sábado, 13 de agosto de 2011
Dia 12 de Agosto de 2011 a Quarta-Feira esteve em festa
Falar de Agosto em Portugal é falar de calor, praia, emigrantes e festas, pois este é por excelência um mês de alegria, tranquilidade e festividade em que a boa convivência, o descanso e a amizade andam de mãos dadas conferindo a este mês uma sensação de euforia e de liberdade.
Agosto é de facto um mês diferente e na nossa aldeia, à semelhança de muitas outras, este mês marca o regresso de dezenas de emigrantes, o que faz com que a Quarta-Feira ganhe uma vida nova.
Ontem, dia 12 de Agosto a Quarta-Feira viveu mais um dia em grande, pois no parque de merendas o povo juntou-se e quem esteve presente constatou que esta terra é verdadeiramente um lugar muito especial em que cada um tem uma verdadeira identidade e é como que uma peça de um puzzle que faz parte do todo.
Aos poucos as pessoas foram-se juntando e por volta das 20 horas teve inicio um lanche ajantarado em que a febra e a sardinha assada eram as principais iguarias e o tinto quartafeirense era a cereja em cima do bolo.
Como não poderia deixar de ser e a tradição manda, no final as sobremesas eram mais que muitas e as barriguinhas quartafeirenses deliciaram-se com tanta coisa boa a que era completamente impossível resistir.
Após tão apetitosa refeição, o nosso grupo de teatro “Guardiões da Lua” apresentou um fabuloso espectáculo bem ao estilo a que já habituou este povo, constituindo mais um momento cultural que animou todos os presentes.
Por tudo isto o dia 12 de Agosto de 2011 ficará na memória de todos os que assistiram como uma data festiva desta localidade, pois o reencontro dos filhos desta terra é sempre um motivo de alegria, de festa e de honra que ano após ano deve e merece ser comemorado com um evento deste género de forma a que cada um de nós tenha um “orgulho saudável” em ser quartafeirense a 100%.
É claro que esta festa e esta convivência só foi possível graças à vontade, à persistência e ao empenho do João Reis e do Rui Marques que com os seus esforços proporcionaram tão nobre e acolhedor acontecimento.
Pela dedicação de ambos à Quarta-Feira e às causas do povo aqui fica um reconhecimento merecido e um bem haja pelo bem que à nossa aldeia têm feito.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Semana Cultural na Quarta-Feira "Os Dias da Lua"
Ao longo desta semana irá decorrer na Quarta-Feira a já tradicional semana cultural, denominada “Os Dias da Lua”. Irá haver várias actividades para miúdos e graúdos, tais como escultura, pintura, teatro e um acampamento no parque de merendas. Na sexta-feira, dia 12 de Agosto, para finalizar haverá um lanche convívio para todos os Quartafeirenses.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
O mês de Agosto está a chegar
O povo romano deu ao oitavo mês do ano o nome de Agosto, numa forma de homenagem ao imperador Augusto, que era o herói responsável pela conquista do Egipto, o que lhe permitiu chegar à condição de cônsul.
Na verdade são várias as superstições associadas ao mês de Agosto. Segundo alguns historiadores e a titulo de exemplo, as mulheres portuguesas não se casavam nunca no mês de Agosto porque era precisamente nessa época que os navios zarpavam à procura de novas terras e casar em Agosto significava ficar só, sem lua de mel e triste. Eis então a má fama do coitado mês.
No entanto, em terras lusitanas, o mês de Agosto é tempo de férias, de receber os familiares que lá longe têm o seu local de trabalho, de festas e de casamentos de amigos e familiares, pois afinal as expedições em busca de novas terras já só fazem parte das memórias de outros tempos.
O mês de Agosto está mesmo a chegar e a festa vai começar.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Casamento de Quartafeirenses
Ontem, dia 24 de Julho de 2011 na Igreja de Sortelha com a presença de muitos familiares e amigos casaram Luísa Neves e Rui Marques. Ela, filha de Guiomar João e Adelino Neves e ele filho de Joaquina Cunha e de Messias Marques.
Porque nem sempre há casamentos na Quarta-Feira, nem tão pouco é costume os noivos serem os dois da mesma terra e porque o Rui é um Quartafeirense de alma e coração, o dia 24 de Julho de 2011 foi sem dúvida um dia de festa para esta terra e certamente não será esquecido por todos aqueles que tiveram a honra de participar neste evento com pompa e circunstância bem à moda portuguesa.
Parabéns ao jovem casal e que a vida lhe traga muito amor, saúde e muitas felicidades.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Emigrantes Quartafeirenses vão chegando a conta gotas
O regresso temporário à Quarta-Feira para relaxar, descansar e recuperar energias para mais um ano de trabalho, matar saudades da terra, da família e dos amigos é a realidade dos meses de Julho e Agosto. Ano após ano, esta é uma forma de vida de verão nesta aldeia, repetindo-se como que um ritual de chegadas e partidas.
No final das férias, com um aperto no coração, preparam as malas, “quais aves migratórias” e com um “até pro ano” retomam o caminho em sentido contrário e lá vão com este cantinho no pensamento contando os meses e os dias até ao próximo regresso.
A todos um bom descanso e umas óptimas férias.
terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Faleceu a Srª Adélia
Ontem dia 5 de Julho faleceu a senhora Adélia, foi casada com Manuel Marques. O funeral realizou-se hoje dia 6 de Julho de 2011.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Morar na Quarta-Feira é... paz, tranqüilidade, respeito e convivência.
Morar numa aldeia, onde a segurança é um privilégio de todos, a privacidade é um direito, o respeito ao próximo é um costume e a convivência comunitária é praticada por todos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de todos, é o sonho de cada um de nós.
Morar na Quarta-Feira é conviver numa comunidade em que, ainda, é possível conhecer e compreender as pessoas que vivem à nossa volta, é ter responsabilidades para com a comunidade e receber em troca os benefícios sociais das acções comunitárias.
Morar nesta aldeia traz os velhos costumes de volta, como a alegria de encontrar os amigos no café, as caminhadas pelo campo, as festas, as missas de domingo e os churrascos no quintal.
Morar na Quarta-Feira, ainda, é mais do que isso, pois além da comunidade, temos o clima com carecteristicas ímpares, uma belíssima paisagem, a ribeira e ainda um céu maravilhoso que, freqüentemente, deixa a nossa aldeia com ar de lugar que já só existe nos sonhos ou então nos filmes.
Morar na Quarta-Feira é ter a oportunidade de escrever este texto na rua, sempre com a companhia de uma orquestra natural, composta pelo som dos grilos e pelo coaxar das rãs à meia noite, observando a lua na sua quinta fase que só é observável desta pacata aldeia no centro do mundo.
domingo, 3 de julho de 2011
Casamento de um descendente Quartafeirense
Foi lá longe, na Suiça que no passado Sábado dia 25 de Junho se casou Helder Gonçalves, um descendente da nossa maravilhosa terrinha, filho de Amaro Gonçalves e Eurica Gonçalves, neto de António Gonçalves e de Adelina Maria.
Parabéns e felicidades ao jovem casal.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Poema "A Minha Aldeia"
Todo o mundo me pertence. Aqui me encontro e confundo com gente de todo o mundo que a todo o mundo pertence. Bate o sol na minha aldeia com várias inclinações. Angulo novo, nova ideia; outros graus, outras razões. Que os homens da minha aldeia são centenas de milhões. Os homens da minha aldeia divergem por natureza. O mesmo sonho os separa, a mesma fria certeza os afasta e desampara, rumorejante seara onde se odeia em beleza. Os homens da minha aldeia formigam raivosamente com os pés colados ao chão. Nessa prisão permanente cada qual é seu irmão. Valência de fora e dentro ligam tudo ao mesmo centro numa inquebrável cadeia. Longas raízes que imergem, todos os homens convergem no centro da minha aldeia. -Dentro de todo o Universo, a Terra é de facto uma aldeia e cada um de nós não é mais do que uma formiga. Cada ser é único na sua maneira de sentir, ver e estar no Universo. Mas no fundo somos todos iguais na mesma aldeia. |
domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
As cegonhas pousaram por aqui e a Quarta-Feira tem um Novo Descendente
Ontem dia 14 de Junho de 2011 às 20 horas, no hospital da Covilhã nasceu mais um descendente da Quarta-Feira, de nome Gabriel Monteiro. É filho de Marisa Martins e de Ivo Monteiro, neto de Deolinda Gonçalves e de Horácio Martins, bisneto de Hortência Maria e de José Amândio Gonçalves.
Parabéns e felicidades para os pais e bebé
terça-feira, 14 de junho de 2011
O Verão está a chegar à Quarta-Feira
O mês de Junho já vai a meio, o verão está quase a chegar e com ele chega também o calor, o bom tempo, os Santos Populares, as sardinhadas, as festas, a época balnear e muito mais.
Na Quarta-Feira, é certo e sabido que qualquer estação é bela e tem os seus encantos próprios, mas o Verão é sem dúvida uma época especial para esta terra, uma vez que com o regresso de muitos dos seus filhos ganha uma vida nova, que tal como uma lufada de ar fresco em dias de calor sabe bem a quem a sente.
Durante o Verão a Quarta-Feira ganha um ritmo e um estilo de vida próprio, pois os trabalhos agrícolas próprios desta altura do ano fazem com que os campos tenham mais vida, seja pela necessidade de rega, pela apanha da batata, pela ceifa do feno ou qualquer outra actividade.
Além das actividades agrícolas, durante o Verão, a Quarta-Feira também é marcada pelos Dias Da Lua que consistem numa semana repleta de actividades culturais com eventos de vária ordem, desde escultura, pintura, música, teatro, jogos, etc. São pois um conjunto de actividades de entretenimento que unem os Quartafeirenses, dão vida e nome à nossa aldeia ao mesmo tempo que constituem uma imagem de marca.
Por tudo isto, ser Quartefeirense é um “estatuto” que deve honrar qualquer cidadão desta localidade.
O verão na Quarta-Feira é tranquilidade, descanso, libertação, pureza… enfim é algo indescritível por palavras, que só quem lá vive ou lá vai consegue verdadeiramente sentir.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
O Povo da Quarta-Feira votou e decidiu assim:
PSD 30
PS 24
CDS 02
PCPT / MRPP 01
PCP / PEV 01
BRANCOS 02
NULOS 03
PS 24
CDS 02
PCPT / MRPP 01
PCP / PEV 01
BRANCOS 02
NULOS 03
terça-feira, 24 de maio de 2011
Parque de merendas "O Bufo"
Com a chegada do calor e do bom tempo e a existência de uma paisagem aprazível como são os horizontes Quartafeirenses, convidam a umas caminhadas campestres.
Na Quarta-Feira, para além das paisagens há também um fantástico parque de merendas denominado “O Bufo”, que é um espaço verde arborizado com mesas, bancos e locais próprios para umas belas churrascadas.
Este é pois um espaço que fomenta os piqueniques em família ou com amigos, por isso aqui fica a proposta, “vá pra fora cá dentro” e passe neste local, um dia relaxante em pleno contacto com a natureza desta aldeia tão acolhedora, tão bela e tão encantadora.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Um "rapaz" com 60 anos
Ingino Neves é um Quartafeirense que ao longo da vida já teve várias profissões.
Ainda cedo foi mineiro e nas Minas da Bica teve o primeiro contacto com o mundo do trabalho.
Mais tarde foi agricultor, tratando das terras de forma a garantir o sustento da família que foi crescendo e ultimamente tem sido funcionário de café sempre pronto a servir chá, café, vinho tinto ou branco de forma a tratar da sede de qualquer Quartafeirense que apareça.
Ao mesmo tempo que se ocupa do café vai também tratando do seu rebanho que vai pastando por entre os prados e as encostas verdejantes da Quarta-Feira.
Esta imagem revela bem o quão as ovelhas estão bem tratadas, pois são todas bem formosas e a sua lã também parece ser de boa qualidade.
É uma verdade que este homem não traja com o rigor dos pastores de outros tempos, pois não usa manta nem cajado mas se repararem na cintura rapidamente verão que este é um pastor da actualidade e que tem isso sim, um telemóvel de última geração capaz de dar resposta a qualquer eventualidade.
E como é sabido as suas ocupações não ficam por aqui, pois para animar festas e arraiais com fogo de artifício, foguetes e bombas só Ingino Neves e nada mais.
domingo, 15 de maio de 2011
A Casa de Todos os Quartafeirenses
Esta é uma casinha pequenina e modesta localizada na rua da Cascalheira na Quinta Nova da Quarta-Feira.
É uma casa pequena em tamanho mas grande no número de proprietários, pois esta é a Casa do Povo onde todos os Quartafeirenses têm um pedaço.
Ao contrário da sua dimensão, a sua história é grande, pois desde que foi edificada, esta casa foi somando pequenas passagens de vida que provavelmente já poderiam ser motivo de uma espécie de filme com um título parecido com “As Peripécias da Casa do Povo”.
Esta casinha já foi muitas vezes lugar de borga e de convívio da rapaziada da Quarta-Feira, já foi também residência de várias professoras que deram aulas nesta aldeia, mais tarde e durante algum tempo foi uma espécie de centro de diversão das tardes domingueiras, onde ao som de um leitor de cassetes, rapazes e raparigas se divertiam e até quem sabe se não foi lá que começaram alguns namoricos.
Nos dias de hoje esta casa já não tem nenhuma destas utilidades de outros tempos, no entanto é lá que os Quartafeirenses exercem o seu direito de voto quando a isso são chamados.
Pela sua história, por ser um edifício público e para eventuais necessidades esta casa já merecia uma requalificação, de forma a fazer deste cantinho um lugar do passado com condições do futuro.
De certeza que não seria difícil ligar novamente a electricidade, ligar a água e fazer pequenas obras que sem muito trabalho e muitas despesas dariam um ar de graça a este edifício que é do povo da Quarta-Feira.
Assim sendo, aqui fica o repto a quem de direito, que tome a iniciativa e não deixe degradar “ a coisa pública”, pois de certeza que este povo agradece e vai ficar muito satisfeito.
terça-feira, 10 de maio de 2011
O Ti Zé Marques “ O semeador de boa disposição”
A história faz-se de factos e acontecimentos do passado e a amizade e a boa conduta faz-se do dia a dia, das boas relações e de muito mais.
A boa disposição e o estilo de pessoa do Ti Zé Marques fazem deste homem um ser humano muito genuíno, tranquilo e sempre despreocupado com os obstáculos da vida.
O Ti Zé Marques foi um homem que cedo se fez à vida e partiu para França à procura de uma vida melhor, à semelhança de muitos outros que com o mesmo objectivo um dia partiram e por lá foram ficando.
O Ti Zé Marques foi então um emigrante que trabalhou em França, reformou-se e regressou à sua terra natal onde, juntamente com a sua esposa, vive e tem uma vida feliz e tranquila.
Há já alguns anos que deixou França mas mantém ainda algum sotaque próprio da língua francesa que é fruto de um longo período de tempo a ter de se exprimir em francês.
O Ti Zé Marques é um homem cujos hábitos são bem conhecidos de todos os Quartafeirenses, pois não dispensa uma bela cartada sempre que tem parceiros para jogar, o que nem sempre é fácil de conseguir, também mantém o gosto em fumar o seu cigarrinho, mas primeiro tem que lhe partir o filtro, gosta de ir tomar café e beber um digestivo e claro que ainda não perdeu a esperança de ganhar o Euromilhões ou o Totoloto, pois a cada semana faz as suas apostas na tentativa que a sorte lhe bata à porta.
O Ti Zé Marques só vai ao café ao Sábado à tarde e nas tardes de Domingo, mas quando vai puxa pela nota e tanto paga um copo a um como a sete ou oito, pois os que têm a sorte de estar presentes têm sempre o cafezinho pago.
Por tudo isto o Ti Zé Marques é um cidadão Quartafeirense muito estimado por toda a população, assim como a Ti Germina que também tem um bom coração, pelo que constituem um casal que merecem fazer parte desta pequena comunicação social que aproxima os Quartafeirenses “espalhados” pelos quatro cantos do mundo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Horizontes da Quarta-Feira
De norte a sul de Portugal não devem ser muitas as localiades que têm o previlégio de ter no horizonte a mais bela, famosa e encantadora montanha que é a Serra da Estrela. A Quarta-Feira tem então este horizonte que a natureza lhe ofereceu e que constitui uma maravilha única e sem igual.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Será que é das televisões?
Se é ou não das televisões não é propriamente uma conclusão, uma teoria ou uma certeza, mas a realidade é só uma e está bem à vista.
As características populacionais da Quarta-Feira de hoje não são em nada semelhantes às de outros tempos.
Antigamente a Quarta-Feira não tinha televisão, internet ou um simples rádio e as ruas desta terra “ferviam” com tanta gente, hoje esta aldeia tem tudo isto e mais um par de botas só que tem muito menos gente.
Este é por isso um fenómeno que pelo menos dá que pensar até que ponto a velha máxima que diz que antigamente havia muitos garotos porque não havia televisões, não tem algum fundamento e não traduz alguma realidade.
Até pode ser que as televisões não tenham de facto nada a ver com esta situação com que o povo vai brincando, mas a verdade é que esta expressão está bem enraizada na cultura portuguesa e por mais motivos que tenham contribuído para esta baixa de natalidade, a televisão é e será para sempre o bode expiatório da falta de população.
Esperemos que realmente nunca fique provado que a culpa é desta caixa mágica, porque caso fosse verdade, de certeza que iríamos assistir a uma destruição maciça destes aparelhos que todos os dias permitem que o mundo chegue até nós e do qual já somos dependentes.
domingo, 1 de maio de 2011
Ano após ano em tudo o mundo, no dia 1 de Maio comemora-se o Dia do Trabalhador.
As origens do Dia do Trabalhador já não são recentes, pois tiveram início no século XIX, mais precisamente no dia 1 de Maio de 1886. Nesse dia milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) juntaram-se nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação não foi, pelo que parece, nada pacífica e as forças policiais não conseguiram evitar feridos e mortos.
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 ( ano da revolução do 25 de Abril ) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
“ Este ano como estamos em ano de crise ou porque está cá o FMI e os tempos são de contenção, o feriado foi ao Domingo… Só pode ter sido de propósito!!! “
O Dia de Todas as Mães
O Dia da Mãe é um dia que cujas celebrações já se perdem na memória, pois desde há muito que cada povo adoptou rituais e formas próprias de assinalar este dia.
O Dia da mãe era já festejado na Grécia Antiga e em Roma. Os romanos festejavam o Dia da Mãe em honra a Cybele, a mãe dos seus deuses, enquanto os gregos o celebravam em honra de Rhea, mãe dos seus deuses e mulher de Cronos. Em Portugal, o Dia da Mãe era festejado a 8 de Dezembro, mas actualmente é comemorado no primeiro Domingo de Maio.
Seja quando e como for, o que importa verdadeiramente é que cada ser humano, cada povo ou cada nação continue a prestar uma homenagem merecida a todas as mães por toda a dedicação, amor, sacrifício e pelos caminhos sinuosos que muitas vezes tem de percorrer, sempre com o mesmo objectivo que é o bem de seus filhos.
Porque as mães são o verdadeiro símbolo de ternura e de vida aqui ficam os parabéns a todas as queridíssimas mães, especialmente às da Quarta-feira.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O mês de Maio está a chegar
Maio está quase a chegar e com ele chega também uma época muito especial para todos os cristãos, pois este é o mês dedicado a Maria.
Maio está associado ao coração, às flores e é também neste mês que se comemora o Dia da Mãe.
Por tudo isto, este mês é de facto especial e por isso fica marcado pela amizade e pelo amor que paira no ar e que deve estar sempre presente em todos os corações.
Assim sendo e com estes sentimentos imploremos a Maria, Nossa Mãe uma especial protecção à Quarta-Feira e a todos os seus habitantes e simpatizantes.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O Microclima da Quarta-Feira
Microclima é por definição uma região, uma zona ou uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da zona envolvente.
É precisamente o que acontece na Quarta-Feira, pois aqui há um clima e todo um conjunto de factores e de condições excepcionais que tornam possível uma prática agrícola excepcional.
A agricultura sempre foi e continua a ser uma actividade económica importante, embora por vezes não se lhe dê o devido valor. A agricultura é uma actividade muito sensível a determinados factores, como é o caso do clima, do relevo, do solo, do desenvolvimento tecnológico e cientifico e também das tradições culturais.
Há factores que são manipuláveis e dependem de variáveis humanas, como é o caso do desenvolvimento tecnológico e cientifico e das tradições culturais, mas o clima, esse só depende da natureza e não é possível aos homens, por mais inteligentes que sejam, impor um determinado clima numa determinada região, a não ser criar condições artificiais em espaços relativamente reduzidos, como é o caso das estufas.
Na Quarta-Feira, quis Deus e a Natureza que fosse possível cultivar um grande número de espécies agrícolas sem recurso a grandes mecanismos artificiais, pois nesta terra é possível produzir batata, centeio, alface, azeite, vinho, árvores de fruto e todo um conjunto de outros bens comestíveis que o ser humano necessita para a sua alimentação.
Tudo isto deve-se então a todo um conjunto de condições que estão reunidas nesta localidade que permitem até desenvolver uma agricultura biológica com recurso a técnicas e instrumentos simples, utilizando fertilizantes naturais que conferem aos produtos aqui produzidos, características ímpares que não se conseguem em qualquer lugar.
Assim sendo, o microclima da Quarta-Feira constitui mais uma boa razão, a somar a tantas outras, para que esta terra seja cada vez mais um local que se recomenda e que deve ser considerada uma zona protegida pelo ar puro que aqui ainda se respira
terça-feira, 26 de abril de 2011
Da Pastorícia à informática
Quem chega à Quarta-Feira pela entrada Norte, encontra, além de muita beleza, um conjunto de obras de arte que têm um simbolismo e uma razão de ser que à primeira vista até podem parecer descabidas e pouco adequadas ao local em que se encontram.
Mas tudo tem uma explicação e tudo faz sentido desde que devidamente fundamentado, e a lógica deste “pequeno museu” sustenta-se naquela que foi uma forma de vida ao longo do século XX, do povo da Quarta-Feira.
No início do século, a Quarta-Feira tinha como principal fonte de rendimento, o campo, os animais e a agricultura em geral e daí a razão de ser da cabana, típica dos pastores que em dias de chuva, frio e neve encontravam naquele tipo de cabana o abrigo necessário enquanto os animais pastavam.
A mala simboliza a emigração que foi uma realidade para muitos Quartafeirenses, pois foram vários aqueles que à procura de uma vida melhor partiram rumo a outros países como França, Suíça e Alemanha, onde acabaram por ficar depois de uma vida de trabalho, uma vez que aí tiveram família e criaram laços de amizade.
Por último o computador surge como uma ferramenta fruto da evolução dos tempos que também chegou à Quarta-Feira e veio para ficar, pois com esta máquina fantástica, qualquer Quartafeirense fica rapidamente em contacto com todo o mundo, o que faz desta terra como que um pequeno bairro da aldeia global que é o planeta.
Assim sendo, este cartão de boas vindas da aldeia é muito mais que qualquer coisa em pedra, uma vez que por um lado dá um ar de graça a quem por ali passa e contempla a paisagem e por outro lado exprime através da arte e de forma resumida aquela que foi uma forma de vida deste povo de tamanha vontade e capacidade de lutar por causas que acredita valer a pena em prol de uma melhor qualidade de vida.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Coisas que alguém disse sobre a nossa aldeia após reportagem da Localvisão
Quarta-feira é um presépio guardado pela fortaleza amuralhada de Sortelha. Estudos recentes defendem que o urânio utilizado nas bombas atómicas da segunda guerra mundial foi extraído nas minas da Quarta-feira. Urânio e Sabugalite são alguns dos minérios que dão palco à arte gravada no granito e ao grupo de teatro «Guardiões da Lua». Quarta-feira devia ser protegida e qualificada como «Aldeia Preservada».
Excelente reportagem da LocalVisão Tv da Guarda numa aldeia muito especial.
Quarta-feira é um paraíso perdido na Beira Alta que está fora dos roteiros turísticos «oficiais». Infelizmente!
jcl
Excelente reportagem da LocalVisão Tv da Guarda numa aldeia muito especial.
Quarta-feira é um paraíso perdido na Beira Alta que está fora dos roteiros turísticos «oficiais». Infelizmente!
jcl
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O Ti António Maria
No inicio do século XX, mais precisamente no ano de 1906, nascia para o mundo, António Maria, filho de Joaquina Maria e José Joaquim Luís, tendo vindo a contrair matrimónio com Germina Maria Pires, filha de José Joaquim Pires e de Balbina Maria.
António Maria foi mais um cidadão da Quarta-Feira que, pelos contributos dados a esta terra, também faz parte da história deste povo.
Se outros que já aqui foram recordados tiveram mérito pelo nome que deram à Quarta-Feira, por particularidades da sua personalidade ou da sua vida, também António Maria ocupa um lugar de destaque no que a figuras do passado diz respeito.
Falar de António Maria é viajar no tempo e recordar uma pequena parte da história desta localidade, pois a história faz-se com acontecimentos, datas, monumentos e outras coisas mas em primeiro lugar faz-se de pessoas que de alguma maneira contribuíram e deixaram marcas no meio e na sociedade de que, um dia, foram parte integrante.
António Maria era antes de mais, uma pessoa de bem e pelo bem, simples na sua essência e amigo do próximo.
O que fez pela Quarta-Feira contribuiu sem dúvida para o bem geral desta localidade, pois foi com a sua ajuda e iniciativa que a Quarta-Feira teve uma escola, pois ofereceu o terreno para a sua edificação e fez do ensino uma realidade nesta aldeia. Mas antes de a escola estar construída e tendo noção do quão importante era uma escola na Quarta-Feira, emprestou uma casa para esse fim, que durante algum tempo, permitiu que naquela época, alguns jovens de então aprendessem alguns ensinamentos básicos para a vida, como ler e escrever.
Foi também António Maria que deu um incentivo à construção da Casa do Povo, que entre outras funções veio a servir de residência às professoras que ao longo dos anos foram tendo como local de trabalho a Escola da Quarta-Feira.
Este homem foi também um dos principais responsáveis pela construção do arco da capela da Quarta-Feira que ainda hoje se mantem intacto.
António Maria é ainda hoje recordado como sendo também um homem que, habitualmente, produzia uma “boa pinga” para beber e oferecer aos amigos. Se fosse na adega era costume oferecer de beber por um copo feito de um “corno”, se por acaso encontrava algum “camarada” no meio da rua então rapidamente puxava pela “borracha” que quase sempre trazia à cintura.
Por tudo isto, António Maria foi mais um dos Quartafeirenses que pelo seu passado, deve fazer parte do presente ou pelo menos da memória daqueles que se continuam a interessar pela mítica história desta localidade que como alguém disse, sai do calendário e toma lugar no mapa.
Uma "gota" de História
Sortelha foi sede de concelho até 1855. Após esta data passou a fazer parte do concelho de Sabugal.
A Câmara de Sortelha era composta pelas freguesias de Sortelha, Casteleiro, Santo Estêvão, Moita, Malcata, Aldeia de Santo António, Urgueira, Penalobo, Bendada, Pousafoles do Bispo, Águas Belas e Lomba dos Palheiros.
Quer isto dizer que a Quarta-Feira já pertenceu à Câmara de Sortelha.
A Câmara de Sortelha era composta pelas freguesias de Sortelha, Casteleiro, Santo Estêvão, Moita, Malcata, Aldeia de Santo António, Urgueira, Penalobo, Bendada, Pousafoles do Bispo, Águas Belas e Lomba dos Palheiros.
Quer isto dizer que a Quarta-Feira já pertenceu à Câmara de Sortelha.
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Porque será que a Quarta-Feira se chama assim ! ?
Descobrir ou tentar navegar pela história no sentido de desmistificar ou tentar perceber aquilo que de boca em boca foi passando sem que esteja escrito em qualquer lugar, como é o caso da origem do nome de uma localidade, constitui pois um exercício de aventura e de alguma imaginação que nos pode levar a conclusões com mais ou menos consistência que valem o que valem enquanto meras hipóteses impostas pela leveza da imaginação de cada um.
Assim sendo, no que à Quarta-Feira diz respeito, correm várias versões, mas aquela que parece ter mais aceitação é a que vinca a ideia que há muitos, muitos anos, houve aqui uma feira em que se vendiam os mais diversos produtos, essencialmente agrícolas e no final da mesma quando os vendedores já iam de regresso às suas terras, alguém de repente, numa expressão típica de quem se lembrou de alguma coisa, terá dito que se esqueceu da Quarta na feira.
A Quarta era, ao que parece, um recipiente que representava uma determinada unidade de medida, mas a forma como terá sido dita tal expressão: “Esqueci-me da Quarta na feira” foi aproveitada e apadrinhou aquela que se havia de tornar a terra ímpar e esplendorosa que a todos nós um dia serviu de berço.
Esta é apenas uma hipótese e uma tese que de geração em geração foi passando, mas se a imaginação quiser muitas outras pode haver. A título de exemplo do que é legítimo solicitar à imaginação poderíamos até pensar que esta terra era, até determinado momento, um lugar deserto e que certo dia alguém ao passar por aqui e depois de ver com olhos de ver terá chegado à conclusão que este sítio era um verdadeiro desperdício estar desabitado, pois afinal os pontos mais belos do planeta merecem que tenham gente a cuidar deles. No entanto, esse alguém ter-se-á deparado com o dilema de como identificar este lugar, o que o levou a pensar nos mais diversos nomes e a ficar um pouco confuso, pois afinal não sabia qual seria o mais adequado.
Foi então que depois de muito pensar decidiu que como o dia em que descobriu esta terra era precisamente uma Quarta-Feira, esse poderia ser o melhor nome para esta localidade, pois assim nunca mais se esqueceria que descobriu este local fantástico, precisamente a meio de uma semana e que ao mesmo tempo esse nome iria fazer com que o povo que aqui se viesse a fixar fosse também muito famoso, falado em todo o mundo e com o privilégio de ter um dia de descanso a meio da semana pelo facto do nome da sua terra coincidir com o dia em que foi descoberta.
O que aconteceu com o decorrer do tempo, foi que o nome da localidade manteve-se mas o direito ao descanso semanal foi coisa que este povo abdicou por ser de tal “bravura” que a sua garra e determinação não se compadece com folgas a meio de uma qualquer semana de trabalho, pois a vontade de trabalhar é mais forte do que qualquer lei imposta por quem quer que seja.
Como esta, poderia ainda haver muitas outras teses, mas a verdade é que a Quarta-Feira tem este nome que faz dela um lugar genial, único e sem igual.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O que era Entrar para a Malta da Quarta-Feira
“Entrar para a malta” foi no passado uma expressão muito usada na Quarta-Feira, mas hoje, porque tudo mudou, esta simples frase caiu no esquecimento, deixou de fazer sentido e já não tem aplicação.
Esta era então a expressão que na Quarta-Feira dava nome ao momento em que um adolescente transitava da fase de “puto” ao estatuto de rapaz que lhe conferia algumas regalias, pois a partir de então estava autorizado a alinhar com a rapaziada nas “peripécias e farras” próprias de uma juventude irreverente, com uma identidade construída com base em valores, regras e normas comuns a todos.
Essas regalias passavam por exemplo, pela permissão em frequentar a taberna até altas horas da madrugada, em andar na rua durante a noite, participar em borgas e outros privilégios que davam aos ditos membros da malta uma certa liberdade e sensação de independência.
Hoje, esta expressão deixou de fazer sentido porque tudo é muito mais precoce e tudo é permitido na mais tenra idade e por outro lado não há, e ainda bem, uma separação tão acentuada entre miúdos e graúdos.
No entanto e por outro lado seria bom que “ o entrar para a malta” ainda fosse uma realidade pois era sinal que havia muitos jovens que certamente dariam uma vida nova à aldeia.
Enfim… Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Agradecimento da família de Maria D' Assunção
A família de Maria D' Assunção agradece a todos os que participaram no funeral e a todos quantos de alguma forma manifestaram a sua consternação.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A televisão esteve na nossa aldeia
A equipa de reportagem da Localvisão esteve nos passados dias 8 e 9 de Abril na Quarta-Feira, tendo realizado uma reportagem sobre diversas actividades nesta localidade.
Esta não foi a primeira vez que a Quarta-Feira foi alvo de interesse dos meios de comunicação e com certeza não será a última, pois os encantos desta terra são mais que muitos e é bom que de quando em vez esta pacata aldeia seja projectada à escala mundial nos meios de comunicação para que aqueles que nunca aqui estiveram possam pelo menos ter noção de que aqui há um Portugal genuíno à espera de ser descoberto e que realmente o ditado que diz “vá pra fora cá dentro” faz sentido, pois aqui a tranquilidade e o cenário idílico existente dão realmente a sensação que aqui há de facto uma perfeita harmonia entre Deus , o Homem e a Natureza, o que é comprovável através do link que aqui vai ser colocado quando a reportagem estiver pronta para ver e rever as vezes que a cada um apetecer.
Resposta da câmara após nova chamada de atenção para a requalificação da paragem de autocarro
Serviços Municipais de Protecção Civil da Câmara Municipal do Sabugal
Venho por este meio informar que a junta de freguesia de Sortelha tem conhecimento da situação em causa.
A Presidente da Junta foi informada da situação por carta registada (enviada dia 22-02-2001 com o numero SMPC nº 9 ) com aviso de recepção e por via directa onde a mesma se comprometeu perante os nossos serviços que iria resolver o assunto em questão.
Mais informo que a autarquia local após notificação é a autoridade máxima e deve efectuar a execução dos trabalhos, Conforme o previsto no artigo n.º 7 da Lei nº 65/2007,de 12 de Novembro “As juntas de freguesia têm o dever de colaborar com os serviços municipais de protecção civil, prestando toda a ajuda que lhes for solicitada, no âmbito das suas atribuições e competências, próprias ou delegadas.”
Iremos interceder novamente junta da junta de freguesia de Sortelha.
Sem mais de momento
Alberto José Lavrador Barata, Eng.
Faleceu a Srª Maria D' Assunção
Faleceu ontem dia 12 de Abril a senhora Maria D' Assunção com 86 anos.
Nasceu a 8 de Julho de 1924. Era filha de Clementina Maria e de Jesuino Gomes,
O Funeral será amanhã dia 14 de Abril pelas 15 horas.
domingo, 10 de abril de 2011
A cultura esteve na Quarta-Feira
A cultura é tudo aquilo que faz parte de um povo.
A cultura é algo que se cheira, se bebe, se come, se sente e se exprime sob as mais diversas formas.
Desde os tempos mais remotos que o homem sentiu necessidade de se exprimir e transmitir aos outros aquilo que lhe vai no mais intimo do seu pensamento. Desde as gravuras na pedra até à invenção da escrita, tal como ela é hoje, o homem foi inventando diferentes formas de expressão.
Assim sendo, o teatro é também uma ancestral forma de comunicar, de intervir e de dramatizar, cuja referência e expoente máximo foi o inconfundível Gil Vicente, a quem muitos se referem como sendo o pai do teatro português e autor da famosa obra Auto da Barca do Inferno.
Foi pois no seguimento desse grande homem que aqui também foi criado o grupo de teatro Guardiões da Lua que no passado sábado, 9 de Abril brindou o povo da Quarta-Feira com a peça “ A Queda De Duas Estrelas”. Esta peça foi mais um momento de cultura, de convívio e de diversão que este grupo proporcionou aos Quartafeirenses e a todos aqueles que de outras terras aqui se deslocaram para, com os próprios olhos, apreciarem e testemunharem o grande e imperdível espectáculo que é possível tornar realidade numa aldeia tão pequena em tamanho mas tão rica em valores e formas de expressão.
Esperemos que os Guardiões da Lua sejam cada vez mais um grupo de referência na nossa região e que continue a projectar e a levar mais além o nome da Quarta-Feira para que todos nós tenhamos, a cada momento, um orgulho saudável em afirmar a nossa verdadeira identidade Quartafeirense única e inconfundível.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A Páscoa está a chegar!
Com a chegada da Páscoa, a nossa Quarta-Feira “veste-se” com ar de festa, pois vai receber alguns dos seus filhos que lá longe anseiam pelo regresso.
A Páscoa é Jesus, ressuscitado que entra na nossa aldeia tão bela, limpa e perfumada, numa simbiose perfeita entre cheiros, sons e cores.
A Páscoa na Quarta-Feira é festa, reencontro e amizade. Enfim…é uma alegria realmente sentida.
A todos os Quartafeirenses, uma Santa e Feliz Páscoa.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
E se de repente deixasse de ser proibido morar na Quarta-Feira?
E se de repente não fosse proibido?
Esta é pois uma questão que à partida parece despropositada, completamente descabida e descontextualizada, mas a verdade é que faz algum sentido.
E faz sentido porque na Quarta-Feira não há, infelizmente, espaços onde de facto seja possível construir, ou se os há são muito reduzidos, o que limita uma eventual expansão da aldeia. A única solução que existe é recuperar o pouco que existe.
Esta é pois uma politica bastante redutora para o desenvolvimento. Com este PDM vamos, provavelmente, assistir a uma desertificação cada vez mais acentuada das nossas aldeias, dado que os espaços que nos restam para a construção não estão contemplados no âmbito do PDM.
Com esta politica só se podem esperar enormes prejuízos para o meio rural, uma vez que os jovens casais e os potenciais interessados em construir a sua habitação na sua aldeia estão pura e simplesmente impedidos de o fazer sendo obrigados a deixar a sua terra e a sua família, acabando por ser obrigados a procurar outros locais para viver, nomeadamente as cidades onde se assiste a uma verdadeira especulação de preços de terrenos ao mesmo tempo que se verifica uma saturação de espaços urbanos que levam por vezes a uma pouco boa qualidade de vida.
Esta é pois uma realidade da qual muitos responsáveis políticos já se aperceberam mas que até ao momento pouco ou nada fizeram para a alterar. De facto já vai sendo tempo de se tomarem medidas no sentido de inverter esta situação que permite exageradamente a expansão das cidades e atrofia e constrange as possibilidades de desenvolvimento do mundo rural.
No caso da Quarta-Feira seria bom devolver a liberdade a quem ainda mantém a vontade de realizar o sonho de construir na sua terra natal para que assim morar na Quarta-Feira deixe realmente de ser algo proibido e utópico.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Quem acode ao nosso povo?
Ao longo dos últimos anos, os portugueses assistiram impávidos e serenos à governação de José Sócrates. Este primeiro ministro foi, para uns um herói e um paradigma a seguir e para outros um chefe de governo que nunca o deveria ter sido.
A verdade é que ele ofereceu aos portugueses o mesmo programa com que o Peter Pan tentou convencer as crianças dizendo: fechem os olhos, tenham pensamentos positivos e serão capazes de voar. Afinal não podemos. Os défices públicos deturpados e o “desfalque” ao aparelho do estado tornaram o país demasiado pesado para levantar voo.
Os portugueses fecharam os olhos e acordaram com o pesadelo.
Está mais que visto que não vale a pena esperar que um milagre caia dos céus ou continuar à espera de D. Sebastião, pois este se não chegou até agora, também não será nos próximos tempos que irá aparecer.
A única certeza que podemos ter parece que já anda por aí e dá pelo nome de FMI.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
O Ti Beijamim
Nem só de monumentos, acontecimentos e datas importantes se faz a história de um povo, mas também de figuras ou de pessoas que um dia fizeram parte dele.
Em qualquer comunidade há sempre elementos que por um motivo ou por outro se destacam, uns pela positiva e outros por razões que não são motivo de glória mas por algo que prima pela diferença a que sociologicamente, podemos de chamar de comportamentos desviantes.
Assim sendo, já aqui foram relembradas algumas “figuras” quartafeirenses que indiscutivelmente fazem parte da história desta terra como foi o caso do Ti Luís Cunha, do Ti Eusébio, e do Ti António Clemente, mas para além destes a Quarta-Feira teve também outras pessoas que deixaram marcas e são como que uma peça de um puzzle sem a qual o todo não fica completo.
É pois neste sentido que importa recordar esta “figura” que é o Ti Beijamim, que ainda não há muito deixou de estar, fisicamente entre nós, porque na memória e na história jamais deixará de estar.
O Ti Beijamim pode ter sido para uns uma figura de bem e para outros, apenas um habitante como tantos outros, mas a verdade é que este homem tinha um traço de personalidade muito próprio que fazia dele um bom ser humano.
Falar do Ti Beijamim é encaminhar a memória para a boa disposição e para a brincadeira, pois este homem tinha sempre um ar de graça e quando passava por uma qualquer rua da Quarta-Feira a pé, de burro ou de mota deixava sempre um pouco de si e do seu melhor que era o seu bom humor que lhe era bem peculiar, pois na manga trazia sempre uma pequena história ou brincadeira que em quaisquer 5 minutos faziam rir quem com ele, por qualquer motivo, estabelecia um diáligo.
O Ti Beijamim era também um bom amigo da boa pinga e adorava matar a sede com copos grandes e de preferência bem cheios. Quando o vinho era do seu agrado tinha por hábito dizer que era como um toiro e quando apreciava uma qualquer iguaria que lhe caia bem então não hesitava em dizer que sabia a coelho.
Aqueles que frequentemente conviviam com ele já conheciam muitas das suas histórias, mas quando o tinto lhe corria nas veias em maior quantidade não perdia a oportunidade para contar a anedota do “broeiro” que aqui não conto por ser “imprópria para consumo” em locais de acesso público como é um blog. Mas para se ter a noção e recordar o “género cómico” do Ti Beijamim aqui vai uma pequena amostra daquilo que o caracterizava, pois não será propriamente uma história desconhecida, mas certa dia quando à Quarta-Feira se deslocou uma equipa de uma estação televisiva para entrevistar alguém sobre as minas, quis o destino que o entrevistado fosse precisamente o Ti Beijamim que começou por dizer como se chamava, qual era a sua idade e lá foi respondendo às questões que lhe iam colocando, mas a certa altura da entrevista perguntaram-lhe se em virtude de eventuais contaminações já padecia de alguma doença, ao que ele respondeu prontamente e sem hesitações: “já tenho os males todos”. Segundo ele, esta foi apenas uma tentativa de ver a sua reforma aumentada, o que na verdade não produziu o efeito que ele pretendia, no entanto revela bem o seu tom jocoso com que encarava a vida indo de encontro à célebre frase ( ridendo castigat mores ) que significa a rir se corrigem os costumes, fazendo deste lema um estilo e uma forma de vida.
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