No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.
Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.
Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.
Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O São Martinho está a chegar
O São Martinho está a chegar à Quarta-Feira e o vinho está a ficar à maneira...
O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro.
Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono.
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um dia um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De reprente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do Verão anterior.
Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.
Provérbios de São Martinho
O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro.
Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono.
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um dia um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De reprente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do Verão anterior.
Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.
Provérbios de São Martinho
- Por S. Martinho semeia fava e o linho.
- Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
- No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
- No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
- Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Descobriu-se agora o significado da palavra P.O.R.T.U.G.A.L.:
País Onde Roubar, Tirar, Usurpar, Gamar e Aldrabar, é Legal !!!!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Os "Tartulhos"
Que na Quarta-Feira qualquer estação é boa já todos sabemos
mas os sítios onde nascem os “tartulhos” é que nem todos sabem.
Os tartulhos são pois um “fruto” de outono que na Quarta-Feira
há com alguma abundância logo que chegam as primeiras chuvas outonais e
apanhá-los é algo divertido e, para quem gosta, comê-los ainda é melhor.
Tartulho assado na brasa com um “cainatchinha” de pão centeio
e um copinho de vinho da Quarta-Feira é de facto um sabor único que nem todos
podem ter o privilégio de provar, pois não é em todas as terras que há
tartulhos e mesmo que os haja é necessário saber encontra-los.
Pois bem, aqui no nosso cantinho há muito deste material e
mesmo que não se encontrem facilmente há sempre um vizinho que oferece alguns
para a prova.
Com as chuvas que já caíram certamente que há muitos e bons,
por isso vamos a eles por esses quintais a dentro…
Se o Gaspar ouve lá por Lisboa que os tartulhos são coisa boa
ainda nos vai inventar mais um imposto a pagar por cada tartulho que cada um
apanhar…por isso o melhor é comer e calar…
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Mais um poema para a nossa "querida"... Quarta-Feira
Dá sentido à minha vida
Ter nascido na Quarta-Feira
Aldeia por mim tão querida
Doce aldeia, minha terra tão solheira
Na Quinta Velha ou Quinta Nova
Nos Pessegueiros ou na Cascalheira
No Cabecinho ou nas Barreiras
É tudo gente hospitaleira
Que tem valor e boas maneiras
A Quarta-Feira tem oliveiras
Tem frescura e muito pão
Aldeia das beiras
Que nos enche o coração
Ditados populares de Outubro
“Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.”
“Outubro quente traz o diabo no ventre.”
“Em Outubro, o lume já é amigo.”
“Se queres alho cruzado, semeia-o no mês de Outubro.”
“Em Outubro não fies só lã; recolhe o teu milho e o teu feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.”
“Em Outubro meu trigo cubro.”
“Em Outubro semeia e cria, terás alegria.”
“Em Outubro paga tudo e recolhe tudo.”
“Logo que Outubro venha, procura lenha.”
“Em Outubro recolhe tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”
“Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.”
“Em Outubro pega tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”
“Em Outubro, o fogo ao rubro.”
“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”
“Outubro suão, negaças de Verão.”
“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”
“Em Outubro, o fogo ao rubro.”
“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”
“Outubro suão, negaças de Verão.”
“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A roupa de andar à cote
Na Quarta-Feira ainda há roupa de andar à cote, coisa que nas
cidades já não existe.
A roupa de andar à cote é o nome que à boa moda
Quartafeirense denomina a roupa que vai ficando mais usada mas que ainda é boa
para usar nas lides domésticas e nos trabalhos do campo.
A roupa de andar à cote é pois uma expressão usada na
Quarta-Feira que está bem enraizada no nosso vocabulário e que para nós
Quartafeirenses é normal, no entanto, fora da Quarta-Feira são poucos os que
conhecem a expressão.
Na Quarta-Feira havia e continua a haver roupa de andar à
cote e roupa dos domingos, ao contrário dos meios urbanos em que está tudo no mesmo
saco e tanto faz ser dia de semana, como sábado ou domingo que os costumes são
sempre os mesmos e as rotinas em nada se diferenciam ao longo da semana.
Vestir roupa de andar à cote é bom , pois é sinal que se está
na Quarta-Feira e não é preciso roupa que nem sequer se pode sujar porque parece
mal e é incómodo.
Aqui nada fica mal, nada é feio e qualquer Quartafeirense tem
uma identidade própria, é mais respeitado e mais reconhecido com uma simples
roupa de andar à cote do que qualquer pessoa perdida na multidão de uma cidade
caminhando “sozinha por entre a gente” com a melhor roupa que ninguém repara
nela e não marca qualquer diferença, pois afinal nesses meios a roupa é toda
nova, toda igual e tudo é normal.
Haja roupa de andar à cote que afinal essa é que não parece
mal.
domingo, 7 de outubro de 2012
Batizado de mais uma menina cá da terra
Ontem dia 6 de Outubro foi batizada a menina Ariana Gonçalves, filha de Firmino Gonçalves e de Elsa Guerra, neta de José e Joaquina Gonçalves.
Felecidades para a menina, papás e avós.
Felecidades para a menina, papás e avós.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Os serões de antigamente
Para contar ao pormenor não será fácil porque todos sabem que
“cá o rapaz” não é propriamente do tempo dos verdadeiros serões à moda antiga,
apesar de ter já ouvido contar muitas vezes, a várias pessoas da Quarta-Feira,
recordações de outros tempos, de forma nostálgica, o quão agradáveis eram os
tais serões que hoje, infelizmente, devido a condicionalismos vários já não se
praticam.
Seria pois necessário recuar bastante no tempo, por volta dos
anos cinquenta, sessenta ou setenta para podermos compreender como eram na
realidade os serões Quartafeirenses daquela época.
Tudo começava depois de jantar, após mais um dia cansativo
nas lides do campo.
Os vizinhos reuniam-se na casa uns dos outros à volta da
lareira nas frias noites de Inverno, onde à luz da candeia completavam tarefas
que à luz do dia não foi possível realizar.
As mulheres fiavam a lã, o linho ou remendavam e faziam
algumas roupas como camisolas de lã, meias e outras. Os homens entretinham-se
com o tradicional jogo de cartas, falavam do tempo, das colheitas ou das
sementeiras e muitas vezes planeavam-se trabalhos para o dia seguinte. As
raparigas passavam o tempo a fazer renda ou a bordar, a pensar no enxoval enquanto
ao lume se assavam umas castanhas que antigamente havia em abundância na
Quarta-Feira.
Chegada a hora de ir embora, cada um pegava nos seus
agasalhos e com votos de boa noite e um até amanhã regressavam a casa.
Segundo se conta na Quarta-Feira, um famoso lugar de serões
era na loja da casa que hoje é do Ti Manuel Marques e da Ti Prudência.
Era lindo, era salutar e deixaram saudades os serões vividos
e contados à luz da candeia.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Mais uma dedicatória à nossa Quarta-Feira
Quarta-Feira tão linda e tão bela
És das aldeias a mais singela
Gente boa não te falta
Já diziam os meus avós
Oh quem dera que houvesse mais
Povos como nós
És das aldeias a mais singela
Gente boa não te falta
Já diziam os meus avós
Oh quem dera que houvesse mais
Povos como nós
É Povo
trabalhador
Que ao trabalho tem amor
E odeia toda a preguiça
Trabalha toda a semana
Mas ao domingo deixa a cama
Para ir à Santa Missa
Que ao trabalho tem amor
E odeia toda a preguiça
Trabalha toda a semana
Mas ao domingo deixa a cama
Para ir à Santa Missa
Situada em
frente à Serra
Que toda a gente conhece
Como Serra da Estrela
Só quem já a visitou
É que pode confirmar
O elogio que faço dela
Que toda a gente conhece
Como Serra da Estrela
Só quem já a visitou
É que pode confirmar
O elogio que faço dela
Tem vinho e
muito azeite
O nascente na Ladeira
Não é novidade nenhuma
Pois cantava assim na Quarta-Feira
O grande Ti Luís Cunha
O nascente na Ladeira
Não é novidade nenhuma
Pois cantava assim na Quarta-Feira
O grande Ti Luís Cunha
Quem no
verão por aqui passa
Encontra-lhe tanta graça
Que até se lhe houve dizer
Oh que linda é esta terra
Situada cá na Serra
Quem me dera cá viver
Encontra-lhe tanta graça
Que até se lhe houve dizer
Oh que linda é esta terra
Situada cá na Serra
Quem me dera cá viver
Quem a quiser visitar
Basta apenas por aqui passar
E verá que mete cobiça
De certeza que vai adorar
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A Sensação de Sexta-Feira versus Domingo à tarde
Depois de uma semana de trabalho “árduo” e à medida que a
sexta-feira e o fim de semana se aproxima as nossas mentes vão ficando com uma
predisposição diferente, isto é fica-se mais bem disposto, mais motivado e com
uma vontade enorme que a hora de saída chegue o mais rápido possível, pois
afinal o descanso está a chegar e a Quarta-Feira a aguardar por aqueles que no
fim de semana a vão visitar.
Voltar à Quarta-Feira depois de uma semana de trabalho é sem
dúvida a melhor maneira de recarregar baterias para a semana seguinte, pois
aqui, como diz a juventude “não há stress” ou “tá-se bem”, aqui a liberdade é
plena uma vez que cada um pode fazer do tempo aquilo que bem lhe apetecer, como
ir ao café, fazer uma caminhada, andar de bicicleta ou de mota, ir à lenha,
cuidar dos campos ou simplesmente dormir se for essa a vontade porque aqui não
há absolutamente nada que incomode, antes pelo contrário, na Quarta-Feira ainda
há algumas cabrinhas e ovelhas que com os seus guizos ajudam a embalar aqueles
que querem relaxar.
A sensação de regressar sexta-feira à Quarta-Feira, respirar
o ar puro, rever as nossas gentes, ver como estão as plantas, sentir os cheiros
de cada estação, são tudo emoções que em tudo contrastam com as de domingo à
tarde em que o fim de semana está a terminar e a segunda-feira a chegar com
todas as rotinas que muitas vezes pouco ou nada apetecem mas que têm
inevitavelmente de ser cumpridas.
Na Quarta-Feira o tempo é mais veloz, pois aqui o tempo passa
a voar e rapidamente se esgota o fim de semana ou as férias, pelo menos é uma
opinião partilhada por muitos dos nossos emigrantes ou por outros que aqui vêm
com alguma regularidade, ao passo que noutros locais, especialmente nos sítios
em que trabalhamos, o tempo corre mas é devagar parecendo mesmo que o tempo
está a parar ou que não quer andar.
domingo, 23 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Procissão de São Martinho ( Em Sortelha )
No dia de São Martinho, os rapazes novos e os homens amigos da paródia passavam pelas ruas principais da terra levando um burro com um pipo de vinho no lombo, seguro entre duas faixas de palha.
O pipo tinha a torneira virada para trás, sobre o rabo do burro. De vez em quando paravam ( sobretudo em frente à casa dos maiores consumidores de vinho) bebiam, enalteciam as virtudes do vinho e dos bêbados mais afamados da terra e convidavam quem parava para ver e para beber.
Para o efeito diziam:
Queres vinho?
Vai tirá-lo ao rabo do burro!...
A paródia prosseguia até que esgotassem o vinho.
sábado, 15 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
“ Este ano temos que beber “munta” água”
Quem o diz é Joaquim Gomes, homem entendido no vinho e na
vinha.
O saber empírico, isto é, o saber de experiência feito
permite tirar ilações que a própria ciência, muitas vezes, não consegue
explicar.
Segundo a opinião deste homem, este ano será sim um ano de
vinho mas não aqui, pois na Quarta-Feira, as uvas , devido às condições
climatéricas, não se desenvolveram como é costume, contudo sempre irá dar para
encher as pipas mais pequenas e para fazer umas litradas de bagaço nas
tradicionais caldeiras que são sempre um motivo para uns serões animados com
uns figos secos pelo meio para dar vida e forma a uma tradição tão antiga cuja
origem já se perde na nossa memória.
Pelo sim pelo não o melhor, este ano, é aceitar mesmo os
conselhos de quem entende e neste caso o Joaquim Gomes aconselha beber “munta
água” que pelo menos para beber ainda não falta.
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