domingo, 22 de julho de 2012


PROGRAMAÇÃO DO EVENTO “DIAS DA LUA” 2012



Organização:

Grupo de teatro “Guardiões da Lua”, Centro de convívio cultural e desportivo de Quarta-Feira






Data do evento: 10-08-2012 a 15-08-2012



Estrutura do evento

DIA 10-08-2012 (QUARTA – FEIRA)

21:00 – Abertura do evento cultural “Dias da Lua 2012”

21:15 – Realização da peça de teatro “A Vizinha do lado ” pelo Grupo de Teatro Amador Aldeia Verde de Lazarim – Lamego, no auditório do Laboratório de teatro “Guardiões da Lua”.


DIA 11-08-2012 (SORTELHA)

9:30 – 12:00 e 14:30 – 19:00ateliers e workshops  variados (*)

14:30Tertúlia sobre o tema “Costumes e tradições”.

21:15 – Espectáculo de animação Teatro-Circo  “GATO SAPATO”

     



DIA 12-08-2012 (QUARTA-FEIRA /SORTELHA)

 9:00 - Passeio pedestre – Saída da Quarta-Feira (concentração na escultura de pedra “Fases da lua” à entrada da aldeia) com chegada à serra de S. Cornélio. Almoço com os participantes no cimo da serra de S. Cornélio.



Colocar uma referência que nos dias 11 e 12 decorre em simultâneo a feira de artesanato em Sortelha e no dia 12 a partir das 15h decorre o festival de folcolore; com a organização da associação etnográfica de Sortelha.



DIA 12-08-2012 (SORTELHA)

14:30 – 19:00Ateliers e workshops variados (*)

21:15 – Realização da peça de teatro “Os filhos do vento e da lua” pelo grupo de teatro “Guardiões da Lua”.



DIA 13-08-2012 (QUARTA-FEIRA)

9:30 – 12:00 e 14:30 – 19:00 – Ateliers e workshops  variados  (*)

21:15 – Passeio noturno pela aldeia e serão ao luar.

                                                        

DIA 14-08-2012 (QUARTA-FEIRA)

9:30 – 12:00 e 14:30 – 19:00 – Ateliers e workshops  variados (*)

19:00 – Actuação do rancho folclórico de Sortelha

20:00Jantar convívio para todos os participantes e habitantes da aldeia

21:15 – Espectáculo musical com grupo “Velha Gaiteira”.

 





DIA 15-08-2012 (QUARTA-FEIRA )

9:30 – 12:00Ateliers e workshops variados (*)

14:00 – Paintball e tiro com arco (**)



(*) – Pintura, escultura, artes plásticas, pinturas faciais, lançamento de fogo, entre outros. Participação gratuita.

(**) – Inscrições até às 12h do próprio dia, 10€ por jogador (100 bolas), limite de inscrições a 48 participantes (apoio empresa Radical Lince, Lda – radicalince@gmail.com).

Contactos:

Rui Marques: 963173981

João Reis: 271388562

Susana João: 968658809



LOGOS

ORGANIZAÇÃO: Grupo de teatro Guardiões da Lua - Centro de convívio cultural e desportivo de Quarta-Feira




SINOPSES



SINOPSE DO ESPECTÁCULO “A vizinha do lado”:

O professor de moral Plácido Mesquita vem a Lisboa visitar o seu sobrinho Eduardo para o resgatar de uma vida condenável de maus vícios e encontra-o dividido entre a paixão pela sua vizinha do lado, a jovem Mariana, e a relação amorosa que mantém com Isabel Moreira, artista de variedades arrojada e muito determinada. O vizinho Saraiva e o porteiro Jerónimo contribuem para a confusão que se instala no prédio e contagia o professor, que vê o objectivo da sua viagem ser radicalmente alterado.



SINOPSE DO ESPECTÁCULO “Gato Sapato”:

Duas personagens inspiradas no universo cigano do leste, chegam e deambulam no espaço. Interagem com o público tentando vender artigos do mercado negro (relógios, telemóveis, cd's pirata, roupa contrafeita...). Viajam pelo teatro, música, acrobacia, clown, malabarismo com facas e manipulação de fogo. Um espectáculo muito interactivo, animado e completo.





SINOPSE DO ESPECTÁCULO "Os filhos do vento e da lua"



Uma família itinerante de ciganos chega a uma aldeia onde monta o acampamento para descontentamento dos habitantes locais. Apesar da má fama que têm e da rejeição, eles só querem sobreviver. Pedem esmola, fazem trabalhos em verga e também se vão apropriando, aqui e além do alheio, o que lhes traz problemas com os guardas Birra e Ramiro.

Entretanto a sonhadora filha Cármen, prometida ao cigano Rafael, quer deixar a vida de cigana e renega a sua raça fugindo com um rapaz, Henrique, filho do guarda Ramiro. Cármen é assim sujeita à severidade da guardiã dos costumes e tradições da raça cigana. No entanto esta situação trás para o presente histórias do passado até então desconhecidas.



SINOPSE DO ESPECTÁCULO “Velha Gaiteira”

Velha Gaiteira nasceu no Paúl com o intuito de divulgar a gaita de fole transmontana e as percussões tradicionais da Beira Baixa. É um projecto de raiz tradicional cujo repertório serve como homenagem a todas as velhas gaiteiras que mantêm viva a música enquanto veículo de comunicação e expressão cultural e identitária. Os seus temas originais partem deste universo rural e pastoril para um novo caminho desbravado todos os dias ao som da gaita, da caixa, do bombo, dos adufes, criando um novo estilo já denominado por Trance Rural Orgânico...




terça-feira, 17 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

Novos mordomos da comissão da Igreja da Quarta-Feira

Ontem, dia 7 de Julho de 2012 foram nomeados dois novos mordomos para a comissão da Igreja. Para tesoureiro foi nomeado o Antero "que não sei bem que é" e para assistente foi nomeado o Rui que é rapaz dedicado.

Casamento de Quartafeirense

Ontem, dia 7 de Junlho de 2012 casou-se em Lisboa a Vanessa, filha de Manuel Júlio e de Maria da Glória Leal, neta de Olívia Lourenço e José Leal. Parabéns e muitas felicidades.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Na Quarta-Feira já cheira a verão


Por aqui o calor já aperta, já se tiram batatas, ceifa-se o feno, tira-se o mel  e de um modo geral a azáfama dos trabalhos do campo  não para. De manhã bem cedo levanta-se o Ti Felismino, o Joaquim Gomes que toca o sino, o Ti João e outros e quando o dia nasce já estas gentes têm muito trabalho feito pelo que o calor não atrapalha muito, pois quando ele chega a sério, isto é, depois de almoço já são horas da sesta.
Estamos pois a entrar no ritmo do verão, pois já cá estão também alguns dos nossos emigrantes e não tarda vêm mais alguns que já é costume virem nesta altura.
Verão à maneira...já se sabe...é na Quarta-Feira.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Santos Populares

Dos Santos populares, aquele que tem para o povo da freguesia de Sortelha maior significado e consegue gerar ainda um certo entusiasmo é o São João.

Nos dias que o antecedem, era costume em Sortelha os rapazes espetarem um mastro no centro do largo de São Gens, o qual era revestido com rosmaninhos e outros adornos, como balões, bandeiras e recortes de papéis de fantasia, que davam ao mastro uma certa graça, fazendo lembrar o São João.

Nessa noite, os rapazes costumavam organizar o tradicional baile de São João, ao qual ocorria grande parte da população.

Por volta da meia-noite, deitava-se o fogo ao mastro e fazia-se aquilo a que as pessoas chamam o “sarnadoiro” ou “sarnadouro”, que consiste em saltar por cima das fogueiras enquanto os rosmaninhos ardem exalando no ar o seu agradável e característico perfume. Atualmente, dada a falta de gente jovem no nossa região, capaz de imprimir vida à noite de São João, por vezes em substituição do mastro fazem-se aqui e ali pequenas fogueiras que, dentro de uma certa crença, servem apenas para as pessoas se “sarnarem” acreditando que assim ficam livres de certas doenças.

Na Quarta-Feira, as pessoas ao saltarem as fogueiras, costumam entoar algumas rimas populares, que cada qual compõe no momento, usando talvez um pouco da sua veia poética, tais como:

Sarnar em Valhelhas

Saúde para as orelhas

Sarnar em Água Belas

Saúde p’ ras minhas canelas.

Etc. etc..



Para além destas rimas da autoria das pessoas que vão saltando, costumavam-se cantar algumas cantigas alusivas ao São João das quais se destacam as seguintes:

Ai repenica, repenica, repenica,

Ai São João a suar em bica.



Ai repapoila, repapoila, repapoila,

Arroz-doce p’rá minha caçoila.

Ai orvalheiras, orvalheiras, orvalheiras,

Viva o rancho das mulheres solteiras.

Ai orvalhadas, orvalhadas, orvalhadas,

Viva o rancho das mulheres casadas.



Se fores ao São João

Trazei-me um São Joãozinho,

Se não puderes com ele mais grande,

Trazei-me um mais pequenino.



S. João p’ra ver as moças

Fez uma fonte de prata,

Mas as moças não vão lá

 São João todo se mata.

Para animar mais a noite de festa, na Quarta-Feira era costume pendurar-se um cântaro de barro no cimo do mastro, dentro do qual era metido um gato tapado com rede, para não poder sair. Quando o fogo atingia o cordel que segurava o cântaro, este caía no chão e ao partir-se, o gato “assanhado” pelo barulho de alguns foguetes colocados no mastro, lançando no ar alguns “miaus”, fugia meio chamuscado, provocando o riso geral.

Com pequenas variações de umas anexas para as outras é assim, dum modo geral, que se celebravam e celebram as festas de São João na freguesia de Sortelha.

Relativamente ao São Pedro, embora não seja festejado actualmente, teve noutros tempos um papel de relevo nas mentes das gentes da freguesia de Sortelha, por estar ligado aos prazos de contratos estabelecidos entre patrões e criados.

Os contratos que fossem respeitantes ao ano todo ou apenas a alguns meses, terminavam quase sempre no dia de São Pedro, mesmo para os criados que estivessem vários anos na mesma casa.

Durante o período de contrato, os criados não tinham direito a pedir aumento de ordenado, mas logo que chegasse o dia de São Pedro, o criado podia pedir aumento e em caso de não chegar a acordo com o patrão, ficava livre para procurar outro.

Estes contratos eram sempre verbais, mas nem por isso tinham menos validade, pois salvo raras exceções, qualquer das partes respeitava integralmente o que tinha sido acordado.

Os criados que na véspera da feira de São Pedro, que ainda hoje se realiza no Sabugal, não chegassem a acordo com os patrões, nesse dia iam à feira, local onde os criados que tivessem deixado os patrões e os proprietários rurais que precisassem deles se encontravam para negociarem os seus contratos.

Alguns pastores, para serem identificados apresentavam-se a tocar flautas, consideradas instrumentos típicos da profissão e traziam às costas chocalhos e campainhas, “loiça” que era propriedade sua e por isso haviam retirado dos rebanhos dos anteriores patrões.

Os ganhões apresentavam-se com grandes varas, geralmente de castanho, freixo ou salgueiro, providas de picos na ponta , a que na Quarta-Feira se dá o nome de ferrão, consideradas emblemáticas daquela profissão.

A atestar a importância que o São Pedro tinha nas mentes das nossas gentes, relativamente aos contratos celebrados entre patrões e criados, está o facto ainda actual, de em jeito de brincadeira, se perguntar em véspera da feira à vizinha ou pessoa de relação corrente, se está contente com o patrão ou se vai ao São Pedro para “arranjar” outro novo e o mesmo se pergunta também aos homens se vão ou não mudar de patroa.

A resposta é geralmente esta ou outra semelhante: - Já pensei em mudar mas tenho medo de ficar pior.




segunda-feira, 11 de junho de 2012

Provérbios do mês de Junho

          ·  Junho calmoso, ano famoso.
· Junho chuvoso, ano perigoso.
· Junho dorme-se sobre o punho.
· Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
· Junho não dá nada; mata a fome com a cevada.
· Junho quente, Julho ardente.
· Junho, foicinha em punho.
· Lavra pelo S. João e terás palha e pão.
· Pelo S. João a sardinha pinga no pão.
· Pelo S. João deve o milho cobrir o chão.
· Pintos de S. João pela Páscoa ovos dão.
· Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
· Sol de Junho amadura tudo.
· Sol de Junho madruga muito.
· Um bom madeiro pelo S. João há-de ter boa aceitação.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mais um descendente da Quarta-Feira

Hoje, dia 7 de Junho em Almada nasceu o menino Dinis filho de José Carlos Costa Gonçalves e de Ana, neto de Orinda e Fernando Gonçalves.
Felicidades ao bebé e parabéns aos pais e avós.