sexta-feira, 16 de março de 2012
Mais uma descendente da Quarta-Feira
No passado dia 13 de Março nasceu em Lisboa a menina Leonor filha de David Leal, neta de Manuel Júlio e Maria da Conceição e Bisneta de Olívia Lourenço. Felicidades e parabéns aos pais e avós.
quarta-feira, 14 de março de 2012
A Primavera está a chegar...
A Primavera pode ser vista como uma estação de transição,
representando o tempo da despedida das frias paisagens e de preparação para
entrar nos tons quentes de Verão. Na Quarta-Feira as flores e a ladeira em tom verde são a marca principal da Primavera. As
paisagens da nossa aldeia enfeitam-se para nos mostrar que um novo ciclo está
prestes a chegar.
Nesta época vai embora o gelo, o cinza, o tempo de
recolhimento e a natureza revela-se
multicolorida.
A Primavera está a chegar com a promessa de luz, de brilho,
de aromas renovados, de cantos de pássaros a namorar no alto das árvores, de
vento que leva o pólen para fertilizar os campos e de borboletas que voam e dão
cor à vida... Primavera à maneira é na Quarta-Feira.
terça-feira, 13 de março de 2012
Jogo do Ferro
É, tal como a barra, um jogo de lançamento e força. Todavia,
nesta prática era utilizada uma barra de ferro afiada numa ou nas duas pontas,
instrumento habitual nas lojas dos agricultores.
O lançamento era feito com uma técnica semelhante à da barra
de pedra, sendo o ferro agarrado pelo meio, em posição quase vertical e projectado
para a frente após algumas torções do tronco e rotações do braço.
segunda-feira, 12 de março de 2012
O jogo da Barra
Trata-se de uma demonstração de força, na qual se exercitavam
os rapazes e homens, surgindo o jogo, a maior parte das vezes, como resposta a
um desafio lançado por um "forçalhudo", amigo ou familiar.
Escolhida a pedra, geralmente de tamanho médio, 5 a 7 Kg de
peso, os participantes juntavam-se no terreiro ou na estrada e, da risca ou
raia tentavam projetar a pedra o mais longe possível, sustentando-a por baixo,
com a palma da mão, e arremessando-a após uma torção do tronco e braço de
lançamento.
Os melhores
lançamentos são marcados no solo, através de pequenas pedras ou paus colocados
no sítio onde a pedra toca o solo.
O número de lançamentos que cada participante podia realizar
era previamente combinado ou, noutros casos, o jogo terminava quando os
atiradores o entendessem, sendo considerado vencedor o que tivesse obtido a
melhor marca. Este jogo deixou de se praticar regularmente na Quarta-Feira há
meio século.
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Poema enviado pelo nosso conterrâneo Aníbal Gonçalves emigrante em França ( filho de José Maria Gonçalves e de Ana Maria mais conhecida por Ana Santa )
HOMNAGEM À MINHA ALDEIA (QUARTA FEIRA)
Na terra do meu berço
Modesta generosa e calma
Aprendi a rezar o terço
E a educar a minha alma
Nesta terra nasci
Nesta terra me criei
Nesta terra sofri
Nesta terra brinquei
Nesta terra aprendi
Por esta serra chorei
Quando saí da minha terra amada
Olhei para trás chorando
Pois era tudo o que eu mais adorava
E era o que ia deixando
O teu cheiro a mangerico
Que nos inspirava tanta alegria
Com o qual eu me identifico
Que hoje recordo com nostalgia
Bonita por natureza
Terra de encanto e magia
Não tem fim tua beleza
É um povo de incontestável simpatia
O teu nome de Quarta Feira
De origem desconhecida
Simpática e feiticeira
Para todos nós a mais querida
É tão grande a tua beleza
Não é por acaso com certeza
Que és também conhecida por Sintra Mimosa
A tua vista panorâmica com perfume a rosmaninho
Que não existe outra igual
És o simbolo do amor saudade e carinho
E o cantinho mais lindo de Portugal
Estou vendo a minha modesta casinha
Cercada de árvores, flores e aves
Hoje tão triste e tão sozinha
Que me traz imensas saudades
Lindas noites de luar
Vinham a abrilhantar a água
Meu Deus que é tão bom sonhar
Maezinha que te deixamos com tanta magoa
quarta-feira, 7 de março de 2012
O Jogo das Bolas
Embora constitua um passatempo habitual nos meses de Verão,
este jogo foi importado de França pelos nossos emigrantes, sendo vulgarmente
conhecido por pétanque.
Hoje já pouco se joga mas outrora jogava-se junto ao Largo da
Escola.
É exclusivamente jogado por homens ou rapazes, individualmente ou em duas ou três equipas, com dois elementos cada.
Os materiais de jogo são: uma pequena bola de madeira ( com cerca de 3,5 cm de diâmetro ), o cochonet, e duas bolas de metal, do tamanho das bolas utilizadas no ténis, por cada jogador. As bolas pertencentes a cada um dos participantes distinguem-se das restantes por meio de figuras gravadas na superfície esférica.
Após sorteio ou acordo prévio, um dos jogadores atira o cochonet para a frente ( geralmente para locais mais distantes, 5 a 10 metros da linha de lançamento ou raia ). Em seguida, o mesmo jogador lança a primeira bola em direcção ao pequeno alvo esférico, procurando colocá-lo o mais junto possível do cochonet, jogando alternadamente, todos os restantes.
Um jogo termina aos 13 pontos, vencendo a partida o jogador ou a equipa que prefizer dois pontos.
É exclusivamente jogado por homens ou rapazes, individualmente ou em duas ou três equipas, com dois elementos cada.
Os materiais de jogo são: uma pequena bola de madeira ( com cerca de 3,5 cm de diâmetro ), o cochonet, e duas bolas de metal, do tamanho das bolas utilizadas no ténis, por cada jogador. As bolas pertencentes a cada um dos participantes distinguem-se das restantes por meio de figuras gravadas na superfície esférica.
Após sorteio ou acordo prévio, um dos jogadores atira o cochonet para a frente ( geralmente para locais mais distantes, 5 a 10 metros da linha de lançamento ou raia ). Em seguida, o mesmo jogador lança a primeira bola em direcção ao pequeno alvo esférico, procurando colocá-lo o mais junto possível do cochonet, jogando alternadamente, todos os restantes.
Um jogo termina aos 13 pontos, vencendo a partida o jogador ou a equipa que prefizer dois pontos.
segunda-feira, 5 de março de 2012
O jogo da Malha na Q.F
Tal como acontecia na maioria das aldeias, jogava-se com
malhas de ferro redondas, duas por cada equipa, mais na primavera e no verão.
Os objectos de jogo eram quatro malhas e dois pinos de
madeira cilíndricos e pontiagudos do lado superior.
O objectivo do jogo é o derrube dos pinos ou a colocação das
malhas o mais próximo possível deles. É um jogo de homens e rapazes disputado
entre duas equipas de dois elementos.
O jogo termina aos trinta pontos, valendo cada derrube 3
pontos.
Considera-se vencedora a equipa que ganhar duas mãos, isto é,
dois jogos.
sábado, 3 de março de 2012
Os jogos tradicionais na Quarta-Feira
À semelhança de muitas outras aldeias também na Quarta-Feira
os jogos tradicionais eram uma forma de entretenimento. Os jogos que mais se
praticavam eram o jogo da barra, do
vintém ou raiola, a malha e outros.
Fruto das influências exercidas pelos emigrantes residentes
em França, também se praticava, especialmente no verão, o jogo das bolas ou
pétanque.
Na segunda-feira a seguir às festas religiosas de Maio ou de
Agosto costumava-se jogar o jogo do galo, com algumas variações.
Os locais onde se praticavam os jogos eram o Terreiro e o
Largo da Escola.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A Quaresma
Em oposição à época carnavalesca, com as suas mascaradas e
extravagâncias de todo o género, a Quaresma era outrora uma época do calendário
propícia à meditação, jejuns e abstinências, que o povo da Quarta-Feira, apesar
das mudanças operadas na sociedade, ainda respeita de um modo geral.
Durante o período quaresmal, por ser tempo de meditação e
penitência, as pessoas da nossa aldeia não se atreviam sequer a cantar ou
assobiar, por considerarem ser pecado. Os bailes, principal divertimento nas
tardes de domingo, durante este tempo era coisa em que nem se falava. Apesar de
a Quarta-Feira ser terra de acordeonistas, durante este período o acordeão não
se voltava a ouvir.
Em substituição da música, considerada coisa profana, proibida
na Quaresma, havia em Sortelha o costume de cantar à noite cânticos religiosos,
cumprindo uma tradição ali existente de há longos anos a que o povo chamava “o
encomendar das almas”. Estes cânticos realizavam-se em certas noites da
Quaresma e tinham por palco dois lugares
na vila, um era nas muralhas do castelo e o outro era encostado à parte norte das
muralhas, no lugar denominado “cofre”. Por volta da meia noite, quando tudo
dormia e o silêncio era total, apenas quebrado pelo ladrar de algum cão que
sentia os passos dos “cantadores”, ou por algum mocho ou coruja empoleirados no
alto das muralhas, ao toque de algumas badaladas compassadas no sino, os
grupos, compostos por homens embrulhados nos seus capotes escuros e mulheres
com xailes pretos tapando a cabeça, ocupando os locais atrás referidos,
começavam os cânticos. As pessoas que dormiam acordavam sobressaltadas,
assustadas por aquelas vozes dolentes que metiam medo, tanto pelas letras como
pela música das canções, criando um ambiente medonho que fazia lembrar os
mortos.
Segundo contam os mais antigos, um dos grupos iniciava os
cânticos, o outro respondia e assim alternadamente, frente a frente cada um
cantava os versos adequados àquele ritual, dos quais aqui ficam alguns
exemplos:
Oh benditas almas santas
Eu aqui venho rezar
Pagai-me esta devoção
Se acaso um dia penar.
Olha cristão que és terra
Lembra-te que hás-de morrer
Hás-de dar contas a Deus
Do teu bom ou mau viver.
Olha não caias na culpa
Como a calma na geada
Que te andam a tentar
Os três inimigos da terra.
O primeiro é o mundo
Nele andamos a pecar
O segundo é o demónio
Que nos anda a tentar
O terceiro é a carne
Nela havemos de acabar.
À porta das almas santas
Bate Deus a toda a hora
Almas santas lhe respondem
Meu Senhor que quereis agora.
Atualmente a Quaresma já não tem na Quarta-Feira nem em
Sortelha o significado que teve noutros tempos, é vivida como um tempo vulgar,
em que têm lugar bailes e outros divertimentos que noutros tempos eram
impensáveis.
Os cânticos que aqui foram referidos, também há já muitos
anos que não se praticam. Aquilo que se mantém e está ainda enraizado na mente das gentes da Quarta-Feira e de um modo
geral na freguesia de Sortelha é a abstinência de carne nas sextas-feiras da
Quaresma e o jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, que ainda
são observados e respeitados pela maioria da população.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mais um descendente da Quarta-Feira
Ontem dia 21 de Fevereiro nasceu o menino Diogo, filho da Vanessa. É neto de Maria da Conceição e Manuel Júlio e bisneto de Olivia Lourenço. Parabéns aos pais e avós.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Parabéns ao Ti Felismino e à Ti Delfina
Em primeiro lugar aqui ficam os parabéns a este casal da Quarta-Feira pelos 60 anos de casamento que comemoraram no passado dia 14 de Fevereiro, juntamente com os seus filhos, netos, genros e nora.
A felicidade que este amor de mais de meio século irradia é algo extraordinário, pois nota-se que foi construído no dia a dia com base num esforço solidário e comum que atualmente é cada vez mais raro, visto que nem todos os casais são capazes de enfrentar com esperança e dignidade as dificuldades que surgem, naturalmente, ao longo de uma convivência tão extensa.
O Ti Felismino e a Ti Delfina souberam transformar os obstáculos do caminho em pedras preciosas e, por isso, são um exemplo de amor e união e até um exemplo de vida.
Que continuem por muitos e longos anos a ser a companhia um do outro.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Recolha das Janeiras na Quarta-Feira
Hoje dia 18 de Fevereiro foi feito o peditório das janeiras e amanhã dia 19 serão arrematadas em hasta pública à saída da missa as chouriças e as restantes ofertas, cujo valor reverterá a favor da festa de Nossa Senhora do Desterro de 2013.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A cegonha veio à Quarta-Feira e trouxe uma menina…Muuuuuiiiiiiitttto linda!
Hoje dia 10 de Fevereiro no hospital da Covilhã nasceu a menina Lara, filha de Antero Costa e Tânia Gonçalves.
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