domingo, 1 de abril de 2012

Caminho velho que vai ser caminho novo

Segundo fontes da Câmara municipal do Sabugal o caminho velho entre Quarta-Feira e Sortelha vai ser alargado e alcatroado já no próximo mês de Maio. A obra terá um custo total bastante elevado no entanto ainda não é conhecido o montante. A empresa que ganhou o concurso para execução dos trabalhos será, segundo a mesma fonte, uma empresa da região.
Esperemos que os trabalhos sejam breves, pois esta é uma obra pela qual o povo da Quarta-Feira muito tem esperado.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Na Nossa Aldeia...

Na Quarta-Feira o clima é de autêntico verão, pois as temperaturas são elevadas para a época, o céu não tem nuvens e a chuva então, é que não dá sinal, apesar de todos falarem nela e estarem de acordo que faz cá falta, pois a agricultura sem chuva não é fácil e não é produtiva.
Mas nem só o tempo quente faz lembrar o verão, pois também cá estão alguns dos nossos amigos emigrantes que habitualmente vêm nos meses de Julho e Agosto, pois a saudade abre-lhes o apetite e o longe parece-lhes perto e cá estão o Manuel Firmino, o Joaquim e a Alice, a Mercês e o Caetano e ao que parece o Ilídio do  Ti Zé Marques e a sua família também cá estarão para “saborear”  a Páscoa juntamente com os seus familiares na sua nova casa que por sinal ficou bem bonita.
Aos que já chegaram e aos que tencionam vir, que sejam bem vindos porque a Quarta-Feira fica sempre mais airosa com a chegada de cada um dos seus filhos, pois aqui todos têm uma identidade própria e todos fazem falta porque a Quarta-Feira é dos Quartafeirenses que perto ou longe não esquecem a terra em que um dia nasceram e certamente foram felizes.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Jogo das Escondidas

Era um exercício habitual entre as crianças da Quarta-Feira. 
Um “ficava a contar” ou “a dormir” num determinado local, virado para uma parede e tapando os olhos com a mão.
Os outros iam esconder-se nas redondezas.
Depois de contar até 31 dizia em voz alta:
- À reronda à reronda quem não s’ escondeu que s’ esconda qu’ eu já aí vou.
Depois ia “à procura” dos outros e, quando encontrasse o primeiro, este ficaria “ a contar “ no próximo jogo.
Para escolherem o que ficava a dormir, recorriam à seguinte lengalenga:

Pico pico salanico

Salta a pulga p’ró penico

Do penico p’rá balança

Disse o rei que fosse à França



Os cavalos a correr

As meninas ‘aprender

Qual será a mais bonita

Que se vai esconder ?

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mudança de hora


A primavera chegou esta semana, mas a hora já vai ser de verão, pois no próximo domingo dia 25 de Março o relógio deve ser adiantado 60 minutos. 

quarta-feira, 21 de março de 2012


Sou Beirão sou da Beira
E feliz nela me vejo
Na aldeia do meu desejo
Pois nasci na Quarta-Feira

É bela a minha aldeia
Toda ela é alegria
Nela se recolhe e semeia
Amizade e simpatia.

As gentes de cá naturais
São pessoas de valor
Dão exemplos aos demais
De respeito e de amor.

Somos do trabalho amantes
Na luta do dia a dia
Respeitadores bem falantes
Sinceros, com simpatia.

Quem por esta aldeia passa
Contempla seu casario
Parando ouve uma chalaça
Uma anedota ou um elogio.

Talvez até possa fazer
Amizade ou simpatia
Com alguém que gosta de ser
Um fazedor de alegria.

Por mais que pudesse escrever
Sobre esta aldeia tão bela
Não daria a conhecer
Como é belo viver nela.

Quem teve a sorte de nascer
Na Quarta-Feira, como eu
Só esse pode dizer
O que nesta aldeia se aprendeu.

Deus ajude a Quarta-Feira
E as gentes que nela estão
Onde me sinto e me vejo
Um alegre e sincero Beirão



segunda-feira, 19 de março de 2012

A Panca

Era praticado há 50 anos no Terreiro junto ao forno, por homens e rapazes. Utilizavam um tronco de madeira com 2,5 a 3 metros de comprimento, que levantavam do solo, apoiavam num dos ombros e sustentavam por uma das pontas, com as duas mãos, geralmente com os dedos entrançados.
Após uma grande flexão dos membros inferiores, levantavam energicamente a bacia e os braços, impulsionando a panca para o ar e para a frente.

O Objetivo do jogo era conseguir arremessar a panca o mais longe possível, a partir da raia.
Apenas eram considerados válidos os lançamentos nos quais o tronco de madeira, após recepção ao solo, tombasse para o lado ou para a frente, não valendo aqueles em que a panca caísse para trás.
Hoje dia 19 de Março é Dia do Pai, sendo também dia de São José por isso aqui fica uma homenagem a todos os pais  Quartafeirenses... Que tenham um bom dia.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais uma descendente da Quarta-Feira

No passado dia 13 de Março nasceu em Lisboa a menina Leonor filha de David Leal, neta de Manuel Júlio e Maria da Conceição e Bisneta de Olívia Lourenço. Felicidades e parabéns aos pais e avós.

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Primavera está a chegar...

A Primavera pode ser vista como uma estação de transição, representando o tempo da despedida das frias paisagens e de preparação para entrar nos tons quentes de Verão. Na Quarta-Feira as flores e a ladeira em tom  verde são a marca principal da Primavera. As paisagens da nossa aldeia enfeitam-se para nos mostrar que um novo ciclo está prestes a chegar.
Nesta época vai embora o gelo, o cinza, o tempo de recolhimento  e a natureza revela-se multicolorida.
A Primavera está a chegar com a promessa de luz, de brilho, de aromas renovados, de cantos de pássaros a namorar no alto das árvores, de vento que leva o pólen para fertilizar os campos e de borboletas que voam e dão cor à vida... Primavera à maneira é na Quarta-Feira.




terça-feira, 13 de março de 2012

Jogo do Ferro

É, tal como a barra, um jogo de lançamento e força. Todavia, nesta prática era utilizada uma barra de ferro afiada numa ou nas duas pontas, instrumento habitual nas lojas dos agricultores. O lançamento era feito com uma técnica semelhante à da barra de pedra, sendo o ferro agarrado pelo meio, em posição quase vertical e projectado para a frente após algumas torções do tronco e rotações do braço.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ovelhas que dão leite para o bom queijo que se faz na Quarta-Feira

O jogo da Barra

Trata-se de uma demonstração de força, na qual se exercitavam os rapazes e homens, surgindo o jogo, a maior parte das vezes, como resposta a um desafio lançado por um "forçalhudo", amigo ou familiar.
Escolhida a pedra, geralmente de tamanho médio, 5 a 7 Kg de peso, os participantes juntavam-se no terreiro ou na estrada e, da risca ou raia tentavam projetar a pedra o mais longe possível, sustentando-a por baixo, com a palma da mão, e arremessando-a após uma torção do tronco e braço de lançamento.
Os  melhores lançamentos são marcados no solo, através de pequenas pedras ou paus colocados no sítio onde a pedra toca o solo.
O número de lançamentos que cada participante podia realizar era previamente combinado ou, noutros casos, o jogo terminava quando os atiradores o entendessem, sendo considerado vencedor o que tivesse obtido a melhor marca. Este jogo deixou de se praticar regularmente na Quarta-Feira há meio século.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Poema enviado pelo nosso conterrâneo Aníbal Gonçalves emigrante em França ( filho de José Maria Gonçalves e de Ana Maria mais conhecida por Ana Santa )

HOMNAGEM À MINHA ALDEIA (QUARTA FEIRA)



Na terra do meu berço
Modesta generosa e calma
Aprendi a rezar o terço
E a educar a minha alma

Nesta terra nasci
Nesta terra me criei
Nesta terra sofri
Nesta terra brinquei
Nesta terra aprendi
Por esta serra chorei

Quando saí da minha terra amada
Olhei para trás chorando
Pois era tudo o que eu mais adorava
E era o que ia deixando

O teu cheiro a mangerico
Que nos inspirava tanta alegria
Com o qual eu me identifico
Que hoje recordo com nostalgia

Bonita por natureza
Terra de encanto e magia
Não tem fim  tua beleza
É um povo de incontestável simpatia

O teu nome de Quarta Feira
De origem desconhecida
Simpática e feiticeira
Para todos nós a mais querida

É tão grande a tua beleza
Como a tua dimensão generosa
Não é por acaso com certeza
Que és também conhecida por Sintra Mimosa

A tua vista panorâmica com perfume a rosmaninho
Que não existe outra igual
És o simbolo do amor saudade e carinho
E o cantinho mais lindo de Portugal

Estou vendo a minha modesta casinha
Cercada de árvores, flores e aves
Hoje tão triste e tão sozinha
Que me traz imensas saudades

Lindas noites de luar
Vinham a abrilhantar a água
Meu Deus que é tão bom sonhar
Maezinha que te deixamos com tanta magoa

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Jogo das Bolas

Embora constitua um passatempo habitual nos meses de Verão, este jogo foi importado de França pelos nossos emigrantes, sendo vulgarmente conhecido por pétanque. Hoje já pouco se joga mas outrora jogava-se junto ao Largo da Escola.
É exclusivamente jogado por homens ou rapazes, individualmente ou em duas ou três equipas, com dois elementos cada.
Os materiais de jogo são: uma pequena bola de madeira ( com cerca de 3,5 cm de diâmetro ),  o cochonet, e duas bolas de metal, do tamanho das bolas utilizadas no ténis, por cada jogador. As bolas pertencentes a cada um dos participantes distinguem-se das restantes por meio de figuras gravadas na superfície esférica.
Após sorteio ou acordo prévio, um dos jogadores atira o cochonet para a frente ( geralmente para locais mais distantes, 5 a 10 metros da linha de lançamento ou raia ). Em seguida, o mesmo jogador lança a primeira bola em direcção ao pequeno alvo esférico, procurando colocá-lo o mais junto possível do cochonet, jogando alternadamente, todos os restantes.
Um jogo termina aos 13 pontos, vencendo a partida o jogador ou a equipa que prefizer dois pontos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

O jogo da Malha na Q.F

Tal como acontecia na maioria das aldeias, jogava-se com malhas de ferro redondas, duas por cada equipa, mais na primavera e no verão.

Os objectos de jogo eram quatro malhas e dois pinos de madeira cilíndricos e pontiagudos do lado superior.

O objectivo do jogo é o derrube dos pinos ou a colocação das malhas o mais próximo possível deles. É um jogo de homens e rapazes disputado entre duas equipas de dois elementos.

O jogo termina aos trinta pontos, valendo cada derrube 3 pontos.

Considera-se vencedora a equipa que ganhar duas mãos, isto é, dois jogos.

sábado, 3 de março de 2012

Os jogos tradicionais na Quarta-Feira


À semelhança de muitas outras aldeias também na Quarta-Feira os jogos tradicionais eram uma forma de entretenimento. Os jogos que mais se praticavam  eram o jogo da barra, do vintém ou raiola, a malha e outros.

Fruto das influências exercidas pelos emigrantes residentes em França, também se praticava, especialmente no verão, o jogo das bolas ou pétanque.

Na segunda-feira a seguir às festas religiosas de Maio ou de Agosto costumava-se jogar o jogo do galo, com algumas variações.

Os locais onde se praticavam os jogos eram o Terreiro e o

Largo da Escola.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A Quaresma


Em oposição à época carnavalesca, com as suas mascaradas e extravagâncias de todo o género, a Quaresma era outrora uma época do calendário propícia à meditação, jejuns e abstinências, que o povo da Quarta-Feira, apesar das mudanças operadas na sociedade, ainda respeita de um modo geral.

Durante o período quaresmal, por ser tempo de meditação e penitência, as pessoas da nossa aldeia não se atreviam sequer a cantar ou assobiar, por considerarem ser pecado. Os bailes, principal divertimento nas tardes de domingo, durante este tempo era coisa em que nem se falava. Apesar de a Quarta-Feira ser terra de acordeonistas, durante este período o acordeão não se voltava a ouvir.

Em substituição da música, considerada coisa profana, proibida na Quaresma, havia em Sortelha o costume de cantar  à noite cânticos religiosos, cumprindo uma tradição ali existente de há longos anos a que o povo chamava “o encomendar das almas”. Estes cânticos realizavam-se em certas noites da Quaresma e tinham por palco dois  lugares na vila, um era nas muralhas do castelo e o outro era encostado à parte norte das muralhas, no lugar denominado “cofre”. Por volta da meia noite, quando tudo dormia e o silêncio era total, apenas quebrado pelo ladrar de algum cão que sentia os passos dos “cantadores”, ou por algum mocho ou coruja empoleirados no alto das muralhas, ao toque de algumas badaladas compassadas no sino, os grupos, compostos por homens embrulhados nos seus capotes escuros e mulheres com xailes pretos tapando a cabeça, ocupando os locais atrás referidos, começavam os cânticos. As pessoas que dormiam acordavam sobressaltadas, assustadas por aquelas vozes dolentes que metiam medo, tanto pelas letras como pela música das canções, criando um ambiente medonho que fazia lembrar os mortos.

Segundo contam os mais antigos, um dos grupos iniciava os cânticos, o outro respondia e assim alternadamente, frente a frente cada um cantava os versos adequados àquele ritual, dos quais aqui ficam alguns exemplos:
 

Oh benditas almas santas
Eu aqui venho rezar
Pagai-me esta devoção
Se acaso um dia penar.

Olha cristão que és terra
Lembra-te que hás-de morrer
Hás-de dar contas a Deus
Do teu bom ou mau viver.

Olha não caias na culpa
Como a calma na geada
Que te andam a tentar
Os três inimigos da terra.

O primeiro é o mundo
Nele andamos a pecar
O segundo é o demónio
Que nos anda a tentar
O terceiro é a carne
Nela havemos de acabar.
  
À porta das almas santas
Bate Deus a toda a hora
Almas santas lhe respondem
Meu Senhor que quereis agora.



Atualmente a Quaresma já não tem na Quarta-Feira nem em Sortelha o significado que teve noutros tempos, é vivida como um tempo vulgar, em que têm lugar bailes e outros divertimentos que noutros tempos eram impensáveis.

Os cânticos que aqui foram referidos, também há já muitos anos que não se praticam. Aquilo que se mantém e está ainda enraizado na  mente das gentes da Quarta-Feira e de um modo geral na freguesia de Sortelha é a abstinência de carne nas sextas-feiras da Quaresma e o jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, que ainda são observados e respeitados pela maioria da população.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Mais um descendente da Quarta-Feira

Ontem dia 21 de Fevereiro nasceu o menino Diogo, filho da Vanessa. É neto de Maria da Conceição e Manuel Júlio e bisneto de Olivia Lourenço. Parabéns aos pais e avós.