto os gregos o celebravam em honra de Rhea, mãe dos seus deuses e mulher de Cronos. Em Portugal, o Dia da Mãe era festejado a 8 de Dezembro, mas actualmente é comemorado no primeiro Domingo de Maio.
Seja quando e como for, o que importa verdadeiramente é que cada ser humano, cada povo ou cada nação continue a prestar uma homenagem merecida a todas as mães por toda a dedicação, amor, sacrifício e pelos caminhos sinuosos que muitas vezes tem de percorrer, sempre com o mesmo objectivo que é o bem de seus filhos.
Porque as mães são o verdadeiro símbolo de ternura e de vida aqui ficam os parabéns a todas as queridíssimas mães, especialmente às da Quarta-feira.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

O mês de Maio está a chegar

Maio está quase a chegar e com ele chega também uma época muito especial para todos os cristãos, pois este é o mês dedicado a Maria.
Maio está associado ao coração, às flores e é também neste mês que se comemora o Dia da Mãe.
Por tudo isto, este mês é de facto especial e por isso fica marcado pela amizade e pelo amor que paira no ar e que deve estar sempre presente em todos os corações.
Assim sendo e com estes sentimentos imploremos a Maria, Nossa Mãe uma especial protecção à Quarta-Feira e a todos os seus habitantes e simpatizantes.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Microclima da Quarta-Feira

Microclima é por definição uma região, uma zona ou uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona envolvente.
É precisamente o que acontece na Quarta-Feira, pois aqui há um clima e todo um conjunto de factores e de condições excepcionais que tornam possível uma prática agrícola excepcional.

A agricultura sempre foi e continua a ser uma actividade económica importante, embora por vezes não se lhe dê o devido valor. A agricultura é uma actividade muito sensível a determinados factores, como é o caso do clima, do relevo, do solo, do desenvolvimento tecnológico e cientifico e também das tradições culturais.
Há factores que são manipuláveis e dependem de variáveis humanas, como é o caso do desenvolvimento tecnológico e cientifico e das tradições culturais, mas o clima, esse só depende da natureza e não é possível aos homens, por mais inteligentes que sejam, impor um determinado clima numa determinada região, a não ser criar condições artificiais em espaços relativamente reduzidos, como é o caso das estufas.
Na Quarta-Feira, quis Deus e a Natureza que fosse possível cultivar um grande número de espécies agrícolas sem recurso a grandes mecanismos artificiais, pois nesta terra é possível produzir batata, centeio, alface, azeite, vinho, árvores de fruto e todo um conjunto de outros bens comestíveis que o ser humano necessita para a sua alimentação.

Tudo isto deve-se então a todo um conjunto de condições que estão reunidas nesta localidade que permitem até desenvolver uma agricultura biológica com recurso a técnicas e instrumentos simples, utilizando fertilizantes naturais que conferem aos produtos aqui produzidos, características ímpares que não se conseguem em qualquer lugar.
Assim sendo, o microclima da Quarta-Feira constitui mais uma boa razão, a somar a tantas outras, para que esta terra seja cada vez mais um local que se recomenda e que deve ser considerada uma zona protegida pelo ar puro que aqui ainda se respira

terça-feira, 26 de abril de 2011

Da Pastorícia à informática



Quem chega à Quarta-Feira pela entrada Norte, encontra, além de muita beleza, um conjunto de obras de arte que têm um simbolismo e uma razão de ser que à primeira vista até podem parecer descabidas e pouco adequadas ao local em que se encontram.
Mas tudo tem uma explicação e tudo faz sentido desde que devidamente fundamentado, e a lógica deste “pequeno museu” sustenta-se naquela que foi uma forma de vida ao longo do século XX, do povo da Quarta-Feira.

No início do século, a Quarta-Feira tinha como principal fonte de rendimento, o campo, os animais e a agricultura em geral e daí a razão de ser da cabana, típica dos pastores que em dias de chuva, frio e neve encontravam naquele tipo de cabana o abrigo necessário enquanto os animais pastavam.

A mala simboliza a emigração que foi uma realidade para muitos Quartafeirenses, pois foram vários aqueles que à procura de uma vida melhor partiram rumo a outros países como França, Suíça e Alemanha, onde acabaram por ficar depois de uma vida de trabalho, uma vez que aí tiveram família e criaram laços de amizade.

Por último o computador surge como uma ferramenta fruto da evolução dos tempos que também chegou à Quarta-Feira e veio para ficar, pois com esta máquina fantástica, qualquer Quartafeirense fica rapidamente em contacto com todo o mundo, o que faz desta terra como que um pequeno bairro da aldeia global que é o planeta.

Assim sendo, este cartão de boas vindas da aldeia é muito mais que qualquer coisa em pedra, uma vez que por um lado dá um ar de graça a quem por ali passa e contempla a paisagem e por outro lado exprime através da arte e de forma resumida aquela que foi uma forma de vida deste povo de tamanha vontade e capacidade de lutar por causas que acredita valer a pena em prol de uma melhor qualidade de vida.


segunda-feira, 25 de abril de 2011


Que os valores de Abril estejam com todos os Quartafeirenses e que esta data continue a ser uma referência de todos os que lutam e ambicionam uma sociedade com direitos e liberdades individuais.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Coisas que alguém disse sobre a nossa aldeia após reportagem da Localvisão

Quarta-feira é um presépio guardado pela fortaleza amuralhada de Sortelha. Estudos recentes defendem que o urânio utilizado nas bombas atómicas da segunda guerra mundial foi extraído nas minas da Quarta-feira. Urânio e Sabugalite são alguns dos minérios que dão palco à arte gravada no granito e ao grupo de teatro «Guardiões da Lua». Quarta-feira devia ser protegida e qualificada como «Aldeia Preservada».




Excelente reportagem da LocalVisão Tv da Guarda numa aldeia muito especial.
Quarta-feira é um paraíso perdido na Beira Alta que está fora dos roteiros turísticos «oficiais». Infelizmente!

jcl

Carnaval 2011 ( clik no link para ver )

http://www.youtube.com/watch?v=glf2Wsl2epU&feature=feedwll&list=WL

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Ti António Maria

No inicio do século XX, mais precisamente no ano de 1906, nascia para o mundo, António Maria, filho de Joaquina Maria e José Joaquim Luís, tendo vindo a contrair matrimónio com Germina Maria Pires, filha de José Joaquim Pires e de Balbina Maria.
António Maria foi mais um cidadão da Quarta-Feira que, pelos contributos dados a esta terra, também faz parte da história deste povo.

Se outros que já aqui foram recordados tiveram mérito pelo nome que deram à Quarta-Feira,  por particularidades da sua personalidade ou da sua vida, também António Maria ocupa um lugar de destaque no que a figuras do passado diz respeito.
Falar de António Maria é viajar no tempo e recordar uma pequena parte da história desta localidade, pois a história faz-se com acontecimentos, datas, monumentos e outras coisas mas em primeiro lugar faz-se de pessoas que de alguma maneira contribuíram e deixaram marcas no meio e na sociedade de que, um dia, foram parte integrante.
António Maria era antes de mais, uma pessoa de bem e pelo bem, simples na sua essência e amigo do próximo.
O que fez pela Quarta-Feira contribuiu sem dúvida para o bem geral desta localidade, pois foi com a sua ajuda e iniciativa que a Quarta-Feira teve uma escola, pois ofereceu o terreno para a sua edificação e fez do ensino uma realidade nesta aldeia. Mas antes de a escola estar construída e tendo noção do quão importante era uma escola na Quarta-Feira, emprestou uma casa para esse fim, que durante algum tempo, permitiu que naquela época, alguns jovens de então aprendessem alguns ensinamentos básicos para a vida, como ler e escrever.
Foi também António Maria que deu um incentivo à construção da Casa do Povo, que entre outras funções veio a servir de residência às professoras que ao longo dos anos foram tendo como local de trabalho a Escola da Quarta-Feira.

Este homem foi também um dos principais responsáveis pela construção do arco da capela da Quarta-Feira que ainda hoje se mantem intacto.
António Maria é ainda hoje recordado como sendo também um homem que, habitualmente, produzia uma “boa pinga” para beber e oferecer aos amigos. Se fosse na adega era costume oferecer de beber por um copo feito de um “corno”, se por acaso encontrava algum “camarada” no meio da rua então rapidamente puxava pela “borracha” que quase sempre trazia à cintura.
Por tudo isto, António Maria foi mais um dos Quartafeirenses que pelo seu passado, deve fazer parte do presente ou pelo menos da memória daqueles que se continuam a interessar pela mítica história desta localidade que como alguém disse, sai do calendário e toma lugar no mapa.

O moinho do Chão Novo ( para ver clik no link que se segue )

http://www.youtube.com/user/quartafeirense#g/u

Uma "gota" de História

Sortelha foi sede de concelho até 1855. Após esta data passou a fazer parte do concelho de Sabugal.
A Câmara de Sortelha era composta pelas freguesias de Sortelha, Casteleiro, Santo Estêvão, Moita, Malcata, Aldeia de Santo António, Urgueira, Penalobo, Bendada, Pousafoles do Bispo, Águas Belas e Lomba dos Palheiros.
Quer isto dizer que a Quarta-Feira já pertenceu à Câmara de Sortelha.

domingo, 17 de abril de 2011

Porque será que a Quarta-Feira se chama assim ! ?

Descobrir ou tentar navegar pela história no sentido de desmistificar ou tentar perceber aquilo que de boca em boca foi passando sem que esteja escrito em qualquer lugar, como é o caso da origem do nome de uma localidade, constitui pois um exercício de aventura e de alguma imaginação que nos pode levar a conclusões com mais ou menos consistência que valem o que valem enquanto meras hipóteses impostas pela leveza da imaginação de cada um.
Assim sendo, no que à Quarta-Feira diz respeito, correm várias versões, mas aquela que parece ter mais aceitação é a que vinca a ideia que há muitos, muitos anos, houve aqui uma feira em que se vendiam os mais diversos produtos, essencialmente agrícolas e no final da mesma quando os vendedores já iam de regresso às suas terras, alguém de repente, numa expressão típica de quem se lembrou de alguma coisa, terá dito que se esqueceu da Quarta na feira.
A Quarta era, ao que parece, um recipiente que representava uma determinada unidade de medida, mas a forma como terá sido dita tal expressão: “Esqueci-me da Quarta na feira” foi aproveitada e apadrinhou aquela que se havia de tornar a terra ímpar e esplendorosa que a todos nós um dia serviu de berço.
Esta é apenas uma hipótese e uma tese que de geração em geração foi passando, mas se a imaginação quiser muitas outras pode haver. A título de exemplo do que é legítimo solicitar à imaginação poderíamos até pensar que esta terra era, até determinado momento, um lugar deserto e que certo dia alguém ao passar por aqui e depois de ver com olhos de ver terá chegado à conclusão que este sítio era um verdadeiro desperdício estar desabitado, pois afinal os pontos mais belos do planeta merecem que tenham gente a cuidar deles. No entanto, esse alguém ter-se-á deparado com o dilema de como identificar este lugar, o que o levou a pensar nos mais diversos nomes e a ficar um pouco confuso, pois afinal não sabia qual seria o mais adequado.
Foi então que depois de muito pensar decidiu que como o dia em que descobriu esta terra era precisamente uma Quarta-Feira, esse poderia ser o melhor nome para esta localidade, pois assim nunca mais se esqueceria que descobriu este local fantástico, precisamente a meio de uma semana e que ao mesmo tempo esse nome iria fazer com que o povo que aqui se viesse a fixar fosse também muito famoso, falado em todo o mundo e com o privilégio de ter um dia de descanso a meio da semana pelo facto do nome da sua terra coincidir com o dia em que foi descoberta.
O que aconteceu com o decorrer do tempo, foi que o nome da localidade manteve-se mas o direito ao descanso semanal foi coisa que este povo abdicou por ser de tal “bravura” que a sua garra e determinação não se compadece com folgas a meio de uma qualquer semana de trabalho, pois a vontade de trabalhar é mais forte do que qualquer lei imposta por quem quer que seja.
Como esta, poderia ainda haver muitas outras teses, mas a verdade é que a Quarta-Feira tem este nome que faz dela um lugar genial, único e sem igual.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O que era Entrar para a Malta da Quarta-Feira

“Entrar para a malta” foi no passado uma expressão muito usada na Quarta-Feira, mas hoje, porque tudo mudou, esta simples frase caiu no esquecimento, deixou de fazer sentido e já não tem aplicação.
Esta era então a expressão que na Quarta-Feira dava nome ao momento em que um adolescente transitava da fase de “puto” ao estatuto de rapaz que lhe conferia algumas regalias, pois a partir de então estava autorizado a alinhar com a rapaziada nas “peripécias e farras” próprias de uma juventude irreverente, com uma identidade construída com base em valores, regras e normas comuns a todos.
Essas regalias passavam por exemplo, pela permissão em frequentar a taberna até altas horas da madrugada, em andar na rua durante a noite, participar em borgas e outros privilégios que davam aos ditos membros da malta uma certa liberdade e sensação de independência.
Hoje, esta expressão deixou de fazer sentido porque tudo é muito mais precoce e tudo é permitido na mais tenra idade e por outro lado não há, e ainda bem, uma separação tão acentuada entre miúdos e graúdos.
No entanto e por outro lado seria bom que “ o entrar para a malta” ainda fosse uma realidade pois era sinal que havia muitos jovens que certamente dariam uma vida nova à aldeia.
Enfim… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agradecimento da família de Maria D' Assunção

A família de Maria D' Assunção agradece a todos os que participaram no funeral e a todos quantos de alguma forma manifestaram a sua consternação.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A televisão esteve na nossa aldeia


A equipa de reportagem da Localvisão esteve nos passados dias 8 e 9 de Abril na Quarta-Feira, tendo realizado uma reportagem sobre diversas actividades nesta localidade.
Esta não foi a primeira vez que a Quarta-Feira foi alvo de interesse dos meios de comunicação e com certeza não será a última, pois os encantos desta terra são mais que muitos e é bom que de quando em vez  esta pacata aldeia seja projectada à escala mundial nos meios de comunicação para que aqueles que nunca aqui estiveram possam pelo menos ter noção de que aqui há  um Portugal genuíno  à espera  de ser descoberto e que realmente o ditado que diz “vá pra fora cá dentro” faz sentido, pois aqui a tranquilidade e o cenário idílico existente dão realmente a sensação que aqui há de facto uma perfeita harmonia entre Deus , o Homem e a Natureza, o que é comprovável através do link que aqui vai ser colocado quando a reportagem estiver pronta para ver e rever as vezes que a cada um apetecer.

Resposta da câmara após nova chamada de atenção para a requalificação da paragem de autocarro

Serviços Municipais de Protecção Civil da Câmara Municipal do Sabugal

Venho por este meio informar que a junta de freguesia de Sortelha tem conhecimento da situação em causa.
A Presidente da Junta foi informada da situação por carta registada (enviada dia 22-02-2001 com o numero SMPC nº 9 ) com aviso de recepção e por via directa onde a mesma se comprometeu perante os nossos serviços que iria resolver o assunto em questão.

Mais informo que a autarquia local após notificação é a autoridade máxima e deve efectuar a execução dos trabalhos, Conforme o previsto no artigo n.º 7 da Lei nº 65/2007,de 12 de Novembro “As juntas de freguesia têm o dever de colaborar com os serviços municipais de protecção civil, prestando toda a ajuda que lhes for solicitada, no âmbito das suas atribuições e competências, próprias ou delegadas.”

Iremos interceder novamente junta da junta de freguesia de Sortelha.


Sem mais de momento

Alberto José Lavrador Barata, Eng.

Faleceu a Srª Maria D' Assunção

Faleceu ontem dia 12 de Abril a senhora Maria D' Assunção com 86 anos.
Nasceu a 8 de Julho de 1924. Era filha de Clementina Maria e de Jesuino Gomes,
tendo sido casada com Joaquim José.

O Funeral será amanhã dia 14 de Abril pelas 15 horas.

domingo, 10 de abril de 2011

A cultura esteve na Quarta-Feira

A cultura é tudo aquilo que faz parte de um povo.
A cultura é algo que se cheira, se bebe, se come, se sente e se exprime sob as mais diversas formas.

Desde os tempos mais remotos que o homem sentiu necessidade de se exprimir e transmitir aos outros aquilo que lhe vai no mais intimo do seu pensamento. Desde as gravuras na pedra até à invenção da escrita, tal como ela é hoje, o homem foi inventando diferentes formas de expressão.

Assim sendo, o teatro é também uma ancestral forma de comunicar, de intervir e de dramatizar, cuja referência e expoente máximo foi o inconfundível Gil Vicente, a quem muitos se referem como sendo o pai do teatro português e autor da famosa obra Auto da Barca do Inferno.
Foi pois no seguimento desse grande homem que aqui também foi criado o grupo de teatro Guardiões da Lua que no passado sábado, 9 de Abril brindou o povo da Quarta-Feira com a peça “ A Queda De Duas Estrelas”. Esta peça foi mais um momento de cultura, de convívio e de diversão que este grupo proporcionou aos Quartafeirenses e a todos aqueles que de outras terras aqui se deslocaram para, com os próprios olhos, apreciarem e testemunharem o grande e imperdível espectáculo que é possível tornar realidade numa aldeia tão pequena em tamanho mas tão rica em valores e formas de expressão.
Esperemos que os Guardiões da Lua sejam cada vez mais um grupo de referência na nossa região e que continue a projectar e a levar mais além o nome da Quarta-Feira para que todos nós tenhamos, a cada momento, um orgulho saudável em afirmar a nossa verdadeira identidade Quartafeirense única e inconfundível.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Páscoa está a chegar!

Com a chegada da Páscoa, a nossa Quarta-Feira “veste-se” com ar de festa, pois vai receber alguns dos seus filhos que lá longe anseiam pelo regresso.
A Páscoa é Jesus, ressuscitado que entra na nossa aldeia tão bela, limpa e perfumada, numa simbiose perfeita entre cheiros, sons e cores.
A Páscoa na Quarta-Feira é festa, reencontro e amizade. Enfim…é uma alegria realmente sentida.

A todos os Quartafeirenses, uma Santa e Feliz Páscoa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

E se de repente deixasse de ser proibido morar na Quarta-Feira?

E se de repente não fosse proibido?
Esta é pois uma questão que à partida parece despropositada, completamente descabida e descontextualizada, mas a verdade é que faz algum sentido.
E faz sentido porque na Quarta-Feira não há, infelizmente, espaços onde de facto seja possível construir, ou se os há são muito reduzidos, o que limita uma eventual expansão da aldeia. A única solução que existe é recuperar o pouco que existe.
Esta é pois uma politica bastante redutora para o desenvolvimento. Com este PDM vamos, provavelmente, assistir a uma desertificação cada vez mais acentuada das nossas aldeias, dado que os espaços que nos restam para a construção não estão contemplados no âmbito do PDM.
Com esta politica só se podem esperar enormes prejuízos para o meio rural, uma vez que os jovens casais e os potenciais interessados em construir a sua habitação na sua aldeia estão pura e simplesmente impedidos de o fazer sendo obrigados a deixar a sua terra e a sua família, acabando por ser obrigados a procurar outros locais para viver, nomeadamente as cidades onde se assiste a uma verdadeira especulação de preços de terrenos ao mesmo tempo que se verifica uma saturação de espaços urbanos que levam por vezes a uma pouco boa qualidade de vida.
Esta é pois uma realidade da qual muitos responsáveis políticos já se aperceberam mas que até ao momento pouco ou nada fizeram para a alterar. De facto já vai sendo tempo de se tomarem medidas no sentido de inverter  esta situação que permite exageradamente a expansão das cidades e atrofia e constrange as possibilidades de desenvolvimento do mundo rural.
No caso da Quarta-Feira seria bom devolver a liberdade a quem ainda mantém a vontade de realizar o sonho de construir na sua terra natal para que assim morar na Quarta-Feira deixe realmente de ser algo proibido e utópico.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quem acode ao nosso povo?

Ao longo dos últimos anos, os portugueses assistiram impávidos e serenos à governação de José Sócrates. Este primeiro ministro foi, para uns um herói e um paradigma a seguir e para outros um chefe de governo que nunca o deveria ter sido.
A verdade é que ele ofereceu aos portugueses o mesmo programa com que o Peter Pan tentou convencer as crianças dizendo: fechem os olhos, tenham pensamentos positivos e serão capazes de voar. Afinal não podemos. Os défices públicos deturpados e o “desfalque” ao aparelho do estado tornaram o país demasiado pesado para levantar voo.
 Os portugueses fecharam os olhos e acordaram com o pesadelo.
Está mais que visto que não vale a pena esperar que um milagre caia dos céus ou continuar à espera de D. Sebastião,  pois este se não chegou até agora, também não será nos próximos tempos que irá aparecer.
A única certeza que podemos ter parece que já anda por aí e dá pelo nome de FMI.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Ti Beijamim

Nem só de monumentos, acontecimentos e datas importantes se faz a história de um povo, mas também de figuras ou de pessoas que um dia fizeram parte dele.
Em qualquer comunidade há sempre elementos que por um motivo ou por outro se destacam, uns pela positiva e outros por razões que não são motivo de glória mas por algo que prima pela diferença a que sociologicamente, podemos de chamar de comportamentos desviantes.

Assim sendo, já aqui foram relembradas algumas “figuras” quartafeirenses que indiscutivelmente fazem parte da história desta terra como foi o caso do Ti Luís Cunha, do Ti Eusébio, e do Ti António Clemente, mas para além destes a Quarta-Feira teve também outras pessoas que deixaram marcas e são como que uma peça de um puzzle sem a qual o todo não fica completo.
É pois neste sentido que importa recordar esta “figura” que é o Ti Beijamim, que ainda não há muito deixou de estar, fisicamente entre nós, porque na memória e na história jamais deixará de estar.
O Ti Beijamim pode ter sido para uns uma figura de bem e para outros, apenas um habitante como tantos outros, mas a verdade é que este homem tinha um traço de personalidade muito próprio que fazia dele um bom ser humano.
Falar do Ti Beijamim é encaminhar a memória para a boa disposição e para a brincadeira, pois este homem tinha sempre um ar de graça e quando passava por uma qualquer rua da Quarta-Feira a pé, de burro ou de mota deixava sempre um pouco de si e do seu melhor que era o seu bom humor que lhe era bem peculiar, pois na manga trazia sempre uma pequena história ou brincadeira que em quaisquer 5 minutos faziam rir quem com ele, por qualquer motivo, estabelecia um diáligo.
O Ti Beijamim era também um bom amigo da boa pinga e adorava matar a sede com copos grandes e de preferência bem cheios. Quando o vinho era do seu agrado tinha por hábito dizer que era como um toiro e quando apreciava uma qualquer iguaria que lhe caia bem então não hesitava em dizer que sabia a coelho.

Aqueles que frequentemente conviviam com ele já conheciam muitas das suas histórias, mas quando o tinto lhe corria nas veias em maior quantidade não perdia a oportunidade para contar a anedota do “broeiro” que aqui não conto por ser “imprópria para consumo” em locais de acesso público como é um blog. Mas para se ter a noção e recordar o “género cómico” do Ti Beijamim aqui vai uma pequena amostra daquilo que o caracterizava, pois não será propriamente uma história desconhecida, mas certa dia quando à Quarta-Feira se deslocou uma equipa de uma estação televisiva para entrevistar alguém sobre as minas, quis o destino que o entrevistado fosse precisamente o Ti Beijamim que começou por dizer como se chamava, qual era a sua idade e lá foi respondendo às questões que lhe iam colocando, mas a certa altura da entrevista perguntaram-lhe se em virtude de eventuais contaminações já padecia de alguma doença, ao que ele respondeu prontamente e sem hesitações: “já tenho os males todos”. Segundo ele, esta foi apenas uma tentativa de ver a sua reforma aumentada, o que na verdade não produziu o efeito que ele pretendia, no entanto revela bem o seu tom jocoso com que encarava a vida indo de encontro à célebre frase ( ridendo castigat mores ) que significa a rir se corrigem os costumes, fazendo deste lema um estilo e uma forma de vida.
Texto de João Reis
Encenação e cenografia de João Reis
Actores: Realizada por onze actores do grupo de teatro "Guardiões da Lua"
Drama/Romance

            Sinopse da peça "A queda de duas estrelas":

Uma estrela nova curiosa, não apaga a sua luz com a chegada da madrugada para poder observar o que se passa na terra. Ao longo do tempo vai descobrindo um sentimento dos humanos que a fascina, o amor.
Seduzida por esse sentimento deixa-se cair na terra para o poder viver; no entanto quando chega descobre que ele já não existe ou quase já não existe. E o que vê por todo o lado são discórdias, guerras, ódios.

Mas para alterar tudo isso ela tem uma solução; é o seu pó da luz de estrela que guarda num saquinho, ela sabe que se o espalhar haverá luz outra vez no coração dos humanos. Só que ela deixará de brilhar e nunca mais voltará a ser estrela; mesmo assim não hesita em faze-lo e o amor volta de novo á terra.

Só que ela não sabe que a sua amiga estrela Aurora a observa e juntamente com a mão das estrelas, a estrela da manhã e a estrela do pastor vêm resgata-la a um mundo que só um cego as consegue ver.


sábado, 2 de abril de 2011

Se não fosse o se...

Se não fossem os (SES) e se  ontem não tivesse sido dia das mentiras a piscina pública até poderia ser feita. Mas assim... Vai, inevitavelmente, ter que ficar adiada...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Quarta-Feira vai ter piscina pública

Segundo fontes da autarquia sabugalense a Quarta-Feira vai ter mesmo uma piscina pública ao serviço de todos os quartafeirenses.
Ao que parece, a obra surge no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional ( QREN ) que tem como um dos seus grandes objectivos, contribuir para alguns melhoramentos em zonas desfavorecidas e afastadas do litoral. Este programa será  uma espécie de discriminação  positiva para regiões que o tempo e as circunstâncias foram descriminando sem dó nem piedade.
Esperemos que esta obra seja mesmo para levar a bom porto e que as finanças ou contas do Estado não venham a servir de desculpa para cancelar o projecto.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O São Cornélio

São Cornélio foi o Santo que deu nome ao monte mais alto que sobressai numa das encostas rochosas da nossa Quarta-Feira.
É precisamente nas Memórias Paroquiais de 1758 que se encontram as primeiras informações escritas sobre o Monte de São Cornélio, sobre a lenda do Santo e da sua capela.
As pessoas mais velhas falam na construção ( certamente que foi uma reconstrução ) da capela por volta de 1920-1930. Segundo estas pessoas, foram os rochedos a ditar as leis, tendo sido necessário levar todos os materiais às costas, uma vez que não havia burro ou carroça que chegasse ao local. A última reconstrução ocorreu à cerca de 20 anos e mais uma vez foi necessário levar tudo com a força de braços que com a boa vontade e um profundo respeito pelo sagrado lá conseguiram repor o que as intempéries e o vandalismo foi destruindo.
Quanto à lenda descrita no documento há quase 300 anos é praticamente igual à que ainda hoje é relatada pelos mais velhos que dizem que o Santo apareceu numa lapa a um rapaz, onde fazia bastante frio, chovia e nevava. O Santo foi levado para a igreja do Dirão da Rua, mas ele ia novamente para a lapa, então as pessoas decidiram fazer-lhe uma capela e colocaram lá a imagem do Santo.

O documento refere que a partir de então passou a haver romagens de pessoas de locais distantes, incluindo de Espanha, romagens essas que já se perderam na memória.
Quem hoje visita o São Cornélio, certamente que não será pelo fervor religioso, mas pelas paisagens fabulosas e únicas que este local oferece, pois daqui é possível avistar toda a Cova da Beira, a Serra da Estrela, a cidade da Covilhã, a Guarda, o Sabugal, Sortelha e é claro que o São Cornélio não poderia permitir que daquele sítio não se tivesse uma vista privilegiada sobre a fantástica e bela aldeia de Quarta-Feira da qual, provavelmente, este Santo também era admirador, pois não é possível que uma divindade ficasse indiferente a tão rara beleza natural.
Visto que o horizonte é espectacular e muitos continuam a insistir em visitar este local, já vai sendo tempo e seria bom que os responsáveis autárquicos tivessem a amabilidade de criar um roteiro turístico pedestre, incluindo nele o monte de São Cornélio e a aldeia presépio que é a Quarta-Feira. Seria um pequeno contributo para o desenvolvimento turístico da região, valorizando o património natural.   

segunda-feira, 28 de março de 2011

O café da Quarta-Feira e sua importância.

Quando terá surgido a primeira taberna na Quarta-Feira?
Esta é pois uma questão que ao certo já ninguém ou poucos saberão responder, mas a verdade é que já se perdeu na memória a data, o local e o proprietário da primeira taberna Quartafeirense.
Uma taberna ou taverna era de uma forma genérica, um local de negócios onde as pessoas iam com o objectivo de beber bebidas alcoólicas e onde também podia ser servido algum tipo de alimentação, que mais não fosse, umas sardinhas ou uns carapaus fritos com 8 dias ou mais.
O encontro ocasional numa taberna para beber uns copos de vinho branco ou tinto, cerveja simples ou com gasosa, ou até uma laranjada, constitui pois uma tradição social de longa data a que o povo da Quarta-Feira há muito se habituou.
A Quarta-Feira teve já várias tabernas e actualmente tem um café e uma associação que são por excelência, o centro da vida social desta aldeia.
Os cafés são pois os sucessores das tabernas, digamos que são uma denominação e uma versão mais moderna, com melhores condições e  mais variedade de produtos mas que no fundo mantêm a sua essência enquanto lugares privilegiados de convívio.

O café da Quarta-Feira, pelo tempo de existência é pois uma casa que já faz parte da história desta localidade, pois ali já muitos mataram a sede, recuperaram forças com uma bebida quente ou fresca e até já foi para muitos um local de descanso, de relaxamento e de confraternização.
Hoje os tempos mudaram e as circunstâncias da vida da população actual não permitem que as cadeiras do café estejam tão ocupadas, no entanto, este local continua a ser o ponto de encontro habitual para aqueles que diariamente, semanalmente ou ocasionalmente ainda conservam o saudável hábito de ir ao café.
Sobretudo aos fins de semana, este local a que alguns em tom de brincadeira apelidam de capela ou Casa Santa, ganha uma vida nova, sendo um lugar de reencontro, quer seja à noite, à saída da missa ou nas tardes domingueiras. A verdade é que o café aproxima as pessoas pelo convívio que proporciona enquanto se vê televisão em companhia, se joga uma bela cartada ou até enquanto se tem uma típica conversa de café e se bebem uns copos entre amigos.
O café da Quarta-Feira é pois um local social, cujos benefícios de frequência são muito salutares uma vez que constituem uma óptima terapia de relaxamento, fazendo deste local um lugar de verdadeiro convívio e amizade que contribui decisivamente para uma mente sã e tranquila que nos dia de hoje nem sempre é fácil de conseguir.


domingo, 27 de março de 2011

A Hora de Verão já chegou.

A hora de Verão chegou nesta madrugada, mais precisamente à 1 hora, pois os relógios adiantaram-se 60 minutos. Quando chega o momento de alterar a hora chega também alguma confusão, pois há quem pense que se adianta a hora e há também quem diga que os ponteiros andam para trás.
A verdade é que esta mudança prende-se com a necessidade de não haver desfasamento solar, podendo-se assim aproveitar da melhor forma possível a luz solar nas diversas actividades.

A próxima mudança de hora irá ocorrer no último Domingo de Outubro. O horário que agora teve inicio obriga à adopção de novas rotinas, pois, quase que vamos para o local de trabalho ao nascer do sol mas também deixamos esse mesmo lugar quando o sol ainda vai bem alto, o que permite a cada um de nós ter algum tempo no final da tarde para dedicar ao que bem entender, que pode por exemplo e simplesmente passar por fazer uma caminhada pelas belas paisagens primaveris da Quarta-Feira, que são sempre muito relaxantes e aliviam o stress acumulado no local de trabalho a ouvir o chefe, muitas vezes com mau humor.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sócrates pediu demissão. E Agora?

Portugal esteve hoje, dia 23 de Março de olhos postos na votação do PEC 4 que acabou por ser chumbado por toda a oposição.
Sócrates pediu, tal como já havia prometido, a sua demissão imediata, tendo ficado a porta aberta para um novo governo.
Vamos pois ficar, nos próximos tempos, com um governo de gestão.  
E depois? Teremos novos actores, novas políticas e uma lufada de ar fresco ou poderemos contar com mais do mesmo?
São pois algumas questões que ficam para já sem resposta. Esperemos que o povo decida, quando a isso for chamado e que este momento corresponda de facto a um verdadeiro ponto de viragem que dê esperança no futuro a todos os portugueses que acreditam que este país ainda tem algum rumo, no qual podemos confiar.

terça-feira, 22 de março de 2011

Alguns pensamentos da actualidade!

"Este é um verdadeiro PEC à rasca"--- António Bagão Félix

"Vamos de PEC em PEC até à derrota final"--- Fernando Sobral

"O tempo de Sócrates chegou ao fim: ele é apenas o boneco do ventríloquo estrangeiro que nos ajuda, nos financia e nos governa"--- Pedro Santos Guerreiro

"A verdade é que já não somos (se é que alguma vez fomos) um Estado de Direito; hoje, não passamos de um Estado de Necessidade."---João Espanha

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quarta-Feira: Lugar de Sonho ou Realidade

Que a Quarta-Feira é uma aldeia todos sabem, que é pequenina, também todos têm noção, mas que tem muitos encantos e é única é provavelmente uma opinião da qual nem todos partilham, o que é perfeitamente legitimo, pois afinal cada um é livre na forma de pensar, as opiniões são muito subjectivas e os gostos não se discutem.
Mas a verdade é que já não são raras as vezes em que alguém se dirige à Quarta-Feira dizendo que é a aldeia jardim ou até a aldeia presépio do concelho de Sabugal.
Estas expressões que muitas vezes são usadas quando alguém à Quarta-Feira se quer referir não são com certeza por acaso e evidenciam bem os encantos com que a natureza dotou a Quarta-Feira, pois este mimoso vale com os Montes Hermínios no horizonte é de facto um lugar único em que a beleza e a tranquilidade convivem lado a lado em perfeita harmonia.
A Quarta-Feira é pois a realidade daqueles que aqui têm as suas lides do dia a dia e um sonho para os que por força do destino aqui não vêm com frequência mas que continuam a ter sempre presente no seu pensamento, o lugar que lhes havia de servir de berço.
Poder dizer que se é do meio  da semana ou da Quarta-Feira é pois um privilégio que não é para todos e a beleza natural juntamente com toda esta envolvência campestre constitui pois um dos raros direitos adquiridos que por mais débil que Portugal possa estar não há governo absolutamente nenhum que o possa roubar.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Primavera está a chegar...

Na Primavera os campos enchem-se de formas, cores, rumores e cheiros. Na Quarta-Feira, a Primavera torna-se pretexto para uma reflexão sobre a beleza, pois nesta estação do ano os encantos da natureza espreitam em tudo o que rodeia a nossa aldeia.



Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.

( Miguel Torga )

terça-feira, 15 de março de 2011

A ANEDOTA das anedotas

Esta é a ANEDOTA em que se transformou o País do Sócrates:

-Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.

-Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.

-Um jovem de 18 anos recebe 200€ do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236€ depois de toda uma vida de trabalho.

-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

-O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto da Ota recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro.

-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2 000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

-Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza. Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha um autocolante a dizer que é proibido fumar.

-Um cão ataca uma criança e o Governo diz que "vai" fazer uma lei.

-O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, assim como o das fraldas descartáveis, é 21%.

-Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como "A Arte de aprender a viver com a decepção".

-Apanhado em flagrante num assalto um polícia bate no criminoso que por acaso é negro, é logo considerado uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias, não estão inseridos na sociedade.

- Um clube de futebol desce de divisão por subornar árbitros, outro clube pelas mesmas circunstancias é lhe retirado apenas 6 pontos.

- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados, no Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts, nem tem local para lavar mãos.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).

- O ministério do ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível, no edifício do ministério do ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utiliza a bicicleta.

- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?

- No exame final de 12º ano se és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e é engenheiro.

- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal, um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga é violência doméstica.

- Uma família a quem uma casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. Seis presos que mataram e violaram idosos numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e a associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.

- Militares que combateram em África a mando do governo da época não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estás a pagar juros.

- Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.

- O primeiro-ministro diz que o serviço de saúde com as medidas tomadas está mais prático e eficiente, não há registo de na última década alguém ter visto, ministro, esposa ou enteados nos SAP´s.

- Sai uma lei que proíbe o tabaco em áreas fechadas para não contaminar o ar dos outros e o PM fuma nos voos em que desloca em "serviço"

- ETC

-ERA BOM QUE FOSSE O FIM..., MAS A ANEDOTA CONTINUA! E DURA..., E DURA...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Poesia de António Aleixo para Quartafeirense ler

Vós que lá do vosso Império   
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um Mundo novo a sério



Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão

Uma mosca sem valor
Poisa c'o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério!

Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.

Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço. 

Sem que discurso eu pedisse,
ele falou, e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
do que disse não gostei. 

O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
quando consigas fazer
mais p'los outros que por tí!
 


Veste bem, já reparaste?
mas ele próprio ignora
que, por dentro, é um contraste
com o que mostra por fora.

Eu não sei porque razão
certos homens, a meu ver,
quanto mais pequenos são
maiores querem parecer.
  

Nas quadras que a gente vê,
quase sempre o mais bonito
está guardado pr'a quem lê
o que lá não está escrito.
  

Vemos gente bem vestida,
No aspecto desassombrada;
São tudo ilusões da vida,
Tudo é miséria dourada.

Os novos que se envaidecem
Pelo muito que querem ser
São frutos bons que apodrecem
Mal começam a nascer.
  

Para triunfar depressa
cala contigo o que vejas
finge que não te interessa
aquilo que mais desejas.

Os que bons conselhos dão
ás vezes fazem-me rir
por ver que eles mesmos, são
incapazes de os seguir.

Eu não tenho vistas largas
Nem grande sabedoria
Mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.

Quem nada tem, nada come;
E ao pé de quem tem de comer,
Se alguém disser que tem fome,
Comete um crime, sem querer.

A quadra tem pouco espaço
Mas eu fico satisfeito
Quando numa quadra faço
Alguma coisa com jeito.

Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
ninguém crê no que ele diz.

Embora os meus olhos sejam,
os mais pequenos do Mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo.

É fácil a qualquer cão
Tirar cordeiros da relva.
Tirar a presa ao leão
É difícil nesta selva.

Quando os Homens se convençam
Que à força nada se faz,
Serão felizes os que pensam
Num mundo de amor e paz.


Tu, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes -- esqueceste
tudo o que prometias... 

O meu merceeiro é um santo
e há quem diga que ele é mau!
Digo-lhe só: -- dou mais tanto,
já me arranja bacalhau.

Não sou esperto nem bruto
Nem bem nem mal educado;
Sou simplesmente o produto
Do meio em que fui criado.

Quem me vê dirá: não presta,
nem mesmo quando lhe fale,
porque ninguém traz na testa
o selo de quanto vale. 

Muito contra o meu desejo,
sem lhe querer dizer porquê,
finjo sempre que não vejo
quem finge que me não vê...

Diz que viver é sofrer ...
concordo. Mas não compreendo
que ninguem ouse dizer
que se aprende sofrendo.


À guerra não ligues meia,
Porque alguns grandes da terra,
Vendo a guerra em terra alheia,
Não querem que acabe a guerra.

Se os homens chegam a ver
Por que razão se consomem,
O homem deixa de ser
O lobo do outro homem.


Por que a vida me empurrou
caí na lama, e então...
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são.