segunda-feira, 7 de maio de 2012
Proverbios do mês de Maio
Sol de Maio e boa terra, fazem melhor gado que o pastor mais afamado
A melhor cepa, Maio a deita.
Maio claro e ventoso, faz o ano rendoso.
Maio couveiro, não é vinhateiro.
Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
Maio jardineiro, enche o celeiro.
Maio pardo, faz o pão grado.
Maio que não der trovoada, não dá coisa estimada.
Em Maio, comem-se cerejas ao borralho.
Mês de Maio, mês das flores, mês de Maria, mês dos amores.
Quando em Maio não troa (troveja) , não é ano de broa
Em Maio verás, a água com que regarás
Maio serôdio ou temporão, espiga o grão
Favas, Maio as dá, Maio as leva.
Maio hortelão, muita palha, pouco pão.
domingo, 6 de maio de 2012
Dia da Mãe
Hoje dia 6 de Maio comemora-se o Dia da Mãe com o objetivo de
homenagear todas as progenitoras.
Porque todas as mães são especiais e principalmente as da
Quarta-Feira, aqui ficam, para todas as mães Quartafeirenses, os votos de um
bom dia e um poema dedicado a elas.
Mãe, se fosses uma cor
Serias verde como a
natureza,
Serias brilhante como o
Sol,
Serias vermelha como o amor.
Mãe, se fosses um fruto
Serias saborosa como o
morango,
Serias doce como a melancia,
Serias perfumada como um
pêssego.
Mãe, se fosses um nome
Serias calor que me
aconchega,
Serias alegria que me faz
crescer,
Serias paciência para me
aturar.
Mãe, se fosses um perfume
Serias intensa como rosas,
Serias tímida como as
violetas,
Serias suave como o acordar da
natureza.
Mãe, se fosses vida
Serias o ar que eu
respiro!
Serias o alimento que me faz
crescer!
Serias tudo para mim!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Jogo dos Compadres
Durante a Quaresma um rapaz e uma rapariga, de comum acordo,
entrelaçavam os dedos da mão direita e diziam:
Enganchar,
enganchar
Até ao dia
do afolar
Quando eu te
vir
Hei-de te
mandar rezar.
Deste modo ficavam compadres e acordavam ( contratavam ) que,
até à véspera do dia de Páscoa, o primeiro que visse o outro, o “mandava rezar”
um “Padre Nosso” e uma Avé-Maria.
Quando estabeleciam o
contrato diziam logo que debaixo de telha não valia, por isso, alguns de
espirito mais imaginativo e mais brincalhões, traziam sempre um caco de telha
no bolso, para colocarem na cabeça quando viam o respectivo compadre, para que
o não pudessem mandar rezar.
O que no último dia fosse descoberto pelo outro fora de casa
e fosse mandado rezar, obrigava-se a dar amêndoas ao compadre ou comadre, indo
comprá-las a Sortelha, à Festa de Santo Antão ou à Senhora da Póvoa.
As raparigas nesse dia evitavam sair de casa, para não serem
vistas, enquanto os rapazes eram mais fáceis de encontrar na rua, por isso na
maior parte das vezes perdiam.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Corridas de Burros
No segundo dia das festas, após os
festejos religiosos, era costume há alguns anos organizarem corridas de burros,
por não haver outras distracções.
Chegavam a participar 10 ou 12 burros.
Chegavam a participar 10 ou 12 burros.
Os concorrentes, montados em burros,
partiam de um local pré-estabelecido, davam uma volta por várias ruas da povoação
e voltavam ao ponto de partida, sendo vencedor o que aí chegasse em primeiro
lugar.
Era uma prova de competição, através
da qual os rapazes e homens mais amigos da paródia demonstravam a sua perícia
na condução dos burros.
Mas, além disso, a corrida era um
divertimento coletivo, dadas as situações engraçadas que provinham da dificuldade
em fazer entender aos animais o percurso que deviam seguir e a velocidade
pretendida. Deste modo, quando um animal não queria correr ou o fazia por
qualquer atalho mais conhecido, tais peripécias geravam a hilaridade geral,
comentários à inteligência asinina e à inabilidade dos jovens ginetes.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
A Grande Festa de Santo Antão
Hoje dia 16 de Abril realiza-se em Sortelha a festa de Santo
Antão, a festa de maior relevo na freguesia.
Todos os residentes e muitos outros que aqui têm as suas
raízes, embora morando fora, e até mesmo habitantes das aldeias vizinhas, fazem
questão de estar presentes na festa de Santo Antão.
Logo pela manhã, com a chegada da banda de música, tem início
a festa com a famosa alvorada de fogo de artifício. Terminada a alvorada, é a
vez da banda, com os seus elementos devidamente fardados, como é da praxe entre
as filarmónicas, dar o primeiro concerto tocando o chamado “toque da alvorada”.
Seguidamente, a banda, acompanhada por alguns populares, que marcham ao ritmo
da música, dá voltas às principais ruas da aldeia, ensaiando toques festivos como
que a “espicaçar” as pessoas para o dia que acaba de despertar e que promete
ser de verdadeira festa.
Terminada a volta pelas ruas, os músicos, levados pelos
mordomos, vão tomar o café que, nesse dia, outra coisa não é senão uma
refeição, para que, no dizer de alguns, eles possam soprar os seus instrumentos
com forças redobradas.
Por volta do meio dia começa a celebração religiosa, que é a
mola mestra de toda a festividade. A cerimónia inicia-se com uma longa e
demorada procissão que percorre as ruas da Vila e depois prossegue pelo
Arrabalde, indo dar a volta a uma pequena capela, chamada de Santa Catarina,
após o que regressa à Igreja Paroquial, onde seguidamente tem início a
celebração da Santa Missa.
Esta missa é celebrada pelo pároco da freguesia, coadjuvado
por dois sacerdotes, um dos quais faz o Sermão, enaltecendo as qualidades do
Santo Padroeiro, Stº Antão. No final da missa, logo as pessoas comentam cá fora
no adro da igreja as qualidades oratórias do sacerdote pregador: uns dizem que
o pregador era tão bom que “até fez chorar as mulheres”, outros dizem que “falou
muito bem” e outros ainda, em resposta aos
que dizem que falou bem afirmam: “ se fosse o pastor cá da terra a falar assim
é que era admiração, agora o senhor padre não admira nada”.
Com esta frase e outras de idêntico teor, fica bem
demonstrado o juízo de valor que se faz do padre, ele é o homem que sabe, isto
explica em parte o modo de viver e sentir desta gente e a sua afeição pelas
práticas religiosas e respeito pelo sagrado.
Antigamente, há trinta ou quarenta anos, os lavradores, não
só de Sortelha mas também de todas as anexas, tinham o costume de enfeitarem os
animais, sobretudo bovinos e ovinos e com eles participavam na festa,
integrando-se na procissão, para que o Sto. Antão, padroeiro dos lavradores,
lhes desse a protecção para os seus gados.
No momento oportuno, alguns pastores, correndo em frente dos
rebanhos, faziam, segundo contam os mais antigos, um cerco à capela de Santa
Catarina com os rebanhos, colocando as ovelhas a correr umas atrás das outras.
O pastor começava a correr na frente das ovelhas em volta da capela e logo que
ele atingia as que seguiam na cauda do rebanho, estava fechado o cerco e nesse
momento ele retirava-se para trás de alguém e as ovelhas, assim, corriam
ininterruptamente umas atrás das outras até que o pastor se colocasse de novo
no meio delas e lhes interrompesse a marcha.
Os lavradores que se deslocavam das aldeias anexas e das
quintas, faziam-no muitas vezes em carros de bois e carroças, as quais
enfeitavam com ramos de flores da época.
Alusivas a este facto apareceram algumas quadras que o povo
canta ao Stº Antão, entre as quais se destaca a seguinte:
“ Viva o
nosso Santo Antão
Qu’ é o rei
dos lavradores
Levam carros
e carroças
Carregadinhos
de fe..lores
Esta festa é, sem dúvida, a de maior importância na freguesia
de Sortelha. O facto de a gente desta região se dedicar à agricultura e dado
que o Sto Antão é o padroeiro dos agricultores, explica a razão da importância
dada a esta festa. O Santo que é representado encostado a um cajado, junto à
parte inferior do qual está um leitão, explica a razão pela qual muitas pessoas
prometem ao Santo Antão uma chouriça se, durante o ano tiverem sorte com o
suíno que criam para a matança. Havia
quem prometesse uma “tchouriça” da medida do pescoço do “marrano” e por isso,
no dia da matança mediam à volta do pescoço do bicho para poderem fazer uma
mesmo à media.
Relacionado com o facto de Stº Antão ser representado com o
leitão junto a ele, está o aparecimento de alguns versos como este:
Ó dim dim
Ó dim dim
Ó dim dão
Vivó nosso
Stº Antão
Mais abaixo
mais acima
Mais abixo
tem um leitão.
Para mostrar a sua fé, e às vezes por uma questão de brio
pessoal, o povo primava até poucos anos nas ofertas que dava ao seu padroeiro. As
ofertas compunham-se de grandes
tabuleiros, às vezes tampas de arcas, por serem de maior dimensão, repletas de
alimentos: cabritos, leitões, borregos, vinhos, doces, filhós, frutas, bebidas
várias, etc
Havia também o hábito de colocar no meio da oferta um ramo de
árvore enfeitado, no qual eram colocadas também algumas notas. Este hábito
foi-se perdendo, dado que as ofertas, numa boa parte das vezes, não tinham
compradores por parte do público, pois os que lá moravam não as arrematavam e
os que vinham de fora não queriam gastar tanto dinheiro.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Jogo do Vintém
Trata-se de um jogo de lançamento de moedas para uma
superfície de madeira, que em muitas localidades da Beira tem o nome de raiola,
raioula ou arraioula.
Jogava-se nas tardes de domingo ou à noite, na taberna do Ti
Ildefonso.
As moedas, os vinténs, previamente picadas com um cinzel,
ficando os respetivos bordos com incisões e irregularidades que as faziam
segurar na madeira, eram lançadas para um dos bancos da taberna ou para uma
tábua.
O objetivo do vintém, jogado em termos individuais ou
coletivos, por homens e rapazes mais velhos, era colocar a moeda sobre a raia
transversal desenhada na superfície de jogo ou o mais próximo possível.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Caminho velho que vai continuar a ser velho
Porque os tempos são de crise, a Troika anda por aí e ontem foi dia 1 de Abril o caminho velho ainda não será desta que vai ser alcatroado. Contudo é preciso é não desanimar porque novas eleições eleitorais virão e então nessa altura sim...vai ser mais uma vez uma promessa que talvez um dia seja mesmo uma realidade...
domingo, 1 de abril de 2012
Caminho velho que vai ser caminho novo
Segundo fontes da Câmara municipal do
Sabugal o caminho velho entre Quarta-Feira e Sortelha vai ser alargado e
alcatroado já no próximo mês de Maio. A obra terá um custo total bastante
elevado no entanto ainda não é conhecido o montante. A empresa que ganhou o
concurso para execução dos trabalhos será, segundo a mesma fonte, uma empresa
da região.
Esperemos que os trabalhos sejam breves, pois esta é uma obra pela qual o povo da Quarta-Feira muito tem esperado.
Esperemos que os trabalhos sejam breves, pois esta é uma obra pela qual o povo da Quarta-Feira muito tem esperado.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Na Nossa Aldeia...
Na Quarta-Feira o clima é de
autêntico verão, pois as temperaturas são elevadas para a época, o céu não tem
nuvens e a chuva então, é que não dá sinal, apesar de todos falarem nela e
estarem de acordo que faz cá falta, pois a agricultura sem chuva não é fácil e
não é produtiva.
Mas nem só o tempo quente faz lembrar
o verão, pois também cá estão alguns dos nossos amigos emigrantes que
habitualmente vêm nos meses de Julho e Agosto, pois a saudade abre-lhes o
apetite e o longe parece-lhes perto e cá estão o Manuel Firmino, o Joaquim e a
Alice, a Mercês e o Caetano e ao que parece o Ilídio do Ti Zé Marques e a sua família também cá
estarão para “saborear” a Páscoa
juntamente com os seus familiares na sua nova casa que por sinal ficou bem
bonita.
Aos que já chegaram e aos que
tencionam vir, que sejam bem vindos porque a Quarta-Feira fica sempre mais
airosa com a chegada de cada um dos seus filhos, pois aqui todos têm uma
identidade própria e todos fazem falta porque a Quarta-Feira é dos
Quartafeirenses que perto ou longe não esquecem a terra em que um dia nasceram
e certamente foram felizes.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Jogo das Escondidas
Era um
exercício habitual entre as crianças da Quarta-Feira.
Um “ficava a
contar” ou “a dormir” num determinado local, virado para uma parede e tapando
os olhos com a mão.
Os outros
iam esconder-se nas redondezas.
Depois de
contar até 31 dizia em voz alta:
- À reronda à reronda quem não s’
escondeu que s’ esconda qu’ eu já aí vou.Depois ia “à procura” dos outros e, quando encontrasse o primeiro, este ficaria “ a contar “ no próximo jogo.
Para escolherem o que ficava a dormir, recorriam à seguinte lengalenga:
Pico pico salanico
Salta a pulga p’ró penico
Do penico p’rá balança
Disse o rei que fosse à França
Os cavalos a correr
As meninas ‘aprender
Qual será a mais bonita
Que se vai esconder ?
quinta-feira, 22 de março de 2012
Mudança de hora
A primavera chegou esta semana, mas a hora já vai ser de verão, pois no próximo domingo dia 25 de Março o relógio deve ser adiantado 60 minutos.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Sou
Beirão sou da Beira
E
feliz nela me vejo
Na
aldeia do meu desejo
Pois
nasci na Quarta-Feira
É
bela a minha aldeia
Toda
ela é alegria
Nela
se recolhe e semeia
Amizade
e simpatia.
As
gentes de cá naturais
São
pessoas de valor
Dão
exemplos aos demais
De
respeito e de amor.
Somos
do trabalho amantes
Na
luta do dia a dia
Respeitadores
bem falantes
Sinceros,
com simpatia.
Quem
por esta aldeia passa
Contempla
seu casario
Parando
ouve uma chalaça
Uma
anedota ou um elogio.
Talvez
até possa fazer
Amizade
ou simpatia
Com
alguém que gosta de ser
Um
fazedor de alegria.
Por
mais que pudesse escrever
Sobre
esta aldeia tão bela
Não
daria a conhecer
Como
é belo viver nela.
Quem
teve a sorte de nascer
Na
Quarta-Feira, como eu
Só
esse pode dizer
O
que nesta aldeia se aprendeu.
Deus
ajude a Quarta-Feira
E
as gentes que nela estão
Onde
me sinto e me vejo
Um
alegre e sincero Beirão
segunda-feira, 19 de março de 2012
A Panca
Era praticado há 50 anos no Terreiro junto ao forno, por homens
e rapazes. Utilizavam um tronco de madeira com 2,5 a 3 metros de comprimento,
que levantavam do solo, apoiavam num dos ombros e sustentavam por uma das
pontas, com as duas mãos, geralmente com os dedos entrançados.
Após uma grande flexão dos membros inferiores, levantavam
energicamente a bacia e os braços, impulsionando a panca para o ar e para a
frente.
O Objetivo do jogo era conseguir arremessar a panca o mais
longe possível, a partir da raia.
Apenas eram considerados válidos os lançamentos nos quais o
tronco de madeira, após recepção ao solo, tombasse para o lado ou para a
frente, não valendo aqueles em que a panca caísse para trás.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Mais uma descendente da Quarta-Feira
No passado dia 13 de Março nasceu em Lisboa a menina Leonor filha de David Leal, neta de Manuel Júlio e Maria da Conceição e Bisneta de Olívia Lourenço. Felicidades e parabéns aos pais e avós.
quarta-feira, 14 de março de 2012
A Primavera está a chegar...
A Primavera pode ser vista como uma estação de transição,
representando o tempo da despedida das frias paisagens e de preparação para
entrar nos tons quentes de Verão. Na Quarta-Feira as flores e a ladeira em tom verde são a marca principal da Primavera. As
paisagens da nossa aldeia enfeitam-se para nos mostrar que um novo ciclo está
prestes a chegar.
Nesta época vai embora o gelo, o cinza, o tempo de
recolhimento e a natureza revela-se
multicolorida.
A Primavera está a chegar com a promessa de luz, de brilho,
de aromas renovados, de cantos de pássaros a namorar no alto das árvores, de
vento que leva o pólen para fertilizar os campos e de borboletas que voam e dão
cor à vida... Primavera à maneira é na Quarta-Feira.
terça-feira, 13 de março de 2012
Jogo do Ferro
É, tal como a barra, um jogo de lançamento e força. Todavia,
nesta prática era utilizada uma barra de ferro afiada numa ou nas duas pontas,
instrumento habitual nas lojas dos agricultores.
O lançamento era feito com uma técnica semelhante à da barra
de pedra, sendo o ferro agarrado pelo meio, em posição quase vertical e projectado
para a frente após algumas torções do tronco e rotações do braço.
segunda-feira, 12 de março de 2012
O jogo da Barra
Trata-se de uma demonstração de força, na qual se exercitavam
os rapazes e homens, surgindo o jogo, a maior parte das vezes, como resposta a
um desafio lançado por um "forçalhudo", amigo ou familiar.
Escolhida a pedra, geralmente de tamanho médio, 5 a 7 Kg de
peso, os participantes juntavam-se no terreiro ou na estrada e, da risca ou
raia tentavam projetar a pedra o mais longe possível, sustentando-a por baixo,
com a palma da mão, e arremessando-a após uma torção do tronco e braço de
lançamento.
Os melhores
lançamentos são marcados no solo, através de pequenas pedras ou paus colocados
no sítio onde a pedra toca o solo.
O número de lançamentos que cada participante podia realizar
era previamente combinado ou, noutros casos, o jogo terminava quando os
atiradores o entendessem, sendo considerado vencedor o que tivesse obtido a
melhor marca. Este jogo deixou de se praticar regularmente na Quarta-Feira há
meio século.
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Poema enviado pelo nosso conterrâneo Aníbal Gonçalves emigrante em França ( filho de José Maria Gonçalves e de Ana Maria mais conhecida por Ana Santa )
HOMNAGEM À MINHA ALDEIA (QUARTA FEIRA)
Na terra do meu berço
Modesta generosa e calma
Aprendi a rezar o terço
E a educar a minha alma
Nesta terra nasci
Nesta terra me criei
Nesta terra sofri
Nesta terra brinquei
Nesta terra aprendi
Por esta serra chorei
Quando saí da minha terra amada
Olhei para trás chorando
Pois era tudo o que eu mais adorava
E era o que ia deixando
O teu cheiro a mangerico
Que nos inspirava tanta alegria
Com o qual eu me identifico
Que hoje recordo com nostalgia
Bonita por natureza
Terra de encanto e magia
Não tem fim tua beleza
É um povo de incontestável simpatia
O teu nome de Quarta Feira
De origem desconhecida
Simpática e feiticeira
Para todos nós a mais querida
É tão grande a tua beleza
Não é por acaso com certeza
Que és também conhecida por Sintra Mimosa
A tua vista panorâmica com perfume a rosmaninho
Que não existe outra igual
És o simbolo do amor saudade e carinho
E o cantinho mais lindo de Portugal
Estou vendo a minha modesta casinha
Cercada de árvores, flores e aves
Hoje tão triste e tão sozinha
Que me traz imensas saudades
Lindas noites de luar
Vinham a abrilhantar a água
Meu Deus que é tão bom sonhar
Maezinha que te deixamos com tanta magoa
quarta-feira, 7 de março de 2012
O Jogo das Bolas
Embora constitua um passatempo habitual nos meses de Verão,
este jogo foi importado de França pelos nossos emigrantes, sendo vulgarmente
conhecido por pétanque.
Hoje já pouco se joga mas outrora jogava-se junto ao Largo da
Escola.
É exclusivamente jogado por homens ou rapazes, individualmente ou em duas ou três equipas, com dois elementos cada.
Os materiais de jogo são: uma pequena bola de madeira ( com cerca de 3,5 cm de diâmetro ), o cochonet, e duas bolas de metal, do tamanho das bolas utilizadas no ténis, por cada jogador. As bolas pertencentes a cada um dos participantes distinguem-se das restantes por meio de figuras gravadas na superfície esférica.
Após sorteio ou acordo prévio, um dos jogadores atira o cochonet para a frente ( geralmente para locais mais distantes, 5 a 10 metros da linha de lançamento ou raia ). Em seguida, o mesmo jogador lança a primeira bola em direcção ao pequeno alvo esférico, procurando colocá-lo o mais junto possível do cochonet, jogando alternadamente, todos os restantes.
Um jogo termina aos 13 pontos, vencendo a partida o jogador ou a equipa que prefizer dois pontos.
É exclusivamente jogado por homens ou rapazes, individualmente ou em duas ou três equipas, com dois elementos cada.
Os materiais de jogo são: uma pequena bola de madeira ( com cerca de 3,5 cm de diâmetro ), o cochonet, e duas bolas de metal, do tamanho das bolas utilizadas no ténis, por cada jogador. As bolas pertencentes a cada um dos participantes distinguem-se das restantes por meio de figuras gravadas na superfície esférica.
Após sorteio ou acordo prévio, um dos jogadores atira o cochonet para a frente ( geralmente para locais mais distantes, 5 a 10 metros da linha de lançamento ou raia ). Em seguida, o mesmo jogador lança a primeira bola em direcção ao pequeno alvo esférico, procurando colocá-lo o mais junto possível do cochonet, jogando alternadamente, todos os restantes.
Um jogo termina aos 13 pontos, vencendo a partida o jogador ou a equipa que prefizer dois pontos.
segunda-feira, 5 de março de 2012
O jogo da Malha na Q.F
Tal como acontecia na maioria das aldeias, jogava-se com
malhas de ferro redondas, duas por cada equipa, mais na primavera e no verão.
Os objectos de jogo eram quatro malhas e dois pinos de
madeira cilíndricos e pontiagudos do lado superior.
O objectivo do jogo é o derrube dos pinos ou a colocação das
malhas o mais próximo possível deles. É um jogo de homens e rapazes disputado
entre duas equipas de dois elementos.
O jogo termina aos trinta pontos, valendo cada derrube 3
pontos.
Considera-se vencedora a equipa que ganhar duas mãos, isto é,
dois jogos.
sábado, 3 de março de 2012
Os jogos tradicionais na Quarta-Feira
À semelhança de muitas outras aldeias também na Quarta-Feira
os jogos tradicionais eram uma forma de entretenimento. Os jogos que mais se
praticavam eram o jogo da barra, do
vintém ou raiola, a malha e outros.
Fruto das influências exercidas pelos emigrantes residentes
em França, também se praticava, especialmente no verão, o jogo das bolas ou
pétanque.
Na segunda-feira a seguir às festas religiosas de Maio ou de
Agosto costumava-se jogar o jogo do galo, com algumas variações.
Os locais onde se praticavam os jogos eram o Terreiro e o
Largo da Escola.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A Quaresma
Em oposição à época carnavalesca, com as suas mascaradas e
extravagâncias de todo o género, a Quaresma era outrora uma época do calendário
propícia à meditação, jejuns e abstinências, que o povo da Quarta-Feira, apesar
das mudanças operadas na sociedade, ainda respeita de um modo geral.
Durante o período quaresmal, por ser tempo de meditação e
penitência, as pessoas da nossa aldeia não se atreviam sequer a cantar ou
assobiar, por considerarem ser pecado. Os bailes, principal divertimento nas
tardes de domingo, durante este tempo era coisa em que nem se falava. Apesar de
a Quarta-Feira ser terra de acordeonistas, durante este período o acordeão não
se voltava a ouvir.
Em substituição da música, considerada coisa profana, proibida
na Quaresma, havia em Sortelha o costume de cantar à noite cânticos religiosos,
cumprindo uma tradição ali existente de há longos anos a que o povo chamava “o
encomendar das almas”. Estes cânticos realizavam-se em certas noites da
Quaresma e tinham por palco dois lugares
na vila, um era nas muralhas do castelo e o outro era encostado à parte norte das
muralhas, no lugar denominado “cofre”. Por volta da meia noite, quando tudo
dormia e o silêncio era total, apenas quebrado pelo ladrar de algum cão que
sentia os passos dos “cantadores”, ou por algum mocho ou coruja empoleirados no
alto das muralhas, ao toque de algumas badaladas compassadas no sino, os
grupos, compostos por homens embrulhados nos seus capotes escuros e mulheres
com xailes pretos tapando a cabeça, ocupando os locais atrás referidos,
começavam os cânticos. As pessoas que dormiam acordavam sobressaltadas,
assustadas por aquelas vozes dolentes que metiam medo, tanto pelas letras como
pela música das canções, criando um ambiente medonho que fazia lembrar os
mortos.
Segundo contam os mais antigos, um dos grupos iniciava os
cânticos, o outro respondia e assim alternadamente, frente a frente cada um
cantava os versos adequados àquele ritual, dos quais aqui ficam alguns
exemplos:
Oh benditas almas santas
Eu aqui venho rezar
Pagai-me esta devoção
Se acaso um dia penar.
Olha cristão que és terra
Lembra-te que hás-de morrer
Hás-de dar contas a Deus
Do teu bom ou mau viver.
Olha não caias na culpa
Como a calma na geada
Que te andam a tentar
Os três inimigos da terra.
O primeiro é o mundo
Nele andamos a pecar
O segundo é o demónio
Que nos anda a tentar
O terceiro é a carne
Nela havemos de acabar.
À porta das almas santas
Bate Deus a toda a hora
Almas santas lhe respondem
Meu Senhor que quereis agora.
Atualmente a Quaresma já não tem na Quarta-Feira nem em
Sortelha o significado que teve noutros tempos, é vivida como um tempo vulgar,
em que têm lugar bailes e outros divertimentos que noutros tempos eram
impensáveis.
Os cânticos que aqui foram referidos, também há já muitos
anos que não se praticam. Aquilo que se mantém e está ainda enraizado na mente das gentes da Quarta-Feira e de um modo
geral na freguesia de Sortelha é a abstinência de carne nas sextas-feiras da
Quaresma e o jejum na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, que ainda
são observados e respeitados pela maioria da população.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mais um descendente da Quarta-Feira
Ontem dia 21 de Fevereiro nasceu o menino Diogo, filho da Vanessa. É neto de Maria da Conceição e Manuel Júlio e bisneto de Olivia Lourenço. Parabéns aos pais e avós.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Parabéns ao Ti Felismino e à Ti Delfina
Em primeiro lugar aqui ficam os parabéns a este casal da Quarta-Feira pelos 60 anos de casamento que comemoraram no passado dia 14 de Fevereiro, juntamente com os seus filhos, netos, genros e nora.
A felicidade que este amor de mais de meio século irradia é algo extraordinário, pois nota-se que foi construído no dia a dia com base num esforço solidário e comum que atualmente é cada vez mais raro, visto que nem todos os casais são capazes de enfrentar com esperança e dignidade as dificuldades que surgem, naturalmente, ao longo de uma convivência tão extensa.
O Ti Felismino e a Ti Delfina souberam transformar os obstáculos do caminho em pedras preciosas e, por isso, são um exemplo de amor e união e até um exemplo de vida.
Que continuem por muitos e longos anos a ser a companhia um do outro.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Recolha das Janeiras na Quarta-Feira
Hoje dia 18 de Fevereiro foi feito o peditório das janeiras e amanhã dia 19 serão arrematadas em hasta pública à saída da missa as chouriças e as restantes ofertas, cujo valor reverterá a favor da festa de Nossa Senhora do Desterro de 2013.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A cegonha veio à Quarta-Feira e trouxe uma menina…Muuuuuiiiiiiitttto linda!
Hoje dia 10 de Fevereiro no hospital da Covilhã nasceu a menina Lara, filha de Antero Costa e Tânia Gonçalves.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Faleceu o Senhor Domingos Pires
Hoje, dia 4 de Fevereiro faleceu o senhor Domingos Pires com 84 anos de idade. Nasceu no dia 13/07/1927, era filho de Manuel Pires e Joaquina Leal, casado com Virginia de Jesus. Era irmão de Amadeu Pires, José Pires e António Pires. Paz à sua alma.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










