domingo, 23 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Procissão de São Martinho ( Em Sortelha )
No dia de São Martinho, os rapazes novos e os homens amigos da paródia passavam pelas ruas principais da terra levando um burro com um pipo de vinho no lombo, seguro entre duas faixas de palha.
O pipo tinha a torneira virada para trás, sobre o rabo do burro. De vez em quando paravam ( sobretudo em frente à casa dos maiores consumidores de vinho) bebiam, enalteciam as virtudes do vinho e dos bêbados mais afamados da terra e convidavam quem parava para ver e para beber.
Para o efeito diziam:
Queres vinho?
Vai tirá-lo ao rabo do burro!...
A paródia prosseguia até que esgotassem o vinho.
sábado, 15 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
“ Este ano temos que beber “munta” água”
Quem o diz é Joaquim Gomes, homem entendido no vinho e na
vinha.
O saber empírico, isto é, o saber de experiência feito
permite tirar ilações que a própria ciência, muitas vezes, não consegue
explicar.
Segundo a opinião deste homem, este ano será sim um ano de
vinho mas não aqui, pois na Quarta-Feira, as uvas , devido às condições
climatéricas, não se desenvolveram como é costume, contudo sempre irá dar para
encher as pipas mais pequenas e para fazer umas litradas de bagaço nas
tradicionais caldeiras que são sempre um motivo para uns serões animados com
uns figos secos pelo meio para dar vida e forma a uma tradição tão antiga cuja
origem já se perde na nossa memória.
Pelo sim pelo não o melhor, este ano, é aceitar mesmo os
conselhos de quem entende e neste caso o Joaquim Gomes aconselha beber “munta
água” que pelo menos para beber ainda não falta.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O que diz a imprensa sobre a emigração: "Emigrantes criticam o custo de vida em Portugal" -
Emigrantes não sabem como se consegue viver cá
Já Vítor adora vir a Portugal. Mas também não pensa voltar para cá em definitivo. “Não. É lá que trabalho, ganho bem, tenho uma vida boa e cá, da maneira que isto está…. De certeza que não volto. Venho cá em Agosto ver a malta”.
Francisco está radicado na Suíça. Também já se reformou, tem dois filhos lá, que já estão “bem empregados” e por isso, vai também manter-se por lá, apesar de ter algum património na sua aldeia, no concelho da Covilhã. “Tenho uma casa e um apartamento. A casa é para mim, quando cá venho no Verão. E o apartamento foi uma maneira de empregar algum dinheiro que lá ganhei. Está alugada” afirma. Aos 67 anos, ainda equaciona a hipótese de um dia “vir de todo” mas “só quando já for mesmo velhinho. Antes não” assegura.
“A vida cá é muito cara”
Já Mário Batista, 63 anos, natural da Erada, concelho da Covilhã, ainda tem ideia de regressar, um dia, à sua terra natal. “Penso em voltar, um dia a Portugal. Mas só quando já for muito cansativo andar a fazer viagens de França para cá “ assegura.
Muito comunicativo, Mário explica-nos como começou a sua aventura por terras gaulesas. “Fui de assalto, em 1967. Andei nove horas para lá chegar. Era muito difícil, passei vários obstáculos. Tinha apenas 18 anos, nunca tinha saído de casa sozinho, fui para junto de gente que não conhecia, uma língua estrangeira, mas só lá estive dois meses sem trabalhar. A 1 de Abril desse ano comecei a trabalhar numa empresa à qual estive sempre ligado e posso dizer que nunca conheci o desemprego” assegura. Mário foi funcionário de uma empresa de construção civil, que se dedicava a obras públicas, na qual esteve até Abril deste ano. Agora está já reformado. “Cheguei a ser o encarregado geral” afirma, orgulhoso. Todos os anos regressa à Erada, no Verão. “Agora tenho mais tempo, é possível que venha mais vezes” afirma. A sua estada em França, na zona de Paris, apenas foi interrompida em 1970, quando teve que regressar para efectuar o serviço militar. “Fui para o Ultramar. Andei 24 meses na Guiné. Foi nessa altura que conheci a minha esposa” afirma. Do casamento, com uma jovem de Cortes do Meio, nasceram dois filhos, um rapaz e uma rapariga, que apesar de terem nascido em França, também eles vêm todos os anos à Erada. “Sim, costumam vir. Mas a vida deles é lá” afirma Mário.
Sobre o País que cá encontrou, Mário diz que vê muita gente, em centros comerciais, “mas só a ver. Comprar, nem por isso. Não se pode. A vida cá é muito cara. Não sei como é que as pessoas conseguem aqui viver. É preciso mesmo muita ginástica”
Andam aí, um pouco por todo lado. Facilmente reconhecidos, com as t’shirts Nike ou Adidas, a camisola do Cristiano Ronaldo ou chapéu na cabeça, ostentando carros topo de gama, com música em altos sons, e com a bandeira nacional estampada nos vidros. Falamos dos emigrantes, que neste mês de Agosto, que está a chegar ao fim, deram vida a muitas vilas e aldeias da Beira Interior, algumas delas desertificadas É o chamado “Querido mês de Agosto”, já imortalizado em filme, que faz com que, nesta época do ano, em algumas terras duplique a população. Mas só mesmo nesta altura, porque de futuro, muitos dizem não querer voltar.
É o caso de Maria José. Aos 58 anos, e à beira de se reformar, já não pensa num regresso a casa, no concelho da Covilhã. Casada, com um filho, já tem dois netos e, afirma “a minha casa é lá, não é aqui. Aqui não tenho nada”. Já chegou a ter. Construiu uma moradia que, passados alguns anos, acabou por vender, já que, para passar uns dias de férias, no Verão, “ a casa da minha mãe basta”. A opção foi realizar dinheiro para, sim, fazer uma casa no sul de França. “É por lá que acabarei os últimos dias da minha vida. Tenho lá o filho, os netos, e eles nunca de lá virão, apesar de também virem cá passar uns dias de férias”. Até porque não vê vantagens algumas num regresso. “Então, cá é tudo tão caro…. Impostos, luz, água, as mercearias, os carros, fogo, sei lá. Pelo que vejo, lá vivemos melhor. Ganhamos mais e o custo de vida não é tão grande”. O filho ainda fala português, embora esteja casado com uma cidadã francesa. Já os netos, não falam, mas percebem tudo. “É sempre bom que pelo menos percebam a nossa língua. Em casa vamos falando para eles também aprenderem” frisa.Já Vítor adora vir a Portugal. Mas também não pensa voltar para cá em definitivo. “Não. É lá que trabalho, ganho bem, tenho uma vida boa e cá, da maneira que isto está…. De certeza que não volto. Venho cá em Agosto ver a malta”.
Francisco está radicado na Suíça. Também já se reformou, tem dois filhos lá, que já estão “bem empregados” e por isso, vai também manter-se por lá, apesar de ter algum património na sua aldeia, no concelho da Covilhã. “Tenho uma casa e um apartamento. A casa é para mim, quando cá venho no Verão. E o apartamento foi uma maneira de empregar algum dinheiro que lá ganhei. Está alugada” afirma. Aos 67 anos, ainda equaciona a hipótese de um dia “vir de todo” mas “só quando já for mesmo velhinho. Antes não” assegura.
“A vida cá é muito cara”
Já Mário Batista, 63 anos, natural da Erada, concelho da Covilhã, ainda tem ideia de regressar, um dia, à sua terra natal. “Penso em voltar, um dia a Portugal. Mas só quando já for muito cansativo andar a fazer viagens de França para cá “ assegura.
Muito comunicativo, Mário explica-nos como começou a sua aventura por terras gaulesas. “Fui de assalto, em 1967. Andei nove horas para lá chegar. Era muito difícil, passei vários obstáculos. Tinha apenas 18 anos, nunca tinha saído de casa sozinho, fui para junto de gente que não conhecia, uma língua estrangeira, mas só lá estive dois meses sem trabalhar. A 1 de Abril desse ano comecei a trabalhar numa empresa à qual estive sempre ligado e posso dizer que nunca conheci o desemprego” assegura. Mário foi funcionário de uma empresa de construção civil, que se dedicava a obras públicas, na qual esteve até Abril deste ano. Agora está já reformado. “Cheguei a ser o encarregado geral” afirma, orgulhoso. Todos os anos regressa à Erada, no Verão. “Agora tenho mais tempo, é possível que venha mais vezes” afirma. A sua estada em França, na zona de Paris, apenas foi interrompida em 1970, quando teve que regressar para efectuar o serviço militar. “Fui para o Ultramar. Andei 24 meses na Guiné. Foi nessa altura que conheci a minha esposa” afirma. Do casamento, com uma jovem de Cortes do Meio, nasceram dois filhos, um rapaz e uma rapariga, que apesar de terem nascido em França, também eles vêm todos os anos à Erada. “Sim, costumam vir. Mas a vida deles é lá” afirma Mário.
Sobre o País que cá encontrou, Mário diz que vê muita gente, em centros comerciais, “mas só a ver. Comprar, nem por isso. Não se pode. A vida cá é muito cara. Não sei como é que as pessoas conseguem aqui viver. É preciso mesmo muita ginástica”
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Festa de Nossa Senhora do Desterro 2013
A festa de Nossa Senhora do Desterro no próximo ano será nos dias 10,11 e 12 de Agosto. No sábado a procissão de velas será às 20 horas e no domingo a missa que será seguida de procissão será às 15:30.
Ainda faltam uns dias para a festa mas assim os Quartafeirenses já podem marcar férias de forma a estarem prensentes neste evento que, na nossa aldeia, só acontece de três em três anos e que é sempre um bom motivo para o reencontro e para o reviver de emoções que faz tão bem aos nossos corações...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Faleceu a Senhora Olívia Lourenço Leal
Hoje dia 20 de Agosto faleceu a Srª Olívia Lourenço Leal de 76 anos de idade. Paz à sua alma.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Balanço Final dos Dias da Lua
Agosto já vai a meio e os Dias da Lua já terminaram. Assim
tem sido e que assim continue a ser, pois os Dias da Lua na nossa aldeia são já
um evento de referência que cada vez mais suscita interesse de moradores,
emigrantes e de todos aqueles que por qualquer motivo têm alguma afinidade com
a Quarta-Feira.
À semelhança de outros anos, houve atividades variadas, tais
como pintura, escultura, acampamento no parque de merendas e outras, mas além
destas atividades, este ano houve algo de diferente que foi o intercâmbio
cultural entre a Quarta-Feira e Sortelha, o que foi sem dúvida positivo e
benéfico para ambas as aldeias, pois a nossa Quarta-Feira levou a Sortelha o
teatro e a escultura e Sortelha retribuiu com um espetáculo do seu rancho folclórico
que o “nosso povo” tanto aprecia uma vez que reflete uma forma de vida do
passado, do presente e que a história se irá encarregar de transportar para o
futuro.
Este intercâmbio foi bem salutar, pois para além do ambiente e
da vida que imprimiu a estas duas aldeias contribuiu também para esbater uma
velha rivalidade que vem de tempos muito remotos e que de geração em geração
foi passando mas que não tem, em boa verdade, qualquer fundamento, pelo que não
faz sentido continuar a alimentar tão ancestrais divergências que jamais em
tempo algum deviam ter existido.
Os Dias da Lua 2012 permitiram também o reencontro de velhos
amigos, pois este ano o jantar convívio no Largo da Escola foi também um
verdadeiro sucesso em que o porco no espeto foi o prato principal e as
deliciosas sobremesas eram mais que muitas.
Mais uma vez ficou provado que o povo da Quarta-Feira é único
, é acolhedor, tem tradições e quando se junta é como que uma família que se reúne
em que a casa é a Quarta-Feira e os filhos são o povo que unido já mais será
vencido.
domingo, 12 de agosto de 2012
Peditório para a festa de 2013
Hoje deia 12 de Agosto foi feito o peditório para a festa de
Nossa Senhora do Desterro de 2013. Os mordomos já levavam o saco "meio cheio". Esperemos que a festa seja um sucesso...
Casamento de Quartafeirense
Ontem dia 11 de Agosto casou-se em Sortelha Eden e Raul, ela é filha de Jesuino Morgado e Gracelina, neta de José António e Vitorina Maria. A cerimónia decorreu à boa maneira portuguesa, com requinte em todos os aspetos.
Que a vida lhes traga as maiores felicidades e que Deus lhes conceda muitos anos de vida.
Parabéns.
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