quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Faleceu o senhor Ilidio Gonçalves

Hoje dia  10 de Novembro faleceu o senhor Ilidio Gonçalves com 88 anos de idade. Ultimamente estava no lar de Aldeia de Santo António. O funeral será amanhã dia 11 de Novembro às 15 horas. Paz à sua alma.

Nasceu dia 11 de Outubro de 1922

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Na Quarta-Feira já se colhe azeitona

A apanha da azeitona é uma das muitas tarefas agrárias a que o povo da Quarta-Feira está habituado.  
Esta actividade começa em Novembro e estende-se até Janeiro. É pois um trabalho de difícil execução uma vez que nesta época do ano o frio, a chuva e a neve são uma constante, o que dificulta um pouco.
É verdade que não é uma tarefa muito apetecível, mas o paladar que o azeite quartafeirense confere aos alimentos, nomeadamente à couve e ao bacalhau ainda compensa o esforço.

Por outro lado e em tempos de crise também dá jeito ter um pote cheio de azeite e se há coisa em que os Quartafeirenses não precisam de gastar dinheiro é neste bem essencial que a natureza permite que a Quarta-Feira tenha em abundância
A Quarta-Feira é pois uma terra de vinho, de azeite, de mel e de sabores ancestrais que dão vontade de apreciar e pedir mais!!

domingo, 6 de novembro de 2011


Aqui estão  umas belas fotografias da autoria de Henrique Pires  que comprovam mais uma vez a beleza da nossa  aldeia.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Santordia está a chegar

Quem não se lembra do nosso Santordia? Será que é possível um Quartafeirense não saber o que é o Santordia??? É claro que não. Este dia ( dia 1 de Novembro ) era um dos dias do ano mais aguardado pela pequenada, pois Santordia era sinónimo de festa, de levantar cedo, de alegria e de adoçar a boca.
A festa começava sempre na casa do ti Felismino e da ti Delfina (ao fundo da quinta) e terminava numa casa da Quinta Nova, os mais velhos iam à frente e os mais pequenos atrás… e ai daquele que não obedecesse às ordens.
Um pormenor muito engraçado  que todos gostavam e de certeza se devem lembrar  era do cafezinho que a ti Idalina nos dava sempre quentinho e com uns bolinhos que eram uma maravilha.
Esta tradição era uma verdadeira alegria para “o nosso povo”…pois era sinal de vida e de juventude. Esperemos que este ano ainda haja umas criancinhas que façam a volta e não deixem cair esta tradição típica da nossa aldeia no esquecimento.
Haja alegria…”Vivó o Santordia”

A neve na Serra da Estrela que já se vê da Quarta-Feira

Esta neve é visível da Quarta-Feira, se os nossos governantes vissem esta neve de certeza que iriam tentar  trocar o posicionamento de Lisboa com o da Quarta-Feira!!! Mas nós Quartafeirenses não vamos deixar que tirem a nossa terrinha deste lugar fantástico…


terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Outono está em crise...não tem carro... veio a pé e chegou tarde

Afinal o calor já se foi…chegou o frio, o vento e a chuva, mas na Quarta-Feira qualquer estação tem o seu encanto e se o verão é agradável pelo calor, a primavera pelos campos verdejantes, o outono também tem virtudes, pois é ele que traz as castanhas, o vinho novo, a jeropiga e os cogumelos ou os “tartulhos” como na Quarta-Feira são denominados. Com esta chuva e com este ar fresquinho estão reunidas as condições para que eles possam nascer e claro que também é preciso saber os sítios onde eles costumam aparecer, mas para os que não sabem e querem saber, sempre podem pedir ao Joaquim Gomes que lhes dê uma dica, pois este “rapaz” costuma encontrar muitos e grandes…é preciso é que ele esteja disposto a revelar onde os encontra… o que não é fácil.
Por aqui as chaminés já deitam fumo branco ( não porque tivesse sido eleito um papa, mas porque o luminho já apetece ). Não há dúvida…o frio chegou e por este andar a neve também deve cá chegar…

domingo, 23 de outubro de 2011

Novo mapa autárquico

O novo mapa autárquico já está em curso. Ao que parece quem manda é realmente a TROIKA e há um grande número de freguesias que vão mesmo ser "abatidas".
" Nós por cá" vamos continuar a pertencer à freguesia de Sortelha ( a TROIKA ainda estudou a possibilidade de a freguesia passar a ser a Quarta-Feira, pois a sua localização entre Sortelha e Águas Belas seria de grande interesse para todas as partes...ainda não se sabe... ) de qualquer forma no concelho de Sabugal as freguesias que vão acabar são as seguintes: Água Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Baraçal, Forcalhos, Lomba dos Palheiros, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Seixo do Côa, Vale da Éguas, Vale Longo, Vila Boa, Vila do Touro, Vilar Maior. Não é nada...afinal só são 20.

A23 e A25

O governo decidiu e está decidido. Até ao final do mês as SCUT vão mesmo acabar. Segundo os meios de comunicação, ainda não foi revelada a data, nem tarifas nem se ainda vai haver as isenções e os descontos aprovados pelo anterior governo.`

sábado, 22 de outubro de 2011

Faleceu a senhora Germina Lourenço

Hoje dia 22 de Outubro às 0:30 faleceu em sua casa a senhora Germina Lourenço. O Funeral será hoje às 16:00.
Paz à sua alma.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O que corre no pensamento de um Quartafeirense


A Quarta-Feira é hoje uma referência na freguesia de Sortelha não só pela sua dimensão, pois é a anexa maior, mas também pela localização geográfica no sopé de uma montanha com vista para a Serra da Neve, como por alguns é designada a serra que nos serve de horizonte e também pela beleza paisagística que congrega harmonicamente a ribeira, o vale e a serra e claro que a qualidade de vida que se desfruta nesta aldeia no coração de Portugal é cada vez mais um bom motivo para nós, Quartafeirenses, termos orgulho do lugar onde nascemos.
A tranquilidade desta aldeia faz bem, liberta o stress e não tem efeitos indesejados… A Quarta-Feira é fixe.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Verão não deixa a Quarta-Feira


O mês de Outubro já vai a meio e já seria normal ver  as chaminés da Quarta-Feira a deitar fumo, a chuva a cair e a ribeira a correr, mas a verdade é que as chaminés não deitam fumo, a chuva não cai e a ribeira não corre.
Seja lá pelo que for, a realidade é que a temperatura continua bastante alta e há quem continue a frequentar o poço das heras como se estivesse em plena época balnear.
Ninguém sabe ao certo até quando o tempo vai estar quentinho mas há quem diga que já é o verão de São Martinho.

domingo, 9 de outubro de 2011

Faleceu o senhor Manuel Joaquim

Hoje, dia 9 de Outubro faleceu em sua casa o senhor Manuel Joaquim, mais conhecido por Manuel Silvestre. Paz à sua alma.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

5 de Outubro - Implantação da República Portuguesa

Liberdade, Igualdade, Fraternidade, são os valores Republicanos por excelência. E quando se faz menção destes valores faz-se menção daqueles princípios que nos tornam um ser socialmente interventivo a qualquer nível da hierarquia do Estado mas também igual perante a Lei . Enfim... o que equivale a dizer um Cidadão.
A todos os cidadãos Quartafeirenses um bom 5 de Outubro.
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Batizado de Quartafeirense

Ontem, dia 2 de Outubro na Igreja Paroquial do Sabugal com a presença de familiares e amigos foi batizado o menino Gabriel Martins Monteiro, filho de Marisa Martins e de Ivo Martins, neto de Deolinda Gonçalves e de Horácio Martins, bisneto de José Amândio e Hortência Maria. Felicidades aos pais e bebé.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Outono

A andorinha partiu.
O Sol mais cedo se deitou.
A chuva miudinha caiu,
Então o Outono chegou.

A videira triste está a chorar,
Ela sem uvas ficou.
Cheira a vinho novo no lagar,
Então o Outono chegou.

As temperaturas desceram.
O vento assobiou.
As aulas já começaram,
Então o Outono chegou.

Os lagartos hibernaram.
A árvore despida ficou.
As folhas soltas dançaram,
Então o Outono chegou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Na Quarta-Feira já cheira a bagaço

Aos poucos as vinhas da Quarta-Feira vão sendo vindimadas e agora é tempo de fazer a água ardente.
A água ardente não é coisa apreciada por muita gente, mas há sempre quem lhe reconheça algumas virtudes. Uns gostam de umas gotinhas no café, a que chamam de cheirinho, outros gostam dela simples, forte e com o verdadeiro sabor e outros utilizam-na como remédio caseiro para uma constipação ou uma dor de dentes.
Seja como for o bagaço quartafeirense é um produto que tem valor, pelo que não deve ser desperdiçado e deve continuar a ser produzido nos moldes de antigamente.
Por outro lado, o fazer da água ardente também é uma óptima oportunidade de convívio, em que o lume das noites frescas de Setembro já sabe bem e a alquitarra com a cachaça a correr para o garrafão juntamente com uns figos secos vão dando para animar a conversa e para aconchegar a barriga.
Haja muita… que quem a beba também há muito…

sábado, 17 de setembro de 2011

Mais uma descendente da nossa aldeia

É sempre motivo de alegria quando a Quarta-Feira é presenteada com novos descendentes. No passado dia 13 de Agosto, na Suiça nasceu a menina Inaya Pires, filha de Patricia Pires, neta de Joaquim Pires e Helena, bisneta de António Maria e Germina Maria Pires.
Parabéns aos pais e felicidades para a bebé.

Nova paragem de autocarro

Diz o ditado que quem espera desespera mas também dizem outros que quem espera sempre alcança e que mais vale tarde do que nunca.
A “cabana” de uma das paragens de autocarro da Quarta-Feira encontrava-se danificada e em degradação havia já alguns anos, mas finalmente a junta de freguesia abriu os cordões à bolsa e foi feita de novo.
Foi apenas um pequeno melhoramento mas foi positivo para esta aldeia e o povo gradece.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Faleceu o Sr Abelino Gonçalves

Faleceu hoje de madrugada no hospital da Covilhã onde se encontrava internado o senhor Abelino Gonçalves, filho de Adelina Maria e de António Gonçalves.
O funeral será amanhã dia 15 de Setembro pelas 17 horas.

sábado, 10 de setembro de 2011

Chegaram as vindimas à Quarta-Feira


Na Quarta-feira já cheira a mosto nas encostas soalheiras da aldeia e nas lagariças.
Está aí mais uma vindima e cada um, aos poucos, vai colhendo a uva que ao longo do ano tratou com dedicação, para quando chegar o São Martinho poder dizer que vai à adega e prova o vinho.
Para os Quartafeirenses a vindima não é apenas a colheita da uva, pois esta tarefa agrícola é também tempo de alegria e de festa ao mesmo tempo que é também o dar continuidade a uma tradição e a um modo de vida que de geração em geração chegou até nós e que não deve ser perdido para assim poder ser dado a conhecer às gerações vindouras que certamente saberão dar o devido valor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Agosto já foi e Setembro já veio

Se o mês de Agosto é bom, Setembro também não é mau, pois também tem os seus encantos.
Setembro é pois um mês de algumas mudanças quer a nível climatérico, quer a nível de costumes e tradições do povo português.
O mês de Setembro é por excelência o mês da vindima e na Quarta-Feira esta actividade já não deve tardar muito.
O vinho quartafeirense é de facto um néctar com características próprias que geralmente agrada a quem aprecia uma boa pinga, pois o clima desta terra confere-lhe um óptimo paladar.
Depois da vindima e ainda no mês de Setembro também é tempo de fazer a água ardente à moda antiga, o que já é uma tradição rara mas bonita que não deve ser perdida, pois para além do óptimo bagaço que se produz, esta prática bem antiga é também um motivo de convívio e de serão para quem aprecia o reviver de uma certa forma de vida de tempos que já lá vão.
Setembro é também para os mais novos, o mês do regresso à escola, o que é para eles um momento aguardado, sempre, com alguma ansiedade.
É também em Setembro que chegam as primeiras chuvas, o que obriga  a uma mudança de roupas, calçado e algumas rotinas, como o começar a acender a lareira.
Setembro é pois um mês de alguns encantos que cada um à sua maneira deve apreciar. Enfim… Setembro é o tempo a mudar e um novo ritmo a chegar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O que a imprensa diz sobre a emigração

"Trazes na mala a esperança/ no coração a dor da partida/ na alma os sonhos de criança/ nos olhos as lágrimas da despedida". Assim começa o poema que a poetisa Vóny Ferreira dedica à emigração e que espelha o sentimento dos emigrantes que, nesta altura, terminam as férias e iniciam a viagem de regresso até ao país onde foram procurar melhores condições de vida. Partem com a bagagem cheia de recordações e de uma saudade que não esmorece.
TRISTEZA DA PARTIDA
No fim de Agosto é altura de se refazer as malas, encher a bagageiras dos carros, acondicionar garrafas de vinho entre a roupa, encaixar à força queijos, enchidos e doces onde parece já não caber mais nada. "Os carros vão cheios porque hoje já não há o controlo alfandegário que existia até aos anos 90", explica José Borrego, natural do Fundão e emigrado em Nimes (França) há 40 anos. Este emigrante de 59 anos já se habituou a lidar com as emoções, mas assegura que a principal bagagem que leva no regresso a França "é a tristeza... vou carregado dela, como de vinho e chouriços".
"O coração aperta e sinto um nó no estômago que custa a desatar", descreve Carla Pires, de 29 anos. Esta jovem está na Suíça há seis anos e não consegue lidar com a despedida. Na última noite antes do regresso a Genebra, Carla juntou a família quase toda, na qual se incluem outros emigrantes espalhados pela Europa, e foram à Festa da Senhora do Rosário, em Quintãs: "É para queimar os últimos cartuchos e levar connosco uma derradeira recordação daquilo que gostamos em Portugal – as festas".
O primo Rui Jorge, de 36 anos, emigrado há quatro em Bordéus, foi à festa para se despedir dela: "Já estou com saudades e ela ainda aqui está", afirma com os olhos entristecidos. "Só temos oportunidade de nos ver uma vez por ano", lamenta.
A família Rodrigues, radicada em Le Mans (França), é mais pragmática: "Desde que se aproveite bem o tempo que cá se passa, consegue-se recarregar baterias para o resto do ano", afirma Paulo, o pai, que em conjunto com a esposa Noémia e os filhos Tiago e Diogo fizeram compras de última hora no mercado do Fundão.
As redes sociais são hoje um meio importante para minimizar a dor da saudade. Pedro Robalo e a companheira, Natália Duarte, de 27 anos, trabalham em Lyon e usam as novas tecnologias para comunicar com a família e amigos. "Além do telefone usamos diariamente o MSN [Microsoft Messenger] e o Facebook para nos mantermos em constante contacto com amigos e família", diz Pedro. "Não é a mesma coisa, mas dá para enganar a saudade", completa Natália.
CRISE LÁ COMO CÁ
A crise é global. Está em todo o lado. Sem excepção, todos os emigrantes que falaram à Domingo admitem sentir os efeitos dela nos países onde trabalham. Mas são unânimes em dizer que "em Portugal é pior". Carla Pires admite que "na Suíça as coisas também não estão fáceis". Mas, pelo menos, "lá ganhamos mais e conseguimos fazer face às despesas e poupar algum". O primo, Rui Jorge, a trabalhar na construção em França, vai mais longe e diz não perceber como alguns amigos "conseguem sobreviver cá com os ordenados miseráveis". "Portugal está de rastos e, enquanto assim for, não temos outro remédio que continuar a trabalhar fora".
Sempre que regressa a França José Borrego diz que será o último ano mas a crise mata este seu desejo. "Dizemos que é uma coisa temporária. Mas acabamos por ir ficando porque lá podemos fazer uma vida melhor, com menos aflições. E por muita saudade que a gente tenha, acaba por fazer a vida lá fora. Depois os filhos nascem lá e já não se identificam com o nosso Portugal", descreve.
Por outro lado, completa Paulo Rodrigues, no estrangeiro "há a vantagem de existir uma verdadeira Segurança Social que não nos faz estar anos à espera por uma operação e que não nos cobra muito dinheiro quando estamos doentes. Isso será o que mais falta faz a Portugal".
AINDA COMPENSA
O certo é que ninguém se mostra arrependido de ter emigrado. "Antigamente as pessoas partiam para o estrangeiro porque se passava muita fome, havia miséria e a Guerra Colonial", descreve João Vinhais, que emigrou para os Estados Unidos com 23 anos. "Hoje já não existem essas situações, mas continua a haver necessidades e as pessoas são obrigadas a ir procurar melhor vida".
Se compensa ou não – defende José Borrego – "depende da sorte e da disponibilidade para trabalhar. Mas geralmente compensa, porque a maioria dos emigrantes, se souber gerir o que ganha, consegue viver com conforto e ainda investir em Portugal". O euro, diz, "retirou algumas vantagens aos emigrantes, mas continua a valer a pena trabalhar no estrangeiro".
Este emigrante reformado passa agora o mesmo tempo em Portugal e em França, onde vivem as duas filhas: "Fiz o que tinha a fazer. Tentei melhorar a minha vida e consegui-o".
José Lucas, de 53 anos, emigrante em França, diz não ter outra hipótese se não continuar no estrangeiro. "É lá que se ganha dinheiro", desabafa enquanto enche a bagagem do carro com produtos alimentares da Cova da Beira. ira
Sempre que acaba as férias e regressa à Suíça para mais uma temporada de trabalho na construção civil, Manuel Andrade, de 45 anos, natural de Santa Maria da Feira, tem como hábito parar na fronteira de Vilar Formoso e comprar alguma coisa "para combater a saudade". Come uma sopa e uma bifana que lhe enganam a fome por algumas horas e vai à loja comprar duas almofadas: uma do FC Porto e outra com o escudo e as cores de Portugal. "Sou português com muito orgulho e gosto de o exibir por onde passo. Estou na Suíça há oito anos e pelos vistos tenho que continuar por lá por muito mais tempo. As coisas estão muito difíceis aqui".
O casal António Júlio e Maria da Conceição, de 47 e 46 anos, de Celorico da Beira, estão emigrados em Paris há mais de 30 anos. Foi ela que o levou. "Em Portugal não havia trabalho. Os primeiros tempos foram complicados mas depois adaptamo-nos à nova realidade", conta António Júlio, trabalhador da construção civil. A mulher dele, Maria, diz que a crise está a afectar todos os países mas em França continua a haver "mais oportunidades". "Aqui há pessoas a passar muito mal porque não têm trabalho", lamenta.
Já Carlos Dias Miranda, de 35 anos, natural da Póvoa de Varzim, tinha só quatro quando foi para França com os pais. Na altura achou que era "um passeio". "Estou muito satisfeito com a vida que tenho em Paris", garante Carlos, empresário com negócios relacionados com serviços à terceira idade. A esposa, Aurelie Brossier, de 35 anos, francesa, gosta de Portugal mas só para a visita de Agosto. "Ela gosta mas prefere a França", confirma Carlos Miranda, pai de uma menina de quatro anos que até já diz que um dia quer "regressar a Portugal".
Para este emigrante a crise entrou em Portugal mas também em França, mas por cá os problemas sociais "são mais complicados". "Vive-se uma situação complexa. Tenho muitos primos que estão desesperados porque não conseguem arranjar trabalho em Portugal. Vão ter que emigrar", vaticina Carlos antes de entrar na carrinha Opel que o levará até Paris. "Para o ano – assegura – haverá mais férias. Se Deus quiser".
NOTAS
REMESSAS
As remessas dos emigrantes portugueses representam actualmente cerca de 2400 milhões de euros.
UM MILHÃO
Em 2010, o número de portugueses residentes em países da UE ultrapassou a barreira de um milhão.
EMIGRANTES
206 mil na Suíça em 2010 – mais 12% que em 2008. E 70 mil pediram nacionalidade à França em sete anos.
DESEMPREGO
Cerca de um terço dos desempregados no Luxemburgo são emigrantes portugueses.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O mês de Agosto encaminha-se para o fim


Quem quer que passe pelas ruas da Quarta-Feira com todo o ambiente francês…automóveis, motas, crianças  e jovens a falar a língua francesa fica com a sensação de estar algures em qualquer lugar do território francês.
A verdade é que esta azáfama e ambiente colorido é temporário e com o final do mês de Agosto aproxima-se o fim das férias e cada um regressa ao seu local de trabalho e à sua rotina.
A todos os Quartafeirenses que estão de partida aqui ficam os votos de um bom regresso.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Reabertura da Estrada do Vale D’ Arca


Depois de muito tempo desactivada e completamente fechada pelo mato, silvas e árvores, a estrada do Vale D’ Arca que noutros tempos serviu as minas e o povo da Quarta-Feira, foi reaberta, pois as terras que envolvem as minas do Vale D’ Arca vão ser alvo de um tratamento.

domingo, 14 de agosto de 2011

Vedação do parque de merendas

No passado dia 12 de Agosto a Junta de Freguesia de Sortelha colocou no parque de merendas da Quarta-Feira uma vedação em rede. O parque ficou mais bonito e mais seguro e a Quarta-Feira agradece.

Casamento de um descendente Quartafeirense

Ontem dia 13 de Agosto de 2011 em Bragança casou Michel Matos filho de Maria Afonso e José Matos, neto de José Afonso e de Maria Inácia.
Parabéns ao jovem casal.

sábado, 13 de agosto de 2011

Video do jantar de 12 de Agosto no parque de merendas ( para ver clik no link )

http://www.youtube.com/watch?v=qxYtPIQrjPk

Algumas fotos do jantar no parque de merendas














 

Dia 12 de Agosto de 2011 a Quarta-Feira esteve em festa

Falar de Agosto em Portugal é falar de calor, praia, emigrantes e festas, pois este é por excelência um mês de alegria, tranquilidade e festividade em que a boa convivência, o descanso e a amizade andam de mãos dadas conferindo a este mês uma sensação de euforia e de liberdade.
Agosto é de facto um mês diferente e na nossa aldeia, à semelhança de muitas outras, este mês marca o regresso de dezenas de emigrantes, o que faz com que a Quarta-Feira ganhe uma vida nova.
Ontem, dia 12 de Agosto a Quarta-Feira viveu mais um dia em grande, pois no parque de merendas o povo juntou-se e quem esteve presente constatou que esta terra é verdadeiramente um lugar muito especial em que cada um tem uma verdadeira identidade e é como que uma peça de um puzzle que faz parte do todo.
Aos poucos as pessoas foram-se juntando e por volta das 20 horas teve inicio um lanche ajantarado em que a febra e a sardinha assada eram as principais iguarias e o tinto quartafeirense era a cereja em cima do bolo.
Como não poderia deixar de ser e a tradição manda, no final as sobremesas eram mais que muitas e as barriguinhas quartafeirenses deliciaram-se com tanta coisa boa a que era completamente impossível resistir.
Após tão apetitosa refeição, o nosso grupo de teatro “Guardiões da Lua” apresentou um fabuloso espectáculo bem ao estilo a que já habituou este povo, constituindo mais um momento cultural que animou todos os presentes.
Por tudo isto o dia 12 de Agosto de 2011 ficará na memória de todos os que assistiram como uma data festiva desta localidade, pois o reencontro dos filhos desta terra é sempre um motivo de alegria, de festa e de honra que ano após ano deve e merece ser comemorado com um evento deste género de forma a que cada um de nós tenha um “orgulho saudável” em ser quartafeirense a 100%.
É claro que esta festa e esta convivência só foi possível graças à vontade, à persistência e ao empenho do João Reis e do Rui Marques que com os seus esforços proporcionaram tão nobre e acolhedor acontecimento.
Pela dedicação de ambos à Quarta-Feira e às causas do povo aqui fica um reconhecimento merecido e um bem haja pelo bem que à nossa aldeia têm feito.

domingo, 7 de agosto de 2011

Semana Cultural na Quarta-Feira "Os Dias da Lua"

Ao longo desta semana irá decorrer na Quarta-Feira a já tradicional semana cultural, denominada “Os Dias da Lua”. Irá haver várias actividades para miúdos e graúdos, tais como escultura, pintura, teatro e um acampamento no parque de merendas. Na sexta-feira, dia 12 de Agosto,  para finalizar haverá um lanche convívio para todos os Quartafeirenses.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O mês de Agosto está a chegar


O povo romano deu ao oitavo mês do ano o nome de Agosto, numa forma de homenagem ao imperador Augusto, que era o herói responsável pela conquista do Egipto, o que lhe permitiu chegar à condição de cônsul.
Na verdade são várias as superstições associadas ao mês de Agosto. Segundo alguns historiadores e a titulo de exemplo, as mulheres portuguesas não se casavam nunca no mês de Agosto porque era precisamente nessa época que os navios zarpavam à procura de novas terras e casar em Agosto significava ficar só, sem lua de mel e triste. Eis então a má fama do coitado mês.
No entanto, em terras lusitanas, o mês de Agosto é tempo de férias, de receber os familiares que lá longe têm o seu local de trabalho, de festas e de casamentos de amigos e familiares, pois afinal as expedições em busca de novas terras já só fazem parte das memórias de outros tempos.
O mês de Agosto está mesmo a chegar e a festa vai começar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Casamento de Quartafeirenses

Ontem, dia 24 de Julho de 2011 na Igreja de Sortelha com a presença de muitos familiares e amigos casaram Luísa Neves e Rui Marques. Ela, filha de Guiomar João e Adelino Neves e ele filho de Joaquina Cunha e de Messias Marques.

Porque  nem sempre há casamentos na Quarta-Feira, nem tão pouco é costume os noivos serem os dois da mesma terra e porque o Rui é um Quartafeirense de alma e coração, o dia 24 de Julho de 2011 foi sem dúvida um dia de festa para esta terra e certamente não será esquecido por todos aqueles que tiveram a honra de participar neste evento com pompa e circunstância bem à moda portuguesa.
Parabéns ao jovem casal e que a vida lhe traga muito amor, saúde e muitas felicidades.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Emigrantes Quartafeirenses vão chegando a conta gotas

O regresso temporário à Quarta-Feira para relaxar, descansar e recuperar energias para mais um ano de trabalho, matar saudades da terra, da família e dos amigos é a realidade dos meses de Julho e Agosto. Ano após ano, esta é uma forma de vida de verão nesta aldeia, repetindo-se como que um ritual de chegadas e partidas.
No final das férias, com um aperto no coração, preparam as malas, “quais aves migratórias” e com um “até pro ano” retomam o caminho em sentido contrário e lá vão com este cantinho no pensamento contando os meses e os dias até ao próximo regresso.
A todos um bom descanso e umas óptimas férias.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Faleceu a Srª Adélia

Ontem dia 5 de Julho faleceu a senhora Adélia, foi casada com Manuel Marques. O funeral realizou-se hoje dia 6 de Julho de 2011.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Morar na Quarta-Feira é... paz, tranqüilidade, respeito e convivência.

Morar numa aldeia, onde a segurança é um privilégio de todos, a privacidade é um direito, o respeito ao próximo é um costume e a convivência comunitária é praticada por todos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de todos, é o sonho de cada um de nós.
Morar na Quarta-Feira é conviver numa comunidade em que, ainda, é possível conhecer e compreender as pessoas que vivem à nossa volta, é ter responsabilidades para com a comunidade e receber em troca os benefícios sociais das acções comunitárias.


Morar nesta aldeia traz os velhos costumes de volta, como a alegria de encontrar os amigos no café, as caminhadas pelo campo, as festas, as missas de domingo e os churrascos no quintal.
Morar na Quarta-Feira, ainda, é mais do que isso, pois além da comunidade, temos o clima com carecteristicas ímpares,  uma belíssima paisagem, a ribeira e ainda um céu maravilhoso que, freqüentemente, deixa a nossa aldeia com ar de lugar que já só existe nos sonhos ou então nos filmes.
Morar na Quarta-Feira é ter a oportunidade de escrever este texto na rua, sempre com a companhia de uma orquestra natural, composta pelo som dos grilos e pelo coaxar das rãs à meia noite, observando a lua na sua quinta fase que só é observável desta pacata aldeia no centro do mundo.

domingo, 3 de julho de 2011

Casamento de um descendente Quartafeirense

Foi lá longe, na Suiça que no passado Sábado dia 25 de Junho se casou Helder Gonçalves, um descendente da nossa maravilhosa terrinha, filho de Amaro Gonçalves e Eurica Gonçalves, neto de António Gonçalves e de Adelina Maria.
Parabéns e felicidades ao jovem casal.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Poema "A Minha Aldeia"

 
        A minha aldeia
Antônio Gedeão
        Minha aldeia é todo o mundo.
        Todo o mundo me pertence.
        Aqui me encontro e confundo
        com gente de todo o mundo
        que a todo o mundo pertence.
        Bate o sol na minha aldeia
        com várias inclinações.
        Angulo novo, nova ideia;
        outros graus, outras razões.
        Que os homens da minha aldeia
        são centenas de milhões.
        Os homens da minha aldeia
        divergem por natureza.
        O mesmo sonho os separa,
        a mesma fria certeza
        os afasta e desampara,
        rumorejante seara
        onde se odeia em beleza.
        Os homens da minha aldeia
        formigam raivosamente
        com os pés colados ao chão.
        Nessa prisão permanente
        cada qual é seu irmão.
        Valência de fora e dentro
        ligam tudo ao mesmo centro
        numa inquebrável cadeia.
        Longas raízes que imergem,
        todos os homens convergem
        no centro da minha aldeia.


        -Dentro de todo o Universo, a Terra é de facto uma aldeia e cada um de nós não é mais do que uma formiga.
        Cada ser é único na sua maneira de sentir, ver e estar no Universo.
        Mas no fundo somos todos iguais na mesma aldeia.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As cegonhas pousaram por aqui e a Quarta-Feira tem um Novo Descendente

Ontem dia 14 de Junho de 2011 às 20 horas, no hospital da Covilhã nasceu mais um descendente da Quarta-Feira,  de nome Gabriel Monteiro. É filho de Marisa Martins e de Ivo Monteiro, neto de Deolinda Gonçalves e de Horácio Martins, bisneto de Hortência Maria e de José Amândio Gonçalves.

Parabéns e felicidades para os pais e bebé

terça-feira, 14 de junho de 2011

Vergonha Nacional ( clik no link )

http://www.youtube.com/watch?v=UrE3w6VHgBc

O Verão está a chegar à Quarta-Feira

O mês de Junho já vai a meio, o verão está quase a chegar e com ele chega também o calor, o bom tempo, os Santos Populares, as sardinhadas, as festas, a época balnear e muito mais.
Na Quarta-Feira, é certo e sabido que qualquer estação é bela e tem os seus encantos próprios, mas o Verão é sem dúvida uma época especial para esta terra, uma vez que com o regresso de muitos dos seus filhos ganha uma vida nova, que tal como uma lufada de ar fresco em dias de calor sabe bem a quem a sente.
Durante o Verão a Quarta-Feira ganha um ritmo e um estilo de vida próprio, pois os trabalhos agrícolas próprios desta altura do ano fazem com que os campos tenham mais vida, seja pela necessidade de rega, pela apanha da batata, pela ceifa do feno ou qualquer outra actividade.
Além das actividades agrícolas, durante o Verão, a Quarta-Feira também é marcada pelos Dias Da Lua que consistem numa semana repleta de actividades culturais com eventos de vária ordem, desde escultura, pintura, música, teatro, jogos, etc. São pois um conjunto de actividades de entretenimento que unem os Quartafeirenses, dão vida e nome à nossa aldeia ao mesmo tempo que constituem uma imagem de marca.
Por tudo isto, ser Quartefeirense é um “estatuto” que deve honrar qualquer cidadão desta localidade.
O verão na Quarta-Feira é tranquilidade, descanso, libertação, pureza… enfim é algo indescritível por palavras, que só quem lá vive ou lá vai consegue verdadeiramente sentir.

domingo, 5 de junho de 2011

O Povo da Quarta-Feira votou e decidiu assim:

PSD           30

PS              24

CDS           02

PCPT / MRPP    01

PCP / PEV         01


BRANCOS        02

NULOS             03

terça-feira, 24 de maio de 2011

Parque de merendas "O Bufo"


Com a chegada do calor e do bom tempo e a existência de uma paisagem aprazível como são os horizontes Quartafeirenses, convidam a umas caminhadas campestres.

Na Quarta-Feira, para além das paisagens há também um fantástico parque de merendas denominado “O Bufo”, que é um espaço verde arborizado com mesas, bancos e locais próprios para umas belas churrascadas.


Este é pois um espaço que fomenta os piqueniques em família ou com amigos, por isso aqui fica a proposta, “vá pra fora cá dentro” e passe neste local, um dia relaxante em pleno contacto com a natureza desta aldeia tão acolhedora, tão bela e tão encantadora.