sábado, 28 de janeiro de 2012

Dia 4 de Fevereiro os Guardiões da Lua apresentam:


Texto de João Reis
Encenação e cenografia de João Reis
Actores: Realizada por quinze actores do grupo de teatro "Guardiões da Lua"
Comédia

         Sinopse da peça "Os filhos do vento e da lua":

Uma família itinerante de ciganos, chega de carroça a uma aldeia onde monta o acampamento para descontentamento dos habitantes locais. Apesar da má fama que têm e da rejeição, eles só querem sobreviver. Pedem esmola (as mulheres e as crianças) e o cigano faz trabalhos em verga para arranjarem dinheiro para o casamento da filha prometida, Carmem e Rafael. Também se vão apropriando, aqui e alem do alheio, o que lhes traz problemas com os guardas Birra e Ramiro.
Entretanto a filha Carmem, sonhadora que deixar a vida de cigana e renega a sua raça fugindo com um rapaz, Henrique, filho do guarda Ramiro. Na noite em que a mãe Rafael e a “Guardiã” matriarca, Esmeralda, vêm ao acampamento a combinar a data do casamento e a “esminar” a Carmem, ver se ela tem tudo no sítio para se casar, foge com o Henrique para Espanha. Assim é expulsa pela matriarca da raça cigana. A severidade da guardiã dos costumes e tradições da raça cigana não tem outro remédio senão anular o casamento e renega-la para sempre da sua raça. Entretanto o pai de Henrique, o guarda Ramiro, vem ao acampamento procurar o filho e tirar satisfações dos ciganos e quando todos os ciganos se vão precipitar para cima dele… ele vê a sua paixão de juventude. Arrebatados os dois e para surpresa de todos ela não é mais que a guardiã da moral, dos costumes e tradições dos ciganos; a matriarca Esmeralda.  



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Vamos todos ajudar o Aníbal !




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A Presidência da República emitiu esta sexta-feira à noite uma nota a agradecer ao indivíduo que pagou um bolo de arroz e um sumo ao Presidente, depois de o encontrar em Santo Tirso, à porta de uma pastelaria.

Cavaco estava apenas de passagem para uma inauguração, mas o indivíduo tinha acabado de ver nas notícias as declarações do Presidente, onde lamentou que o que ganha não chega para fazer face às despesas.

«Tinha acabado de ver nas notícias e quando saio à rua, dou de caras com ele. Disse-lhe logo que dinheiro não dava, porque depois ele gastava tudo no BPN, mas aceitei pagar-lhe um bolo e um sumo», relata o indivíduo: «Os olhos do Presidente arregalaram e só me perguntou se o sumo podia ser néctar.»

Na nota da Presidência da República pode ler-se que «o Presidente da República ficou muito comovido com a oferta daquele cidadão e com o tamanho do bolo de arroz, que chegou para a Primeira Dama».


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Primeiro Aniversário do Blog da Quarta-Feira

Hoje dia 26 de Janeiro o Blog da nossa aldeia faz um ano, é ainda muito jovem e simples mas é um ponto de união dos Quartafeirenses que perto ou longe não esquecem a terra onde estão as memórias da sua infância.
Aos leitores e visitantes que gostam aqui fica a promessa de, sempre que possível, continuar a colocar assuntos relacionados com a nossa aldeia, aos que não gostam…que tenham paciência.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Carnaval da Nossa Aldeia

O Carnaval ou Entrudo, é desde há longa data, uma das festividades mais comemoradas na Quarta Feira. Nesse dia a refeição principal é constituída por carne de porco, especialmente os pés, orelhas, focinho e outra carne da cabeça sem esquecer o rabo. Quando o porco não tem rabo, por qualquer razão, há logo na matança quem diga: “faz falta para dia de Entrudo”.
Na Quarta Feira, semanas ou meses antes é costume juntar-se um grupo de rapazes para distribuírem entre eles os papeis que cada um vai desempenhar na chamada “Fama do Entrudo”.
Mas o que é afinal a “Fama do Entrudo” ou simplesmente a “Fama”, como vulgarmente aqui é chamada?
A “Fama” é então um conjunto de quadras, elaboradas por esse tal grupo de rapazes, em que se conta a vida do “Santo Entrudo” desde o seu nascimento, engenhosamente inventado, o seu percurso desde longa distância, durante o qual arranja “esposa”, com peripécias de toda a ordem até à sua chegada. Essa rapaziada dedica-se à investigação dos pontos fracos das pessoas, especialmente das raparigas e sua publicação, para vergonha das mesmas, “rematando” no final com avisos para que os fracassos que aconteceram não voltem a suceder, prometendo nesse caso vir a denunciá-las no ano seguinte.
Para dar corpo a todo o cerimonial, os rapazes reúnem-se à noite para comporem a sua “obra”. No meio do grupo há sempre alguém com maior capacidade de imaginação e com uma certa veia poética, que se encarrega da redação da fama, sempre em quadras, enquanto os outros vão sugerindo ideias e contando factos de que tenham conhecimento, para serem postos a descoberto.
A Fama começa por narrar, sempre na primeira pessoa, de um modo grotesco, o nascimento do Entrudo, a sua vida sempre difícil e dramática com acontecimentos de toda a ordem. Seguidamente, trata da viagem, também ela cheia de dificuldades, desde o meio de transporte utilizado até à fome a que por vezes faz alusão, à dormida, geralmente no cortelho do “marrano” ou numa “hospedaria” de classe semelhante. Durante a viagem, ele vai arranjar maneira de uma forma ardilosa, de “roubar”, a filha a alguém que seja já pessoa de conhecimento do público, de uma aldeia vizinha, para dar mais enfase ao espectáculo, sobretudo quando o próprio está presente. Este, meneando a cabeça, esboça quase sempre frases do tipo “És munta burro”, mas nem por isso deixa de rir com os factos narrados a seu respeito, pois como aqui se diz: “ É Carnaval e ninguém leva a mal”.
Seguidamente, já acompanhado da “mulher”, prossegue a viagem sempre caracterizada por acontecimentos rocambolescos, entre os quais tem de roubar um burro para si e outro para a “esposa”. Uma vez em posse de “boas montadas”, adquiridas das mais variadas formas, mas em que o Entrudo prega sempre qualquer partida ao dono, o “casal” prossegue então a viagem até ao local do destino, neste caso a nossa Quarta Feira.
Ao chegar à aldeia, entra em contacto com alguém, a quem vai pedir alguns préstimos, como sejam ferrar o burro, fazer a barba, “dar um copo” etc.. Nestes casos vai pedir, com certa graça para todos, a um ferreiro, por exemplo, para curar o burro, e é capaz de pedir ao veterinário para lho ferrar e assim por diante, procurando de qualquer modo que o povo ria a plenos pulmões.
Após ter feito a barba, ferrado o burro, maquilhagem à esposa e sabe-se lá o quê, ele aí está a apresentar-se ao publico em tom ameaçador, referindo-se aos avisos que fizera no ano anterior, os quais foram desrespeitados. Eis a razão da sua presença ali, para os denunciar de novo, começando nesse momento as denuncias dos factos que, segundo ele, aconteceram durante o ano, embora sejam apenas fruto da imaginação do autor. Este declara que esses acontecimentos são verídicos e têm de ser castigados, com a infâmia da denúncia em praça pública.
Depois de “desfolhar todo o reportório”, volta a ameaçar os ouvintes, faz as despedidas e vai-se embora, disparando para o ar, com uma caçadeira, dois tiros de pólvora seca.
Com a finalidade de montarem todo o cerimonial, no dia de Entrudo os rapazes pedem dois burros, que são devidamente enfeitados, um para o Entrudo e outro para a “esposa”.
Num lugar escondido, onde apenas a pequenada gosta de ir espreitar, fazem-se todos os preparativos.
O Entrudo, com a cara pintada a preceito mas sem a máscara, vem montado num dos burros, trazendo na mão o “livro da fama”. A mulher, do meso modo, devidamente caracterizada a preceito e maquilhada, pois de um rapaz se trata, vem também montada noutro burro, geralmente bordando uma pequena peça de linho. Os dois burros são guiados por dois homens, vestindo uniformes militares e trazendo cada um ao ombro a sua arma, para imporem à multidão todo o respeito que o ato merece.
  
 

  
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As Festas na Freguesia de Sortelha

O povo de Sortelha possui tradições muito ligadas à religião, pelo que a maior parte das suas festas são de carácter religioso.
Geralmente as festas são compostas de duas partes bem distintas: uma primeira parte religiosa, em que é festejado cada um dos santos da terra ( Stº Antão, Stº António, etc ) com as respectivas cerimónias religiosas, entre as quais as tradicionais procissões e uma outra parte profana, nas tardes do dia da festa e também no dia seguinte em que o povo dá largas à sua alegria e festeja das mais variadas maneiras aquilo a que chama “ a segunda feira da festa.
É neste dia que têm lugar as actividades de carácter lúdico. Para além da missa, que costuma ser celebrada por volta do meio dia, não há nesse dia qualquer outra ocupação que não seja o divertimento. Após o almoço as pessoas vão-se juntando nos cafés ou nos lugares onde se costuma realizar o tradicional baile. Como o dia é de festa e não há nada para fazer, existe sempre alguém que convida um grupo para um jogo, ideia que geralmente é bem aceite pelos presentes. Decide-se qual a modalidade, se não foi previamente referida no acto do convite e o jogo inicia-se. Um dos jogos que goza de preferência dos habitantes de Sortelha nestas ocasiões é o jogo da malha, embora se joguem outros, como a raiola ou vintém, a pétanque ( petanca ), o jogo do galo, o jogo do pau ensebado, as corridas de burros, as corridas de sacos, etc.
Entretanto, enquanto os mais velhos e as crianças jogam, a juventude, rapazes e raparigas festejam a seu modo aquele dia de folga por que tanto anseiam ao longo do ano, abrilhantando com os seus trajes domingueiros e sobretudo com muita alegria, o grandioso baile que nessa data é acontecimento de grande importância local.
Ao som de um tocador ou de um conjunto musical, outrora ao som da concertina, o largo enche-se de gente. É ali que rapazes e raparigas tantas vezes iniciam os seus namoricos, dado que o momento é de euforia festiva e proporciona uma certa desinibição necessária para se lançarem uns belos piropos ou umas declarações de amor.
Geralmente também não faltam nas varandas circundantes e noutros lugares propícios à observação, espectadores atentos, principalmente mulheres, com maior espírito de atenção a estas coisas que vão comentando os comportamentos dos pares que animam o espectáculo do baile. Nada lhes escapa e se alguém dança com o mesmo par várias vezes, torna-se logo alvo da sua observação e há logo alguém que diz que já namoram: - “Eles andam muito apitchados”.
De um modo geral, salvo algumas excepções, é assim que decorrem os dias de festa em Sortelha e nas suas anexas.
As principais festas da freguesia são: as festa de Stº Antão e a de Stº António em Sortelha, a festa da Senhora do Desterro na Quarta-Feira, pois a da Senhora de Fátima que costumava ser em Maio já não se tem realizado, a festa da Senhora da Guia nas Caldeirinhas, a festa de Stª Bárbara no Dirão da Rua e a festa da Senhora de Fátima celebrada na Azenha e na Ribeira da Nave.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Na Quarta-Feira a chuva é pouca e o frio é muito

À semelhança do último Outono também o Inverno está a ser muito pobre em chuva.
Ao que parece, o que veio mesmo para ficar foi o frio, pois durante a noite e de madrugada as temperuras são negativas. O que vale é que na Quarta-Feira a lenha é de boa qualidade!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Declaração de IRS




Nota importante:
 
Na declaração de rendimentos de 2011, na rubrica "Pessoas a Cargo", não esquecer de indicar os nomes do Presidente da República, dos membros do Governo, dos deputados parlamentares, dos gestores das Empresas Públicas e de todos os outros f.d.p. que comem do nosso bolso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mensagem de Natal de D. Manuel Felício ( Bispo da Guarda ) - O Natal já passou mas o conteúdo é interessante.


Natal – nasceu Jesus e renasce a esperança

Voltamos a viver o Natal em
situação de crise, portanto com sofrimento acrescido para muitas pessoas e
famílias. Diminuem os ordenados, cresce o número dos que perdem emprego, aumentam
os impostos e taxas para níveis muito desconfortáveis, pondo em causa a próprio
sustentabilidade económica da sociedade; o poder de compra desce todos os dias,
ainda que, em geral, de forma silenciosa. As pessoas sofrem e aumentam os casos
de pobreza, sendo, com frequência pobreza envergonhada.

Por outro lado, sabemos que,
apesar de a população mundial ter ultrapassado, há poucas semanas, o limite dos
7 mil milhões, há recursos materiais suficientes para todos. Não chegam é para
manter hábitos de consumo material desajustados à realidade quer das
necessidades verdadeiras das pessoas quer da disponibilidade dos bens criados.
Por isso são já muitos os profetas da actualidade que pedem uma mudança de
paradigma nos hábitos e nas práticas das pessoas e da sociedade. São poucos,
porém, os que arriscam definir os caminhos desse novo paradigma.

Do Presépio de Belém vêm-nos
indicações para definirmos bem o modelo de vida em sociedade que as novas
circunstâncias exigem. Assim, o Menino de Belém, sendo Senhor do mundo,
contentou-se com as palhinhas de uma manjedoira e a companhia de alguns animais
para berço do Seu nascimento, sob o olhar atento do Pai e da Mãe. Recomenda-nos
sobriedade.

Também, desejando prestar um
serviço ao mundo e a cada pessoa em concreto, sendo Deus e Senhor, assumiu a
condição humana até às últimas consequências, sem qualquer reserva. Aceitou
passar pelo sofrimento e pela rejeição social, desde o primeiro momento da sua
entrada na história, porque não houve para ele lugar nas casas nem nas
hospedarias, partilhando, assim, a sorte dos excluídos.
Recomenda-nos a solidariedade.

Nasceu no seio de uma família,
onde reinava o amor incondicional e sem reservas entre marido e esposa; o amor
total para aquele Filho; a procura de soluções e partilha de sofrimento nas
horas difíceis – não foi fácil aceitar que o nascimento fosse numa gruta de
animais, como não foi fácil a fuga para o Egipto ou a perda do Menino em
Jerusalém nos tempos da sua adolescência.
Esta é uma lição de família.

Hoje continuamos a precisar de
famílias assim, assentes no amor e na fidelidade sem condições entre os
esposos; famílias onde os filhos se sentem sempre bem acolhidos, amados e
valorizados; famílias onde os idosos se sentem em casa e  nunca abandonados; famílias que sejam
verdadeiramente escolas de valores humanos e cristãos essenciais para a
cidadania.

O Natal, festa comemorativa do
Nascimento de Jesus, é também festa da Família. Por isso pede novas atitudes da
sociedade e das leis que a regulam para com a instituição familiar. De facto,
assistimos a hábitos instalados de desprezo pela realidade da família, que só
podem gerar sofrimento das pessoas e cada vez mais exclusão social.

Que este Natal seja, de verdade,
nascimento de Jesus no coração e na vida das pessoas e instituições, incluindo
a organização social que temos, para que a valorização das famílias, a
sobriedade no consumo, a solidariedade dirigida à situação de cada um, na
proximidade e atenção diárias sejam parte essencial da mudança de paradigma da
nossa vida em sociedade tão apregoada nos actuais tempos de crise.

Guarda e Paço Episcopal, 8 de Dezembro de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

sábado, 7 de janeiro de 2012

Hoje dia 7 de Janeiro realizou-se a Volta da Santa 2012. Os cigarrinhos... esses foram poucos...Será que é da Troika?


O que diz o povo sobre o mês de Janeiro

A água de Janeiro, vale dinheiro.

Janeiro quente traz o diabo no ventre.

Ao luar de Janeiro, se conta dinheiro.

Em Janeiro, um porco ao sol outro no fumeiro.

Os bons dias em Janeiro vêm-se a pagar em Fevereiro. 

A 20 de Janeiro, uma hora por inteiro e quem bem contar, hora e meia vai achar.

Se queres ser bom ervilheiro, semeia no crescente de Janeiro.

Janeiro greleiro, não enche o celeiro.

Em Janeiro sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar. Se vires terrear põe-te a cantar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As Janeiras

Em tempos recuados,, durante o mês de Janeiro, rapazes e raparigas, juntavam-se à noite, depois da ceia para irem cantar as Janeiras às portas das pessoas, desejando-lhes as boas festas e recolhiam alguns donativos para no final fazerem uma borga.
Quando chegavam às portas das casas, era costume cantarem algumas quadras, das quais se destacam as seguintes:
Boa noite, Boa noite !
Que seja de alegria!
Quem nos manda é o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.

“Inda” agora aqui “tcheguei”
E “à” por o “pei” na escada
Logo “mê” coração “dixe”
Aqui mora gente honrada.

Viva lá senhora……
Raminho de “amendoêra”
“Indanda” cá neste mundo
Já no céu tem a “cadêra”

Esta casa é muito bela,
E forrada a “denhêro”
Quem dentro dela passeia
É um nobre “cavalhêro”

Levante-se lá senhora
Desse banco de cortiça
Venha-me dar as “Janêras”
Ó morcela ó “tchoriça”

Quando a família visitada não vinha à porta e não respondia, ou se respondia mal, então nesse caso cantavam uma quadra em desabono da casa, tal como:

Vamo-nos daqui embora
Vamos daqui abalar
Que estes “barbas de farelo”
Não têm nada que nos dar.











domingo, 1 de janeiro de 2012

A Volta da Santa

O Natal Já lá vai e aproxima-se o dia de reis que na Quarta-Feira não tem qualquer celebração especial. Todavia, porque na freguesia vizinha de Águas Belas existe uma tradição antiga coincidente com o dia de reis, que se estende a duas das anexas de Sortelha, talvez por uma razão de proximidade, aqui fica uma pequena referência a essa tradição, a que o povo chama “ A Volta da Santa”.
Na Quarta-Feira conta-se que há muitos anos, nas terras do termo de Águas Belas e possivelmente também na Quarta-Feira e Dirão da Rua, desaparecia todos os anos uma pessoa sem que alguém soubesse o que lhe tinha acontecido.
Assustados com o insólito acontecimento, os habitantes prometeram dar todos os anos, no dia de reis, uma volta com a imagem de Nossa Senhora por toda a freguesia de Águas Belas, incluindo no trajeto também as aldeias de Quarta-Feira e Dirão da Rua que, embora pertencendo à freguesia de Sortelha, ficam mais próximas de Águas Belas.
Uma comissão de quatro mordomos vai a todas as casas dar a imagem de Nossa Senhora a beijar a cada uma das famílias, dizendo à chegada a cada casa:
“ Nossa Senhora entra nesta casa” – ao que a família visitada responde: - “Nossa Senhora é que cá queremos”. Após esta resposta, os mordomos entram e dizem: - “Boas Festas corporais e espirituais para toda a família”, seguidamente e com o devido respeito, os elementos da família presentes ajoelham-se e beijam o quadro de Nossa Senhora, que um dos homens traz pendurado ao pescoço.
Terminada esta parte, a família oferece algumas bebidas e bolos, que previamente colocou sobre a mesa, mas que os visitantes só aceitam de onde em onde, dado o grande número de casas que têm que visitar não lhes permitir beberem em todo o lado.
Finalmente, não se sabendo muito bem porquê, os homens deixam maços de cigarros para as pessoas fumarem. Nesse dia, jovens e adultos, todos fumam um cigarro dizendo: - “Este não faz mal porque é da Santa”.
Cumprindo anualmente esta promessa, segundo os mais antigos contam, nunca mais desapareceu ninguém até ao dia em que, por causa de um grande nevão, não puderam dar a Volta e, de novo, uma pessoa desapareceu. Após esse acontecimento, prometeram que a “Volta” seria dada independentemente das condições climatéricas, o que ainda hoje acontece.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Assento de Batismo do Ti Eusébio Leal


A figura do ti Eusébio é ainda hoje um nome bastante conhecido entre os moradores da Quarta-Feira, no entanto já ninguém tinha a mais pequena ideia de quem teriam sido os pais deste homem.
Para desmistificar mais um pouco da história deste homem e da Quarta-Feira aqui fica um documento retirado do livro de assentos de batismo do ano de 1886 da freguesia de Sortelha que consta no arquivo distrital da Guarda.



Documento Original





Para melhor se perceber o que está escrito no documento aqui está a transcrição


Aos treze dias do mês de Setembro de mil oitocentos e oitenta e seis, nesta paróquia e igreja de Sortelha, Concelho do Sabugal, Diocese da Guarda, baptizei solenemente um individuo do sexo masculino a quem dei o nome de Eusébio e que nasceu nesta freguesia pelas três horas da manhã do dia cinco do dito mês, e ano, filho legitimo e primeiro deste nome de António Leal, jornaleiro e Maxima Clara, sem profissão, naturais, moradores, paroquianos e residentes nesta freguesia, neto paterno de João Leal e Rita Maria e materno de Luiz da Costa Clara e Josefa Bairras. Foram padrinhos Eusébio Lopes Soares e sua mulher Francisca Leal, proprietários naturais desta freguesia, os quais sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado este assento que depois de lido e inferido perante os padrinhos o assino só com o padrinho por não saber escrever a madrinha.
Escrito por
O padrinho – Eusébio Lopes Soares
O Vigário – Agostinho Pereira

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011 aproxima-se do fim

O ano de 2011 está quase a finalizar. Enquanto isso acontece, a humanidade continua à procura da verdadeira felicidade e na verdade talvez não haja nada mais legítimo que isso.
A felicidade não é um estado final ao qual se chega e, depois disso, não há mais nada a fazer, tal como o sucesso, pois uma coisa é chegar lá, outra bem diferente e mais trabalhosa é preservar o que foi conquistado.
A felicidade que a humanidade, confusamente, procura não está em nenhum lugar específico, nem tão pouco relacionada com nenhum ato especial. A felicidade é uma conquista que se faz todos os dias em todos os momentos, em cada pequena e grande atitude.
Com este espírito da conquista da felicidade e com o pensamento que nenhum ano será realmente novo se continuarmos a cometer os mesmos erros dos anos velhos aqui ficam os votos de que o ano novo que se inicia seja para todos os Quartafeirenses um ano de prosperidade em cada dia e cada momento possa ser vivido intensamente com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante uma bênção de Deus.

Recordar o Senhor Padre José Pires é recordar mais um pouco da História da Quarta-Feira, pois este homem assegurou, durante mais de trinta anos, o serviço religioso desta aldeia.




quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Natal Na Quarta-Feira

Das festas do calendário, o Natal é aquela que assume maior significado para as gentes desta terra.
É nesta quadra, à semelhança do que sucede no resto do país, que as famílias se juntam para a festa da consoada na noite de Natal.
 A rapaziada, uma ou duas semanas antes, começa a juntar a lenha para o madeiro que irá arder na noite de Natal, antigamente em carros de bois e atualmente em reboques de tratores. Era costume, a rapaziada sorrateiramente entrar nos currais agarrando algumas giestas e lenha miúda que os donos guardavam nos cobertos ao abrigo da chuva, para melhor atear o madeiro, principalmente quando a noite estava de chuva ou neve.
O madeiro ou mariano como também era conhecido noutros tempos, é composto por troncos enormes e sobretudo grossas raízes de árvores, que foram arrancadas e que pela sua dimensão, não servem para queimar em casa, sendo guardadas para esse fim.
Terminados os trabalhos do madeiro todos recolhem a casa, onde mães e filhas, em grande azáfama, preparam a consoada, confecionando os pratos tradicionais desta aldeia, onde não pode faltar a bela couve cozida com bacalhau, as filhoses, as rabanadas, e o arroz doce, entre outras coisas que irão fazer as delícias de toda a família, nessa noite e no dia de Natal.
Por volta da meia noite, depois da consoada,  as pessoas juntam-se no lugar do madeiro que ultimamente tem sido na Rua da Capela e é posto o fogo àquele grande amontoado de lenha, que não demora em arder em grandes labaredas que atingem vários metros de altura, fazendo afastar toda a gente dada a intensidade do calor que dele irradia.
Junto à fogueira, a rapaziada fica uma boa parte da noite, costumando assar  uns frangos nas brasas do madeiro a acompanhar com um bom garrafão de vinho, o que mantém a alegria até de manhã.
Segundo diziam algumas pessoas mais antigas, era costume os rapazes baterem com uns cacetes nas brasas fazendo subir no ar milhões de “funiscas” ajudando assim a aumentar a alegria da festa.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Será um Quartafeirense um beirão igual aos outros ?

Ser Quartafeirense é antes de mais ser descendente de gente que aqui viveu há centenas ou milhares de anos, com mais ou menos dificuldades, resultantes do espaço geográfico em que esta aldeia se insere, no meio de grandes montanhas e com enormes problemas de mobilidade até a estrada ser construída .
Ser Quartafeirense é ter nascido neste vale fértil e deslumbrante com vista para a Estrela geralmente coberta pelo manto branco no meses de inverno e na primavera este vale transforma-se numa explosão de natureza com árvores a desabrochar e o florir.
Ser Quartafeirense é ser de uma terra de emoções, de sensações e tradições em que há uma vasta relação dos cheiros, dos sons, dos sabores, das palavras e das nossas gentes.
Enfim… ser Quartafeirense é um espetáculo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Ti Clementina e o seu gatinho de estimação

Recordar a ti Clementina é recordar mais um pouco do passado da Quarta-Feira, pois esta mulher que faleceu em 1987 teve uma história de vida algo atribulada e difícil.
Clementina Maria foi casada com Jesuino Gomes e foi mãe de Maria D’ Assunção e de Firmino Gomes.
Dois ou três anos após o seu casamento, o seu marido, à procura de melhor vida, em 1926 partiu para França deixando-a na Quarta-Feira com dois filhos ainda de tenra idade para criar, o que não deve ter sido tarefa fácil.
Já em França o seu marido, a trabalhar numas minas de carvão foi ganhando algum dinheiro, parte do qual ia enviando para a ti Clementina tratar dos filhos.
Entretanto o tempo foi passando e o seu marido apenas veio a Portugal duas vezes, pois com o passar do tempo, com a distância e com a falta de meios de comunicação, a ti Clementina  e o ti Jesuino estiveram cerca de 31 anos sem se verem um ao outro, pois só se voltaram a encontrar em 1957 quando ela tomou a iniciativa de viajar até França e ir ao encontro do marido.
O que é curioso é que a ti Clementina, por indicação de alguém lá foi dar com o sítio onde o seu marido se encontrava, mas a verdade é que quando ela bateu à porta da casa onde ele estava nenhum deles reconheceu o outro, pois passado tanto tempo as feições físicas não seriam exactamente as mesmas de outrora.
Segundo se consta o ti Jesuino que a ti Clementina encontrou em França, na altura com cinquenta e poucos anos tinha um aspecto de uma pessoa completamente envelhecida com nenhuma ou pouca semelhança com o homem com quem um dia ela se havia casado e do qual tinha dois filhos.
Após o reencontro a ti Clementina ficou por lá e viveu cerca de um ano com o seu marido, que devido aos malefícios das minas acabou por morrer ainda bastante novo.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A inocência dos meninos da aldeia!!!

José Maria da Costa - Um combatente de outros tempos

Aqui está uma recordação da qual só alguns quartafeirenses terão alguma lembrança. Este homem nasceu em 1894 e faleceu em 28/02/1975.
Para quem não sabe, José Maria da Costa foi pai de Joaquim José ( conhecido por Joaquim Morgado ), Maria Josefa, Belmira de Jesus, Benjamim da Costa, e Manuel Morgado, tendo sido casado com uma senhora chamada Josefa que era da Sobreira.
José Maria da Costa foi um ilustre combatente em França durante a primeira guerra mundial, onde foi vítima de gazes perigosos lançados pelas tropas nazis, pelo que veio a ter direito a uma reforma de mais ou menos 500 escudos pelos danos irreparáveis de que foi alvo.
Além de combatente, este homem foi também um aficionado pela arte equestre, pois tinha sempre a seu cuidado um belo cavalo com os devidos arreios de forma a dar os seus passeios e as suas deslocações do dia a dia, pois com o cavalinho deslocava-se com facilidade a Sortelha, à Bendada, ao Sabugal ou a outro qualquer lugar que necessitasse.
Para ver e recordar aqui fica então um documento que mostra a sua qualidade de soldado reformado.

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Quarta-Feira foi ponto de encontro de antigos mineiros


Hoje, dia 3 de Dezembro a Quarta-Feira foi ponto de encontro de muitos antigos mineiros.
Por volta das 11 horas chegaram dois autocarros com pessoas provenientes de várias localidades, houve uma recepção no salão do auditório da Quarta-Feira ( antiga escola primária ) e ao meio dia na capela da Quarta-Feira foi celebrada uma missa.
Após a missa os antigos mineiros foram almoçar no restaurante o Moinho em Santa Ana D’ Azinha, onde certamente reviveram os tempos difíceis que passaram nas minas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As portagens chegam dia 8 de Dezembro

Desta vez parece que é mesmo a sério, as portagens vão mesmo ser uma realidade na A23 e A25, no entanto para quem tem residência por estas bandas está isento das primeiras dez viagens de cada mês, tendo para isso de se dirigir a uma estação de correios, comprar o chip da Via Verde e pedir a discriminação positiva.
Para os Quartafeirenses que estão lá longe e que possam comprovar que têm aqui uma morada ( através de uma carta da EDP ou outra qualquer ), também podem pedir a isenção, pois a morada do contrato da Via Verde não tem que ser obrigatoriamente a que consta no documento único ou no registo de propriedade do veículo.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Natal Na Quarta-Feira

Por altura do Natal, as cidades quase se transformam, pois as ruas ficam enfeitadas repletas de luzes e árvores de Natal e os centros comerciais ficam cheios de gente na azáfama das compras, enfim, é o stress e a agitação no seu melhor.
Aqui  na nossa Quarta-Feira, bem no fundo deste mimoso vale a tranquilidade faz a diferença das grandes cidades, pois este ar frio, a geada da madrugada juntamente com as chaminés das casas a deitar fumo refletem bem o frio do inverno rigoroso que por esta altura é típico desta aldeia, o que faz com que aqui o Natal seja vivido num espírito muito próprio, o espírito natalício associado a uma tradição nunca esquecida por este povo.
O Natal está a chegar e está na hora de colocar nas nossas casas as luzinhas a piscar que dão um ar de graça às casas e à aldeia.
Nas ruas da Quarta-Feira não há arcos enfeitados nem montras como nas cidades, mas há isso sim uma sensação natalícia que paira no ar muito mais apurada que em qualquer espaço citadino.
Na Quarta-Feira não há Natal sem madeiro, assim como não há missas natalícias em que não se beije o Menino Jesus e claro que também não há casas quartafeirenses em que não haja uma lareira com uns belos cavacos que no dia da consoada dão mais sabor ao bacalhau e às couves que certamente todos os quartafeirenses não dispensam nesta data festiva.
Natal nesta aldeia é magia, amizade, tradição, enfim… é sem dúvida uma bela sensação.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ti Adelino Marques - O Homo Habilis

O homo habilis cujo nome significa “homem habilidoso” surgiu há aproximadamente dois milhões de anos. Este homem fabricava e utilizava ferramentas que davam resposta às suas necessidades do dia a dia.
Pois bem, na Quarta-Feira, à semelhança das savanas de África também havia um homem muito habilidoso, pois o Ti Adelino era um verdadeiro visionário da sua época, tendo ideias e capacidades com alguma invulgaridade que lhe permitiam dar resposta a muitas situações de difícil resolução.
O Ti Adelino era um homem simples na forma de ser mas de engenhosas ideias, pois a tudo sabia dar um jeito principalmente na arte da carpintaria que era como se fosse a sua especialidade, pois tanto fazia uma mesa, uma cadeira, um banco, um andor, como fazia qualquer coisa que lhe pedissem.
Para além da arte de trabalhar a madeira também sabia fazer ou arranjar armadilhas para coelhos, raposas, pássaros e afins.
Mas as suas capacidades não ficavam por aqui, pois tinha carta de mota apara se deslocar e para os seus trabalhos agrícolas rendeu-se às vantagens das máquinas e deixou de utilizar a tracção animal para passar a usar o seu trator que facilmente aprendeu a conduzir.
Além destas capacidades e por ter sido emigrante aprendeu a falar francês e quem se lembra do seu estilo domingueiro de certeza se lembra que não havia missa a que o Ti Adelino assistisse que não levasse no bolso da camisa uma ou duas esferográficas para eventuais necessidades.
Enfim, o Ti Adelino foi de facto um ilustre Quartafeirense que deve ficar na memória daqueles que têm gosto em relembrar um pouco da história da nossa aldeia, das suas gentes e do seu modo de vida.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Faleceu o senhor Ilidio Gonçalves

Hoje dia  10 de Novembro faleceu o senhor Ilidio Gonçalves com 88 anos de idade. Ultimamente estava no lar de Aldeia de Santo António. O funeral será amanhã dia 11 de Novembro às 15 horas. Paz à sua alma.

Nasceu dia 11 de Outubro de 1922

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Na Quarta-Feira já se colhe azeitona

A apanha da azeitona é uma das muitas tarefas agrárias a que o povo da Quarta-Feira está habituado.  
Esta actividade começa em Novembro e estende-se até Janeiro. É pois um trabalho de difícil execução uma vez que nesta época do ano o frio, a chuva e a neve são uma constante, o que dificulta um pouco.
É verdade que não é uma tarefa muito apetecível, mas o paladar que o azeite quartafeirense confere aos alimentos, nomeadamente à couve e ao bacalhau ainda compensa o esforço.

Por outro lado e em tempos de crise também dá jeito ter um pote cheio de azeite e se há coisa em que os Quartafeirenses não precisam de gastar dinheiro é neste bem essencial que a natureza permite que a Quarta-Feira tenha em abundância
A Quarta-Feira é pois uma terra de vinho, de azeite, de mel e de sabores ancestrais que dão vontade de apreciar e pedir mais!!

domingo, 6 de novembro de 2011


Aqui estão  umas belas fotografias da autoria de Henrique Pires  que comprovam mais uma vez a beleza da nossa  aldeia.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Santordia está a chegar

Quem não se lembra do nosso Santordia? Será que é possível um Quartafeirense não saber o que é o Santordia??? É claro que não. Este dia ( dia 1 de Novembro ) era um dos dias do ano mais aguardado pela pequenada, pois Santordia era sinónimo de festa, de levantar cedo, de alegria e de adoçar a boca.
A festa começava sempre na casa do ti Felismino e da ti Delfina (ao fundo da quinta) e terminava numa casa da Quinta Nova, os mais velhos iam à frente e os mais pequenos atrás… e ai daquele que não obedecesse às ordens.
Um pormenor muito engraçado  que todos gostavam e de certeza se devem lembrar  era do cafezinho que a ti Idalina nos dava sempre quentinho e com uns bolinhos que eram uma maravilha.
Esta tradição era uma verdadeira alegria para “o nosso povo”…pois era sinal de vida e de juventude. Esperemos que este ano ainda haja umas criancinhas que façam a volta e não deixem cair esta tradição típica da nossa aldeia no esquecimento.
Haja alegria…”Vivó o Santordia”

A neve na Serra da Estrela que já se vê da Quarta-Feira

Esta neve é visível da Quarta-Feira, se os nossos governantes vissem esta neve de certeza que iriam tentar  trocar o posicionamento de Lisboa com o da Quarta-Feira!!! Mas nós Quartafeirenses não vamos deixar que tirem a nossa terrinha deste lugar fantástico…


terça-feira, 25 de outubro de 2011

O Outono está em crise...não tem carro... veio a pé e chegou tarde

Afinal o calor já se foi…chegou o frio, o vento e a chuva, mas na Quarta-Feira qualquer estação tem o seu encanto e se o verão é agradável pelo calor, a primavera pelos campos verdejantes, o outono também tem virtudes, pois é ele que traz as castanhas, o vinho novo, a jeropiga e os cogumelos ou os “tartulhos” como na Quarta-Feira são denominados. Com esta chuva e com este ar fresquinho estão reunidas as condições para que eles possam nascer e claro que também é preciso saber os sítios onde eles costumam aparecer, mas para os que não sabem e querem saber, sempre podem pedir ao Joaquim Gomes que lhes dê uma dica, pois este “rapaz” costuma encontrar muitos e grandes…é preciso é que ele esteja disposto a revelar onde os encontra… o que não é fácil.
Por aqui as chaminés já deitam fumo branco ( não porque tivesse sido eleito um papa, mas porque o luminho já apetece ). Não há dúvida…o frio chegou e por este andar a neve também deve cá chegar…

domingo, 23 de outubro de 2011

Novo mapa autárquico

O novo mapa autárquico já está em curso. Ao que parece quem manda é realmente a TROIKA e há um grande número de freguesias que vão mesmo ser "abatidas".
" Nós por cá" vamos continuar a pertencer à freguesia de Sortelha ( a TROIKA ainda estudou a possibilidade de a freguesia passar a ser a Quarta-Feira, pois a sua localização entre Sortelha e Águas Belas seria de grande interesse para todas as partes...ainda não se sabe... ) de qualquer forma no concelho de Sabugal as freguesias que vão acabar são as seguintes: Água Belas, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Baraçal, Forcalhos, Lomba dos Palheiros, Moita, Nave, Penalobo, Pousafoles do Bispo, Rapoula do Côa, Rendo, Ruivós, Ruvina, Seixo do Côa, Vale da Éguas, Vale Longo, Vila Boa, Vila do Touro, Vilar Maior. Não é nada...afinal só são 20.

A23 e A25

O governo decidiu e está decidido. Até ao final do mês as SCUT vão mesmo acabar. Segundo os meios de comunicação, ainda não foi revelada a data, nem tarifas nem se ainda vai haver as isenções e os descontos aprovados pelo anterior governo.`

sábado, 22 de outubro de 2011

Faleceu a senhora Germina Lourenço

Hoje dia 22 de Outubro às 0:30 faleceu em sua casa a senhora Germina Lourenço. O Funeral será hoje às 16:00.
Paz à sua alma.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O que corre no pensamento de um Quartafeirense


A Quarta-Feira é hoje uma referência na freguesia de Sortelha não só pela sua dimensão, pois é a anexa maior, mas também pela localização geográfica no sopé de uma montanha com vista para a Serra da Neve, como por alguns é designada a serra que nos serve de horizonte e também pela beleza paisagística que congrega harmonicamente a ribeira, o vale e a serra e claro que a qualidade de vida que se desfruta nesta aldeia no coração de Portugal é cada vez mais um bom motivo para nós, Quartafeirenses, termos orgulho do lugar onde nascemos.
A tranquilidade desta aldeia faz bem, liberta o stress e não tem efeitos indesejados… A Quarta-Feira é fixe.