sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O Natal Está à Porta...


Mais um ano a chegar ao fim… mais um Natal a principiar.

A palavra Natal é sem dúvida uma palavra mágica para miúdos e graúdos, para os primeiros pela alegria, pelos sonhos e pela felicidade e para os segundos pela sensação de família, pelo amor e pelos sentimentos de partilha que ao longo do ano se perdem ou se afundam mas que nesta época vêm ao de cima em cada ser humano e mostram que afinal o Natal é mesmo a festa das festas que ano após ano dá ânimo ao espirito e bem estar ao corpo que por vezes se perde na azáfama do dia a dia.

O Natal é especial mas passado na nossa querida Quarta-Feira tem ainda outro requinte sobretudo se passado frente ao calor das nossas lareiras aquecidas com as lenhas quartafeirenses que dão mais calor que uma qualquer outra chaminé de uma qualquer cidade onde não há a sensação natalícia que, felizmente, se sente na Quarta-Feira só pelo simples facto de se abrirem janelas de casas que habitualmente estão fechadas ao longo do ano, assim como se vêm também  mais chaminés a deitar fumo, pois é sinal que alguns filhos da terra estão de regresso ao cantinho que aqui têm e não esquecem, para passarem esta quadra com os seus familiares, conterrâneos e amigos.

É bom consoar nesta aldeia, ver as luzinhas de Natal a piscar, comer couves da nossa horta regadas com azeite das nossas oliveiras e vinho das nossas cepas e se o peru for de capoeira quartafeirense, então…melhor ainda.

No dia de Natal é bom ir à capela, ver o madeiro, ouvir os velhinhos versos desta quadra como “Entrai Pastores Entrai”, “Em Belém à Meia Noite” e outros cantados sob a orientação e a voz de fundo da Ti Joaquina e da Ti Lusitana que imprimem ao ato religioso uma sensação de família e um toque especial que fazem desta terra e desta gente um povo único e sem igual neste nosso Portugal.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Provérbios do mês de Dezembro

Pelo Natal, cada ovelha em seu curral.

Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
De santa Luzia ao Natal, ou bom chover ou bom nevar.

Os dias de Natal são saltos de pardal.

Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal.

Mal vai a Portugal se não há três cheias antes do Natal.
Não há Dezembro valente que não bata o dente.
Depois de o Menino nascer, é tudo a crescer.

domingo, 18 de novembro de 2012

A azeitona já está preta...


Na Quarta-Feira começou a colheita da azeitona.

É um trabalho difícil mas no final sabe bem levar para casa um pote cheio de azeite para condimentar as refeições ao longo do ano.

Esperemos que a produção seja boa e que haja muito e bom azeite… Como diria o senhor prior: Que assim seja!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Guardiões da Lua recebem medalha de mérito



Comemoração do Dia do Concelho

Pela segunda vez, o Concelho do Sabugal, celebra, dia 10 de novembro de 2012, sábado, 716 anos da confirmação do Foral de D. Dinis. Para assinalar a efeméride, a Câmara Municipal do Sabugal delineou um programa com atividades variadas.



Pelas 9h30,na Praça da República,dar-se-á início às Comemoraçõescom o hastear das Bandeiras do Município, Nacional e União Europeia, bem como as quarenta Bandeiras das Freguesias do Concelho do Sabugal, ao som do Hino Nacional, interpretado pela Sociedade Filarmónica Bendadense.
Pelas 10h00 iniciar-se-á aSessão Solene Comemorativa, no Auditório Municipal, com a condecoração dos Trabalhadores da Autarquia com 15 e 25 anos de Serviço Efetivo no Município,Voto de Louvor aos Trabalhadores Aposentados em 2012,Voto de Louvor às IPSS`s do Concelho do Sabugal, seguida da atribuição da Medalha de Mérito Cultural ao Grupo Etnográfico do Sabugal, Associação Etnográfica de Sortelha e Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Quarta-Feira (Grupo de Teatro Guardiões da Lua). Seguidamente far-se-á a entregada Medalha de Mérito Desportivo à Judoca Carla GonçalvesVaz e Medalha de Mérito Empreendedor à Lactibar –Lacticínios do Sabugal, S.A, Palegessos –Indústria e Comércio de Paletes e Gessos, Lda e Univest Confecções. A Medalha de Ouro do Município do Sabugal será entregue a Jesué Pinharanda Gomes.
Para finalizar o programa da manhã, será inaugurada a Exposição Evocativa dos Homenageados, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal, que estará patente ao público até 16 de dezembro de 2012.
 

A partir das 15h30, no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal, os Grupos Etnográficos de Sabugal e Sortelha, bem como o Grupo de Teatro Guardiões da Lua, brindarão os presentes com atividades culturais.
A jornada comemorativa encerra com o Concerto da Orquestra de Guitarras e Coro da Academiade Música e Dança do Fundão, pelas 21h30, no Auditório Municipal, com

entrada gratuita.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A casa do povo rejuvenesce

Em maio de 2011 foi aqui publicada uma mensagem cujo tema era “A Casa de Todos os Quartafeirenses” em que era sugerido que esta casa fosse requalificada e ao que parece a junta de freguesia de Sortelha aceitou mesmo a sugestão, pois aqui está ela a ganhar uma nova imagem que certamente irá dar um ar de graça à Rua da Cascalheira e à Quarta-Feira.
O povo da Quarta-Feira agradece este pequeno melhoramento que a junta de freguesia, em tempos de crise, teve a sensibilidade e a preocupação de oferecer a esta anexa que precisa que alguém se lembre dela.
 

Hoje dia 2 de Novembro às 16 horas realizou-se na Quarta-Feira a romagem ao cemitério.

 

 

Romagem ao cemitério ( para ver clik no link )

http://www.youtube.com/watch?v=1yRX4k8-B94&feature=youtu.be

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Canção do Cume

No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O São Martinho está a chegar

O São Martinho está a chegar à Quarta-Feira e o vinho está a ficar à maneira...
O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro.
Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono.
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um dia um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De reprente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do Verão anterior.
Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.



Provérbios de São Martinho
  • Por S. Martinho semeia fava e o linho.
  • Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
  • Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
  • No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
  • No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
  • No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
  • Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
  • Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Os "Tartulhos"


Que na Quarta-Feira qualquer estação é boa já todos sabemos mas os sítios onde nascem os “tartulhos”  é que nem todos sabem.
Os tartulhos são pois um “fruto” de outono que na Quarta-Feira há com alguma abundância logo que chegam as primeiras chuvas outonais e apanhá-los é algo divertido e, para quem gosta, comê-los ainda é melhor.
Tartulho assado na brasa com um “cainatchinha” de pão centeio e um copinho de vinho da Quarta-Feira é de facto um sabor único que nem todos podem ter o privilégio de provar, pois não é em todas as terras que há tartulhos e mesmo que os haja é necessário saber encontra-los.
Pois bem, aqui no nosso cantinho há muito deste material e mesmo que não se encontrem facilmente há sempre um vizinho que oferece alguns para a prova.
Com as chuvas que já caíram certamente que há muitos e bons, por isso vamos a eles por esses quintais a dentro…
Se o Gaspar ouve lá por Lisboa que os tartulhos são coisa boa ainda nos vai inventar mais um imposto a pagar por cada tartulho que cada um apanhar…por isso o melhor é comer e calar…

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Mais um poema para a nossa "querida"... Quarta-Feira


Dá sentido à minha vida

Ter nascido na Quarta-Feira

Aldeia por mim tão querida

Doce aldeia, minha terra tão solheira

 

Na Quinta Velha ou Quinta Nova

Nos Pessegueiros ou na Cascalheira

No Cabecinho ou nas Barreiras

É tudo gente hospitaleira

Que tem valor e boas maneiras

 

A Quarta-Feira tem oliveiras

Tem frescura e muito pão

Aldeia das beiras

Que nos enche o coração

Ditados populares de Outubro

“Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.”
“Outubro quente traz o diabo no ventre.”
“Em Outubro, o lume já é amigo.”
“Se queres alho cruzado, semeia-o no mês de Outubro.”
“Em Outubro não fies só lã; recolhe o teu milho e o teu feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.”
“Em Outubro meu trigo cubro.”
“Em Outubro semeia e cria, terás alegria.”
“Em Outubro paga tudo e recolhe tudo.”
“Logo que Outubro venha, procura lenha.”
“Em Outubro recolhe tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”
“Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.”
“Em Outubro pega tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”

“Em Outubro, o fogo ao rubro.”

“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”

“Outubro suão, negaças de Verão.”

“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A roupa de andar à cote


Na Quarta-Feira ainda há roupa de andar à cote, coisa que nas cidades já não existe.

A roupa de andar à cote é o nome que à boa moda Quartafeirense denomina a roupa que vai ficando mais usada mas que ainda é boa para usar nas lides domésticas e nos trabalhos do campo.

A roupa de andar à cote é pois uma expressão usada na Quarta-Feira que está bem enraizada no nosso vocabulário e que para nós Quartafeirenses é normal, no entanto, fora da Quarta-Feira são poucos os que conhecem a expressão.

Na Quarta-Feira havia e continua a haver roupa de andar à cote e roupa dos domingos, ao contrário dos meios urbanos em que está tudo no mesmo saco e tanto faz ser dia de semana, como sábado ou domingo que os costumes são sempre os mesmos e as rotinas em nada se diferenciam ao longo da semana.

Vestir roupa de andar à cote é bom , pois é sinal que se está na Quarta-Feira e não é preciso roupa que nem sequer se pode sujar porque parece mal e é incómodo.

Aqui nada fica mal, nada é feio e qualquer Quartafeirense tem uma identidade própria, é mais respeitado e mais reconhecido com uma simples roupa de andar à cote do que qualquer pessoa perdida na multidão de uma cidade caminhando “sozinha por entre a gente” com a melhor roupa que ninguém repara nela e não marca qualquer diferença, pois afinal nesses meios a roupa é toda nova, toda igual e tudo é normal.

Haja roupa de andar à cote que afinal essa é que não parece mal.

domingo, 7 de outubro de 2012

Batizado de mais uma menina cá da terra

Ontem dia 6 de Outubro foi batizada a menina Ariana Gonçalves, filha de Firmino Gonçalves e de Elsa Guerra, neta de José e Joaquina Gonçalves.
Felecidades para a menina, papás e avós.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os serões de antigamente


Para contar ao pormenor não será fácil porque todos sabem que “cá o rapaz” não é propriamente do tempo dos verdadeiros serões à moda antiga, apesar de ter já ouvido contar muitas vezes, a várias pessoas da Quarta-Feira, recordações de outros tempos, de forma nostálgica, o quão agradáveis eram os tais serões que hoje, infelizmente, devido a condicionalismos vários já não se praticam.
Seria pois necessário recuar bastante no tempo, por volta dos anos cinquenta, sessenta ou setenta para podermos compreender como eram na realidade os serões Quartafeirenses daquela época.
Tudo começava depois de jantar, após mais um dia cansativo nas lides do campo.
Os vizinhos reuniam-se na casa uns dos outros à volta da lareira nas frias noites de Inverno, onde à luz da candeia completavam tarefas que à luz do dia não foi possível realizar.
As mulheres fiavam a lã, o linho ou remendavam e faziam algumas roupas como camisolas de lã, meias e outras. Os homens entretinham-se com o tradicional jogo de cartas, falavam do tempo, das colheitas ou das sementeiras e muitas vezes planeavam-se trabalhos para o dia seguinte. As raparigas passavam o tempo a fazer renda ou a bordar, a pensar no enxoval enquanto ao lume se assavam umas castanhas que antigamente havia em abundância na Quarta-Feira.
Chegada a hora de ir embora, cada um pegava nos seus agasalhos e com votos de boa noite e um até amanhã regressavam a casa.
Segundo se conta na Quarta-Feira, um famoso lugar de serões era na loja da casa que hoje é do Ti Manuel Marques e da Ti Prudência.
Era lindo, era salutar e deixaram saudades os serões vividos e contados à luz da candeia.