segunda-feira, 3 de junho de 2013
O que diz o povo sobre o mês de Junho
“Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.” “Junho quente, Junho ardente.” “Lavra pelo S. João se queres ter palha e pão.” “Junho calmoso, ano formoso.” “Chovam trinta Maios e não chova em Junho.” “Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.” “Quando Jesus se encontra com João, até as pedras dão pão.” “A chuva de S. João bebe o vinho e como o pão.” “Quem quiser bom melão, semeia-o na manhã de S. João.” “Em Junho abafadiço fica a abelha no cortiço.” “Ande onde andar o Verão há-de vir no S. João.” “Sol de Junho madruga muito.” “Pelo S. João a sardinha pinga no pão.” “Com vento se limpa o trigo e os vícios com castigo.” “Em Junho, frio como punho.” “Guerra de S. João, paz todo o ano.” “Para Junho guarda um toco e uma pinha, e a velha que o dizia guardados os tinha.”
“Sol de Junho, madruga muito.”
“Chuva de Junho, peçonha do mundo.”
“Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.”
“Feno alto ou baixo, em Junho é cegado.”
“Junho floreiro, paraíso verdadeiro.”
“Junho, dorme-se sobre o punho.”
“Junho, foice em punho.”
terça-feira, 28 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A cegonha regressou à Quarta-Feira
Hoje, dia 16 de Maio nasceu em França o menino Elvio, filho de Zita Morgado, neto de José Manuel e Maria da Assenção, bisneto de Benjamim da Costa e Assenção Marques e de Manuel Morgado e Emilia Reis.
Parabéns aos papas e a toda a familia.
Parabéns aos papas e a toda a familia.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A cegonha regressou à nossa Quarta-Feira e trouxe mais uma menina…
Ontem dia 23
de Abril nasceu no hospital da Covilhã a menina Leonor, filha de Pedro João e
de Carla Mariano, neta de Joaquina Neves e de Joaquim Aurélio João, bisneta de
Ildefonso Pedro e de Maria de Jesus Neves.
Parabéns aos
papás e a todos os familiares.terça-feira, 23 de abril de 2013
A Primavera chegou à Quarta-Feira... Mãos à Horta!!
A Primavera chegou e com ela chegaram também os dias de sol e
de calor que dão alegria e boa disposição, ao contrário dos dias cinzentos e
chuvosos de inverno em que só apetece estar à lareira.
Com a chegada do bom tempo está aberto o caminho para
preparar canteiros, mudar plantas de vasos, fazer novas plantações, fazer a
sementeira agrícola e toda uma série de actividades que fazem parte das lides
do campo podendo ser praticadas num pequeno quintal ou num outro terreno mais a
sério. Com este tempo não há desculpa possível para não cultivarmos pelo menos
umas plantas aromáticas ou hortícolas, pois esta é uma tarefa relaxante,
pacata, é compensadora e é gratificante colher alimentos produzidos por nós,
além de constituir também uma excelente forma de combater o stress, praticar
algum exercício físico e estar em pleno contacto com a natureza.
Vamos então pôr Mãos à Horta porque estas tarefas dão pano
para mangas desde a sementeira à eliminação de ervas, à colheita, até à prova
dos alimentos no prato, na companhia da família ou dos amigos ou de quem cada
um quiser.
terça-feira, 9 de abril de 2013
A Quarta-Feira tem mais um descendente
No passado domingo 31 de Março foi batizado em Coimbra um menino com 3 meses de nome Telmo, filho de Inácio Da Costa e de Rita, neto de Abelino e Odete, bisneto de Benjamim da Costa e Assenção Marques. Parabéns a toda a família.
quinta-feira, 28 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Dia internacional da Mulher - 8 de Março
Poema dedicado a todas a mulheres da Quarta-Feira
Ser mulher é ser princesa aos
20, rainha aos 30, estrela aos 40 e
especial a vida toda.
Ser mulher é saber ser super-homem
quando o sol nasce e virar Cinderela
quando a noite chega.
Ser mulher é acima de tudo um estado
de espírito, é ter dentro de si um tesouro
escondido e ainda assim dividi-lo com o
mundo.
Ser mulher é ser princesa aos
20, rainha aos 30, estrela aos 40 e
especial a vida toda.
Ser mulher é saber ser super-homem
quando o sol nasce e virar Cinderela
quando a noite chega.
Ser mulher é acima de tudo um estado
de espírito, é ter dentro de si um tesouro
escondido e ainda assim dividi-lo com o
mundo.
domingo, 3 de março de 2013
A cegonha voltou à Quarta-Feira
No passado dia 27 de Fevereiro nasceu a menina Mariana, filha
de Paula Gonçalves e de António, neta de José e Joaquina Gonçalves, bisneta de
Maria de Lurdes e Manuel Joaquim e de Ildefonso Gonçalves e Maria Maximina.
Parabéns aos papás e avós que devem estar babadíssimos e com
muita razão.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Faleceu o Senhor Manuel Marques
Ontem dia 10 de Fevereiro faleceu o senhor Manuel Marques ( marido da Ti Purdência ). O funeral realiza-se hoje dia 11 de Fevereiro aqui na Quarta-Feira.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
O Pão da Nossa Aldeia
No próximo fim de semana 9 e 10 de Fevereiro a nossa
Quarta-Feira volta a estar em festa, pois vai realizar-se mais uma edição do
evento “O Pão da Nossa Aldeia”. No sábado decorrerá o cozer do pão no velhinho
e emblemático forno da Quinta Velha para cozer pão e bolos mas a verdadeira
festa do comes e bebes e a tradicional fama será na Quinta Nova na velhinha
Escola Primária agora transformada em Laboratório de Teatro onde os nossos
Guardiões da Lua atuam e transmitem aos jovens os saberes teatrais sob a égide
do seu mentor João Reis.
Se é um Quartafeirense nato, descendente ou coisa parecida,
então apareça por obrigação e se o não é, então apareça também como convidado,
pois é sempre bem vindo a esta terra de tradições carnavalescas sem igual no
concelho de Sabugal.
Janeiras 2013
Os mordomos da festa de Nossa Senhora do Desterro irão fazer
o peditório das Janeiras no próximo sábado dia 9 de Fevereiro.
domingo, 27 de janeiro de 2013
O nosso blog fez dois anos
Ontem dia 26
de Janeiro, o nosso Blog Amigos da Quarta-Feira fez dois anos que iniciou esta
aventura de projetar a nossa aldeia pelos cantos do mundo e principalmente
de aproximar os seus filhos que lá longe
não a esquecem.
O blog Amigos
da Quarta-Feira há muito que conquistou os
Quartafeirenses e outros que não o sendo também admiram esta pacata aldeia.
Há alturas em
que a motivação para se ir atualizando o blog é maior e outras há em que nem a
motivação nem a imaginação estão no seu melhor mas mesmo assim lá se vai dando
conta daquilo que por cá se vai passando e que por insignificante que seja, quem
anda lá longe gosta sempre de saber.
Esperemos que
daqui a um ano possamos contar mais um aniversário porque afinal este blog une
os Quartafeirenses pela mesma causa que é a paixão pela terra que um dia os viu
nascer.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O nosso Pedro bem pode agradecer aos ceguinhos
Uns dias depois das eleições ia o Passos Coelho e a sua esposa a passar no Rossio onde estava um cego, a tocar acordeão.
Então, a Esposa de Passos Coelho puxou de uma nota de 50 Euros e deu ao cego.
Este, contente com o gesto da Senhora, agradeceu-lhe.
Prontamente disse Passos Coelho para a mulher:
- Foste logo dar 50 Euros ao ceguinho?
Responde a mulher:
- Cala-te! Se não fossem os “ceguinhos”, tu não eras primeiro Ministro!…
Então, a Esposa de Passos Coelho puxou de uma nota de 50 Euros e deu ao cego.
Este, contente com o gesto da Senhora, agradeceu-lhe.
Prontamente disse Passos Coelho para a mulher:
- Foste logo dar 50 Euros ao ceguinho?
Responde a mulher:
- Cala-te! Se não fossem os “ceguinhos”, tu não eras primeiro Ministro!…
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A Volta da Santa
No passado sábado, dia 5 de janeiro foi feita a tradicional Volta da Santa. Esta tradição já vem de tempos muito antigos e esperemos que continue a ter continuidade, como diziam os antigos que dure enquanto o sol andar. Os cigarrinhos esses "coitadinhos" é que foram poucos, mas sempre deu para fumar uma cigarrada à maneira que segundo dizem alguns, aqueles cigarros fazem melhor que alguns remédios da farmácia. Pelo sim, pelo não o melhor é mesmo fumar um cigarrinho da Santa que se não fizer bem, muito mal também não deve fazer. Haja saúde e venham cigarros da Santa que com eles o mal se espanta.
Nota: Devido a problemas técnicos não foi possível colocar fotografias.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Feliz Ano 2013
Olá Amigos (
como diz o Pedro – o nosso primeiro )
O ano velho já lá vai e o ano novo já chegou. Mais um ano que
se inicia e novos desafios temos pela frente, pois felizmente o mundo não
acabou e como tal é necessário ter ânimo, ser otimista, acreditar que ainda há
uma luz ao fundo do túnel e que a crise que atravessamos é passageira e dias
melhores virão, pois como diz o povo não há mal que dure sempre.
Com este pressuposto e com a noção dos benefícios do
positivismo psíquico vamos fazer de 2013 um ano de esperança e de transição que
nos irá conduzir a anos melhores e menos “hipotecados”.
Que 2013 seja para todos os Quartafeirenses um bom ano, cheio
de realizações, saúde, paz e felicidade. Que seja também um ano de forças
renovadas, onde possamos ser mais tolerantes com o próximo e mais agradecidos
pelas metas alcançadas. Que este novo ano seja o mais harmonioso possível e que
cada um alcance os horizontes desejados e vença as batalhas que tiver de travar
de forma a que cada dia seja, para cada um, o melhor possível.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
Missa de Natal
Amanhã dia 24 de dezembro pelas 17:30 terá lugar a missa de Natal na nossa aldeia. Estava previsto que a missa fosse abrilhantada pela Orquestra Sinfónica de Londres mas devido a um imprevisto não poderá vir e então virá o Rancho Folclórico de Sortelha que dará com certeza um toque especial à missa de Natal.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Mensagem de Natal do Bispo da Guarda
É Natal
E Deus fez-se o próximo mais próximo de nós Mais importante do que a vaca e o burrinho, que também expressam o encanto e mesmo o espanto da natureza diante do Mistério de Deus feito Homem, é o Menino Jesus no Presépio de Belém. E também o são Nossa Senhora e S. José que O acolhem e com Ele fazem a Sagrada família de Nazaré. Os pastores representam os mais pobres, os mais débeis da sociedade, que nem casa têm, mas com toda a prontidão correm para Belém e descobrem naquele Menino envolto em faixas, como qualquer outro, o Salvador do Mundo. Não podem guardar esta surpreendente alegria só para si, mas, com grande entusiasmo, vão pressurosos comunicá-la por toda a parte. Por sua vez, a indiferença da cidade perante este hóspede divino, para quem não houve lugar nas casas, faz-nos pensar na actual frieza do nosso mundo secularizado, que teima em virar as costas a tudo o que possa ser entendido como sinal de Deus. Mas Deus continua igual a si mesmo, no quadro do Presépio de Belém. Não se impõe a ninguém; somente se propõe, sempre muito discreto e humilde, às pessoas que lhe abrem a porta da sua vida, como aconteceu àqueles humildes pastores. Vamos viver mais um Natal mergulhados em profunda crise, que faz sofrer pessoas, famílias e mesmo comunidades. Há pessoas e famílias que perderam o estatuto de vida social que tinham, porque lhes foram de repente retirados os recursos. Cresce o número dos que não têm os bens essenciais para sobreviver, como sejam a comida e o vestuário. O próprio acesso aos cuidados de saúde começa a estar em risco para crescente número de pessoas, que já deixam de comprar os remédios receitados por falta de dinheiro. Continua a haver empresas que atravessam sérias dificuldades para manterem os postos de trabalho que criaram. O desânimo está atingir grande número de pessoas que se vêem fora do acesso aos bens essenciais e também à margem da sociedade, porque sem emprego. Felizmente que a solidariedade na partilha de bens essenciais com aqueles que não têm o necessário continua e reforçada. Perante este quadro preocupante de dificuldades, sabemos que não podemos esperar do governo e da administração pública aquilo que nos foi prometido. Pelo contrário, temos a clara noção de que nos vão pedir cada vez mais sacrifícios para pagar dívidas que nós não contraímos, embora estejamos conscientes do princípio geral de que quem herda activos também tem de aceitar herdar os passivos. Perante este quadro de restrições com tendência para aumentarem, como cristãos e comunidades cristãs não podemos cruzar os braços; antes, pelo contrário, pondo em prática a lição do Presépio, queremos estar perto de todos, a começar pelos mais necessitados. E há muitos que não precisam de pão para a boca e roupa para combater o frio, mas precisam do calor da nossa presença. Há gente a precisar do nosso tempo e da nossa proximidade para vencer situações de desânimo provocadas pelo desemprego, pela perda repentina do estatuto humano e social que tinham, ou simplesmente porque estão desorientadas e não sabem o que fazer. Queremos fazer sentir a todos os que sofrem a nossa presença solidária, no espírito da caridade cristã, fortalecendo as redes de proximidade que já temos e criando outras onde for necessário. Esta queremos que seja a preocupação de todas as nossas paróquias, dos nossos centros paroquiais e misericórdias; de todas as instituições que temos voltadas para ajudar a resolver situações sociais mais preocupantes, como são a Caritas, as Conferências de S. Vicente de Paulo e outras. Queremos colaborar neste Natal, através da campanha nacional dos 10 milhões de estrelas, para fortalecer a proximidade com os que mais precisam, segundo o espírito da caridade cristã. À Sociedade civil em geral queremos levar a mensagem natalícia de que as redes de proximidade e atendimento personalizado dos indivíduos e das famílias são o caminho para construir verdadeiro bem estar para todos. E sentimos que o próprio acto de governar tem de ser, antes de mais, isto mesmo: criar relações de proximidade com as pessoas, auscultá-las nos seus anseios, potencialidades e dificuldades para, depois, com o máximo consenso possível e a cooperação do maior número, tomar as decisões que o bem de todos impõe, definir caminhos e ajudar as pessoas a percorrê-los com entusiasmo, mesmo que seja preciso fazer alguns sacrifícios. Um santo Natal, com a luz e esperança do Menino de Belém. Guarda e Paço Episcopal, 13 de Dezembro de 2012D. Manuel R. Felício, Bispo da Guarda |
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Aqui vai nascer uma nova avenida
O ribeiro está a ser tapado e esta rua vai ficar mais larga. A junta de freguesia está muito amiga da Quarta-Feira, esperemos que continue assim e que "arranje" lá uns paralelozinhos para colocar nas ruas que ainda não os têm.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
“Ti Fliménia – A Parteira da Quarta-Feira”
Aqui está a fotografia da Ti Fliménia, nome pelo qual era
conhecida, pois o seu nome certamente seria Filomena e do seu marido António
Lourenço. Esta simples fotografia é mais uma peça de um puzzle que é a história
da nossa terra.
A Ti Fliménia foi durante muitos anos a parteira da Quarta-Feira.
Pelas suas mãos hábeis e competentes e de muito saber, de experiência feito,
passaram quase todas as crianças nascidas ao longo de várias décadas.
Naquele tempo não havia médicos, hospitais como há hoje, nem
tão pouco havia estradas por onde pudessem ser transportadas as parturientes de
então, a não ser pela velhinha estrada do Vale D’Arca.
O Nascimento das crianças tinha portanto de ser resolvido na
aldeia e felizmente, sempre com êxito graças à Ti Fliménia.
A Ti Fliménia, além de exímia parteira, era alguém que estava
sempre pronta a ajudar quando era necessário, mesmo em situações difíceis .
Pelo bem que aos Quartafeirenses fez, Bem-Haja à Ti Fliménia,
pelo conforto e pela ajuda que tantas vezes proporcionou em momentos difíceis a
quem dela precisou.
Pelo sol radioso que existia na sua alma, onde o sonho e a
ternura a todos embalava com amor, que Deus a guarde lá no alto para todo o
sempre onde, segundo acreditamos, devem estar os bons e os justos.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O Natal Está à Porta...
Mais um ano a chegar ao fim… mais um Natal a principiar.
A palavra Natal é sem dúvida uma palavra mágica para miúdos e
graúdos, para os primeiros pela alegria, pelos sonhos e pela felicidade e para
os segundos pela sensação de família, pelo amor e pelos sentimentos de partilha
que ao longo do ano se perdem ou se afundam mas que nesta época vêm ao de cima
em cada ser humano e mostram que afinal o Natal é mesmo a festa das festas que
ano após ano dá ânimo ao espirito e bem estar ao corpo que por vezes se perde
na azáfama do dia a dia.
O Natal é especial mas passado na nossa querida Quarta-Feira
tem ainda outro requinte sobretudo se passado frente ao calor das nossas
lareiras aquecidas com as lenhas quartafeirenses que dão mais calor que uma
qualquer outra chaminé de uma qualquer cidade onde não há a sensação natalícia
que, felizmente, se sente na Quarta-Feira só pelo simples facto de se abrirem
janelas de casas que habitualmente estão fechadas ao longo do ano, assim como
se vêm também mais chaminés a deitar
fumo, pois é sinal que alguns filhos da terra estão de regresso ao cantinho que
aqui têm e não esquecem, para passarem esta quadra com os seus familiares,
conterrâneos e amigos.
É bom consoar nesta aldeia, ver as luzinhas de Natal a piscar, comer couves da nossa horta
regadas com azeite das nossas oliveiras e vinho das nossas cepas e se o peru
for de capoeira quartafeirense, então…melhor ainda.
No dia de Natal é bom ir à capela, ver o madeiro, ouvir os
velhinhos versos desta quadra como “Entrai Pastores Entrai”, “Em Belém à Meia
Noite” e outros cantados sob a orientação e a voz de fundo da Ti Joaquina e da
Ti Lusitana que imprimem ao ato religioso uma sensação de família e um toque
especial que fazem desta terra e desta gente um povo único e sem igual neste
nosso Portugal.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Provérbios do mês de Dezembro
Pelo Natal, cada ovelha em seu curral.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
De santa Luzia ao Natal, ou bom chover ou bom nevar.
Os dias de Natal são saltos de pardal.
Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal.
Mal vai a Portugal se não há três cheias antes do Natal.
Não há Dezembro valente que não bata o dente.
Depois de o Menino nascer, é tudo a crescer.
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
De santa Luzia ao Natal, ou bom chover ou bom nevar.
Os dias de Natal são saltos de pardal.
Se queres um bom alhal, planta-o no mês do Natal.
Mal vai a Portugal se não há três cheias antes do Natal.
Não há Dezembro valente que não bata o dente.
Depois de o Menino nascer, é tudo a crescer.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
A azeitona já está preta...
Na Quarta-Feira começou a colheita da azeitona.
É um trabalho difícil mas no final sabe bem levar para casa
um pote cheio de azeite para condimentar as refeições ao longo do ano.
Esperemos que a produção seja boa e que haja muito e bom
azeite… Como diria o senhor prior: Que assim seja!!!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Guardiões da Lua recebem medalha de mérito
Comemoração do Dia do Concelho
Pela segunda vez, o Concelho do Sabugal, celebra, dia 10 de novembro de 2012, sábado, 716 anos da confirmação do Foral de D. Dinis. Para assinalar a efeméride, a Câmara Municipal do Sabugal delineou um programa com atividades variadas.
Pelas 9h30,na Praça da República,dar-se-á início às Comemoraçõescom o hastear das Bandeiras do Município, Nacional e União Europeia, bem como as quarenta Bandeiras das Freguesias do Concelho do Sabugal, ao som do Hino Nacional, interpretado pela Sociedade Filarmónica Bendadense.
Pelas 10h00 iniciar-se-á aSessão Solene Comemorativa, no Auditório Municipal, com a condecoração dos Trabalhadores da Autarquia com 15 e 25 anos de Serviço Efetivo no Município,Voto de Louvor aos Trabalhadores Aposentados em 2012,Voto de Louvor às IPSS`s do Concelho do Sabugal, seguida da atribuição da Medalha de Mérito Cultural ao Grupo Etnográfico do Sabugal, Associação Etnográfica de Sortelha e Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Quarta-Feira (Grupo de Teatro Guardiões da Lua). Seguidamente far-se-á a entregada Medalha de Mérito Desportivo à Judoca Carla GonçalvesVaz e Medalha de Mérito Empreendedor à Lactibar –Lacticínios do Sabugal, S.A, Palegessos –Indústria e Comércio de Paletes e Gessos, Lda e Univest Confecções. A Medalha de Ouro do Município do Sabugal será entregue a Jesué Pinharanda Gomes.
Para finalizar o programa da manhã, será inaugurada a Exposição Evocativa dos Homenageados, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal, que estará patente ao público até 16 de dezembro de 2012.
A partir das 15h30, no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal, os Grupos Etnográficos de Sabugal e Sortelha, bem como o Grupo de Teatro Guardiões da Lua, brindarão os presentes com atividades culturais.
A jornada comemorativa encerra com o Concerto da Orquestra de Guitarras e Coro da Academiade Música e Dança do Fundão, pelas 21h30, no Auditório Municipal, com
entrada gratuita.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A casa do povo rejuvenesce
Em maio de 2011 foi aqui publicada uma mensagem cujo tema era
“A Casa de Todos os Quartafeirenses” em que era sugerido que esta casa fosse
requalificada e ao que parece a junta de freguesia de Sortelha aceitou mesmo a
sugestão, pois aqui está ela a ganhar uma nova imagem que certamente irá dar um
ar de graça à Rua da Cascalheira e à Quarta-Feira.
O povo da Quarta-Feira agradece este pequeno melhoramento que
a junta de freguesia, em tempos de crise, teve a sensibilidade e a preocupação
de oferecer a esta anexa que precisa que alguém se lembre dela.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Canção do Cume
No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.
Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.
Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.
Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.
Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.
Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.
Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O São Martinho está a chegar
O São Martinho está a chegar à Quarta-Feira e o vinho está a ficar à maneira...
O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro.
Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono.
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um dia um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De reprente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do Verão anterior.
Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.
Provérbios de São Martinho
O Dia de São Martinho é celebrado anualmente a 11 de Novembro.
Este dia é uma das celebrações que marcam o Outono.
A lenda de São Martinho conta que certo dia, um dia um soldado romano chamado Martinho, estava a caminho da sua terra natal. O tempo estava muito frio e Martinho encontrou um mendigo cheio de frio que lhe pediu esmola. Martinho rasgou a sua capa em duas e deu uma ao mendigo. De reprente o frio parou e o tempo aqueceu. Este acontecimento acredita-se que tenha sido a recompensa por Martinho ter sido bom para com o mendigo.
A tradição do Dia de São Martinho é assar as castanhas e beber o vinho novo, produzido com a colheita do Verão anterior.
Por norma, na véspera e no Dia de São Martinho o tempo melhora e o sol aparece. Este acontecimento é conhecido como o Verão de São Martinho.
Provérbios de São Martinho
- Por S. Martinho semeia fava e o linho.
- Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.
- No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
- No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
- Dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Descobriu-se agora o significado da palavra P.O.R.T.U.G.A.L.:
País Onde Roubar, Tirar, Usurpar, Gamar e Aldrabar, é Legal !!!!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Os "Tartulhos"
Que na Quarta-Feira qualquer estação é boa já todos sabemos
mas os sítios onde nascem os “tartulhos” é que nem todos sabem.
Os tartulhos são pois um “fruto” de outono que na Quarta-Feira
há com alguma abundância logo que chegam as primeiras chuvas outonais e
apanhá-los é algo divertido e, para quem gosta, comê-los ainda é melhor.
Tartulho assado na brasa com um “cainatchinha” de pão centeio
e um copinho de vinho da Quarta-Feira é de facto um sabor único que nem todos
podem ter o privilégio de provar, pois não é em todas as terras que há
tartulhos e mesmo que os haja é necessário saber encontra-los.
Pois bem, aqui no nosso cantinho há muito deste material e
mesmo que não se encontrem facilmente há sempre um vizinho que oferece alguns
para a prova.
Com as chuvas que já caíram certamente que há muitos e bons,
por isso vamos a eles por esses quintais a dentro…
Se o Gaspar ouve lá por Lisboa que os tartulhos são coisa boa
ainda nos vai inventar mais um imposto a pagar por cada tartulho que cada um
apanhar…por isso o melhor é comer e calar…
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Mais um poema para a nossa "querida"... Quarta-Feira
Dá sentido à minha vida
Ter nascido na Quarta-Feira
Aldeia por mim tão querida
Doce aldeia, minha terra tão solheira
Na Quinta Velha ou Quinta Nova
Nos Pessegueiros ou na Cascalheira
No Cabecinho ou nas Barreiras
É tudo gente hospitaleira
Que tem valor e boas maneiras
A Quarta-Feira tem oliveiras
Tem frescura e muito pão
Aldeia das beiras
Que nos enche o coração
Ditados populares de Outubro
“Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.”
“Outubro quente traz o diabo no ventre.”
“Em Outubro, o lume já é amigo.”
“Se queres alho cruzado, semeia-o no mês de Outubro.”
“Em Outubro não fies só lã; recolhe o teu milho e o teu feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.”
“Em Outubro meu trigo cubro.”
“Em Outubro semeia e cria, terás alegria.”
“Em Outubro paga tudo e recolhe tudo.”
“Logo que Outubro venha, procura lenha.”
“Em Outubro recolhe tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”
“Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.”
“Em Outubro pega tudo.”
“Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.”
“Em Outubro, o fogo ao rubro.”
“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”
“Outubro suão, negaças de Verão.”
“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”
“Em Outubro, o fogo ao rubro.”
“Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.”
“Outubro suão, negaças de Verão.”
“Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.”
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A roupa de andar à cote
Na Quarta-Feira ainda há roupa de andar à cote, coisa que nas
cidades já não existe.
A roupa de andar à cote é o nome que à boa moda
Quartafeirense denomina a roupa que vai ficando mais usada mas que ainda é boa
para usar nas lides domésticas e nos trabalhos do campo.
A roupa de andar à cote é pois uma expressão usada na
Quarta-Feira que está bem enraizada no nosso vocabulário e que para nós
Quartafeirenses é normal, no entanto, fora da Quarta-Feira são poucos os que
conhecem a expressão.
Na Quarta-Feira havia e continua a haver roupa de andar à
cote e roupa dos domingos, ao contrário dos meios urbanos em que está tudo no mesmo
saco e tanto faz ser dia de semana, como sábado ou domingo que os costumes são
sempre os mesmos e as rotinas em nada se diferenciam ao longo da semana.
Vestir roupa de andar à cote é bom , pois é sinal que se está
na Quarta-Feira e não é preciso roupa que nem sequer se pode sujar porque parece
mal e é incómodo.
Aqui nada fica mal, nada é feio e qualquer Quartafeirense tem
uma identidade própria, é mais respeitado e mais reconhecido com uma simples
roupa de andar à cote do que qualquer pessoa perdida na multidão de uma cidade
caminhando “sozinha por entre a gente” com a melhor roupa que ninguém repara
nela e não marca qualquer diferença, pois afinal nesses meios a roupa é toda
nova, toda igual e tudo é normal.
Haja roupa de andar à cote que afinal essa é que não parece
mal.
domingo, 7 de outubro de 2012
Batizado de mais uma menina cá da terra
Ontem dia 6 de Outubro foi batizada a menina Ariana Gonçalves, filha de Firmino Gonçalves e de Elsa Guerra, neta de José e Joaquina Gonçalves.
Felecidades para a menina, papás e avós.
Felecidades para a menina, papás e avós.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Os serões de antigamente
Para contar ao pormenor não será fácil porque todos sabem que
“cá o rapaz” não é propriamente do tempo dos verdadeiros serões à moda antiga,
apesar de ter já ouvido contar muitas vezes, a várias pessoas da Quarta-Feira,
recordações de outros tempos, de forma nostálgica, o quão agradáveis eram os
tais serões que hoje, infelizmente, devido a condicionalismos vários já não se
praticam.
Seria pois necessário recuar bastante no tempo, por volta dos
anos cinquenta, sessenta ou setenta para podermos compreender como eram na
realidade os serões Quartafeirenses daquela época.
Tudo começava depois de jantar, após mais um dia cansativo
nas lides do campo.
Os vizinhos reuniam-se na casa uns dos outros à volta da
lareira nas frias noites de Inverno, onde à luz da candeia completavam tarefas
que à luz do dia não foi possível realizar.
As mulheres fiavam a lã, o linho ou remendavam e faziam
algumas roupas como camisolas de lã, meias e outras. Os homens entretinham-se
com o tradicional jogo de cartas, falavam do tempo, das colheitas ou das
sementeiras e muitas vezes planeavam-se trabalhos para o dia seguinte. As
raparigas passavam o tempo a fazer renda ou a bordar, a pensar no enxoval enquanto
ao lume se assavam umas castanhas que antigamente havia em abundância na
Quarta-Feira.
Chegada a hora de ir embora, cada um pegava nos seus
agasalhos e com votos de boa noite e um até amanhã regressavam a casa.
Segundo se conta na Quarta-Feira, um famoso lugar de serões
era na loja da casa que hoje é do Ti Manuel Marques e da Ti Prudência.
Era lindo, era salutar e deixaram saudades os serões vividos
e contados à luz da candeia.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Mais uma dedicatória à nossa Quarta-Feira
Quarta-Feira tão linda e tão bela
És das aldeias a mais singela
Gente boa não te falta
Já diziam os meus avós
Oh quem dera que houvesse mais
Povos como nós
És das aldeias a mais singela
Gente boa não te falta
Já diziam os meus avós
Oh quem dera que houvesse mais
Povos como nós
É Povo
trabalhador
Que ao trabalho tem amor
E odeia toda a preguiça
Trabalha toda a semana
Mas ao domingo deixa a cama
Para ir à Santa Missa
Que ao trabalho tem amor
E odeia toda a preguiça
Trabalha toda a semana
Mas ao domingo deixa a cama
Para ir à Santa Missa
Situada em
frente à Serra
Que toda a gente conhece
Como Serra da Estrela
Só quem já a visitou
É que pode confirmar
O elogio que faço dela
Que toda a gente conhece
Como Serra da Estrela
Só quem já a visitou
É que pode confirmar
O elogio que faço dela
Tem vinho e
muito azeite
O nascente na Ladeira
Não é novidade nenhuma
Pois cantava assim na Quarta-Feira
O grande Ti Luís Cunha
O nascente na Ladeira
Não é novidade nenhuma
Pois cantava assim na Quarta-Feira
O grande Ti Luís Cunha
Quem no
verão por aqui passa
Encontra-lhe tanta graça
Que até se lhe houve dizer
Oh que linda é esta terra
Situada cá na Serra
Quem me dera cá viver
Encontra-lhe tanta graça
Que até se lhe houve dizer
Oh que linda é esta terra
Situada cá na Serra
Quem me dera cá viver
Quem a quiser visitar
Basta apenas por aqui passar
E verá que mete cobiça
De certeza que vai adorar
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A Sensação de Sexta-Feira versus Domingo à tarde
Depois de uma semana de trabalho “árduo” e à medida que a
sexta-feira e o fim de semana se aproxima as nossas mentes vão ficando com uma
predisposição diferente, isto é fica-se mais bem disposto, mais motivado e com
uma vontade enorme que a hora de saída chegue o mais rápido possível, pois
afinal o descanso está a chegar e a Quarta-Feira a aguardar por aqueles que no
fim de semana a vão visitar.
Voltar à Quarta-Feira depois de uma semana de trabalho é sem
dúvida a melhor maneira de recarregar baterias para a semana seguinte, pois
aqui, como diz a juventude “não há stress” ou “tá-se bem”, aqui a liberdade é
plena uma vez que cada um pode fazer do tempo aquilo que bem lhe apetecer, como
ir ao café, fazer uma caminhada, andar de bicicleta ou de mota, ir à lenha,
cuidar dos campos ou simplesmente dormir se for essa a vontade porque aqui não
há absolutamente nada que incomode, antes pelo contrário, na Quarta-Feira ainda
há algumas cabrinhas e ovelhas que com os seus guizos ajudam a embalar aqueles
que querem relaxar.
A sensação de regressar sexta-feira à Quarta-Feira, respirar
o ar puro, rever as nossas gentes, ver como estão as plantas, sentir os cheiros
de cada estação, são tudo emoções que em tudo contrastam com as de domingo à
tarde em que o fim de semana está a terminar e a segunda-feira a chegar com
todas as rotinas que muitas vezes pouco ou nada apetecem mas que têm
inevitavelmente de ser cumpridas.
Na Quarta-Feira o tempo é mais veloz, pois aqui o tempo passa
a voar e rapidamente se esgota o fim de semana ou as férias, pelo menos é uma
opinião partilhada por muitos dos nossos emigrantes ou por outros que aqui vêm
com alguma regularidade, ao passo que noutros locais, especialmente nos sítios
em que trabalhamos, o tempo corre mas é devagar parecendo mesmo que o tempo
está a parar ou que não quer andar.
domingo, 23 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Procissão de São Martinho ( Em Sortelha )
No dia de São Martinho, os rapazes novos e os homens amigos da paródia passavam pelas ruas principais da terra levando um burro com um pipo de vinho no lombo, seguro entre duas faixas de palha.
O pipo tinha a torneira virada para trás, sobre o rabo do burro. De vez em quando paravam ( sobretudo em frente à casa dos maiores consumidores de vinho) bebiam, enalteciam as virtudes do vinho e dos bêbados mais afamados da terra e convidavam quem parava para ver e para beber.
Para o efeito diziam:
Queres vinho?
Vai tirá-lo ao rabo do burro!...
A paródia prosseguia até que esgotassem o vinho.
sábado, 15 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
“ Este ano temos que beber “munta” água”
Quem o diz é Joaquim Gomes, homem entendido no vinho e na
vinha.
O saber empírico, isto é, o saber de experiência feito
permite tirar ilações que a própria ciência, muitas vezes, não consegue
explicar.
Segundo a opinião deste homem, este ano será sim um ano de
vinho mas não aqui, pois na Quarta-Feira, as uvas , devido às condições
climatéricas, não se desenvolveram como é costume, contudo sempre irá dar para
encher as pipas mais pequenas e para fazer umas litradas de bagaço nas
tradicionais caldeiras que são sempre um motivo para uns serões animados com
uns figos secos pelo meio para dar vida e forma a uma tradição tão antiga cuja
origem já se perde na nossa memória.
Pelo sim pelo não o melhor, este ano, é aceitar mesmo os
conselhos de quem entende e neste caso o Joaquim Gomes aconselha beber “munta
água” que pelo menos para beber ainda não falta.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
O que diz a imprensa sobre a emigração: "Emigrantes criticam o custo de vida em Portugal" -
Emigrantes não sabem como se consegue viver cá
Já Vítor adora vir a Portugal. Mas também não pensa voltar para cá em definitivo. “Não. É lá que trabalho, ganho bem, tenho uma vida boa e cá, da maneira que isto está…. De certeza que não volto. Venho cá em Agosto ver a malta”.
Francisco está radicado na Suíça. Também já se reformou, tem dois filhos lá, que já estão “bem empregados” e por isso, vai também manter-se por lá, apesar de ter algum património na sua aldeia, no concelho da Covilhã. “Tenho uma casa e um apartamento. A casa é para mim, quando cá venho no Verão. E o apartamento foi uma maneira de empregar algum dinheiro que lá ganhei. Está alugada” afirma. Aos 67 anos, ainda equaciona a hipótese de um dia “vir de todo” mas “só quando já for mesmo velhinho. Antes não” assegura.
“A vida cá é muito cara”
Já Mário Batista, 63 anos, natural da Erada, concelho da Covilhã, ainda tem ideia de regressar, um dia, à sua terra natal. “Penso em voltar, um dia a Portugal. Mas só quando já for muito cansativo andar a fazer viagens de França para cá “ assegura.
Muito comunicativo, Mário explica-nos como começou a sua aventura por terras gaulesas. “Fui de assalto, em 1967. Andei nove horas para lá chegar. Era muito difícil, passei vários obstáculos. Tinha apenas 18 anos, nunca tinha saído de casa sozinho, fui para junto de gente que não conhecia, uma língua estrangeira, mas só lá estive dois meses sem trabalhar. A 1 de Abril desse ano comecei a trabalhar numa empresa à qual estive sempre ligado e posso dizer que nunca conheci o desemprego” assegura. Mário foi funcionário de uma empresa de construção civil, que se dedicava a obras públicas, na qual esteve até Abril deste ano. Agora está já reformado. “Cheguei a ser o encarregado geral” afirma, orgulhoso. Todos os anos regressa à Erada, no Verão. “Agora tenho mais tempo, é possível que venha mais vezes” afirma. A sua estada em França, na zona de Paris, apenas foi interrompida em 1970, quando teve que regressar para efectuar o serviço militar. “Fui para o Ultramar. Andei 24 meses na Guiné. Foi nessa altura que conheci a minha esposa” afirma. Do casamento, com uma jovem de Cortes do Meio, nasceram dois filhos, um rapaz e uma rapariga, que apesar de terem nascido em França, também eles vêm todos os anos à Erada. “Sim, costumam vir. Mas a vida deles é lá” afirma Mário.
Sobre o País que cá encontrou, Mário diz que vê muita gente, em centros comerciais, “mas só a ver. Comprar, nem por isso. Não se pode. A vida cá é muito cara. Não sei como é que as pessoas conseguem aqui viver. É preciso mesmo muita ginástica”
Andam aí, um pouco por todo lado. Facilmente reconhecidos, com as t’shirts Nike ou Adidas, a camisola do Cristiano Ronaldo ou chapéu na cabeça, ostentando carros topo de gama, com música em altos sons, e com a bandeira nacional estampada nos vidros. Falamos dos emigrantes, que neste mês de Agosto, que está a chegar ao fim, deram vida a muitas vilas e aldeias da Beira Interior, algumas delas desertificadas É o chamado “Querido mês de Agosto”, já imortalizado em filme, que faz com que, nesta época do ano, em algumas terras duplique a população. Mas só mesmo nesta altura, porque de futuro, muitos dizem não querer voltar.
É o caso de Maria José. Aos 58 anos, e à beira de se reformar, já não pensa num regresso a casa, no concelho da Covilhã. Casada, com um filho, já tem dois netos e, afirma “a minha casa é lá, não é aqui. Aqui não tenho nada”. Já chegou a ter. Construiu uma moradia que, passados alguns anos, acabou por vender, já que, para passar uns dias de férias, no Verão, “ a casa da minha mãe basta”. A opção foi realizar dinheiro para, sim, fazer uma casa no sul de França. “É por lá que acabarei os últimos dias da minha vida. Tenho lá o filho, os netos, e eles nunca de lá virão, apesar de também virem cá passar uns dias de férias”. Até porque não vê vantagens algumas num regresso. “Então, cá é tudo tão caro…. Impostos, luz, água, as mercearias, os carros, fogo, sei lá. Pelo que vejo, lá vivemos melhor. Ganhamos mais e o custo de vida não é tão grande”. O filho ainda fala português, embora esteja casado com uma cidadã francesa. Já os netos, não falam, mas percebem tudo. “É sempre bom que pelo menos percebam a nossa língua. Em casa vamos falando para eles também aprenderem” frisa.Já Vítor adora vir a Portugal. Mas também não pensa voltar para cá em definitivo. “Não. É lá que trabalho, ganho bem, tenho uma vida boa e cá, da maneira que isto está…. De certeza que não volto. Venho cá em Agosto ver a malta”.
Francisco está radicado na Suíça. Também já se reformou, tem dois filhos lá, que já estão “bem empregados” e por isso, vai também manter-se por lá, apesar de ter algum património na sua aldeia, no concelho da Covilhã. “Tenho uma casa e um apartamento. A casa é para mim, quando cá venho no Verão. E o apartamento foi uma maneira de empregar algum dinheiro que lá ganhei. Está alugada” afirma. Aos 67 anos, ainda equaciona a hipótese de um dia “vir de todo” mas “só quando já for mesmo velhinho. Antes não” assegura.
“A vida cá é muito cara”
Já Mário Batista, 63 anos, natural da Erada, concelho da Covilhã, ainda tem ideia de regressar, um dia, à sua terra natal. “Penso em voltar, um dia a Portugal. Mas só quando já for muito cansativo andar a fazer viagens de França para cá “ assegura.
Muito comunicativo, Mário explica-nos como começou a sua aventura por terras gaulesas. “Fui de assalto, em 1967. Andei nove horas para lá chegar. Era muito difícil, passei vários obstáculos. Tinha apenas 18 anos, nunca tinha saído de casa sozinho, fui para junto de gente que não conhecia, uma língua estrangeira, mas só lá estive dois meses sem trabalhar. A 1 de Abril desse ano comecei a trabalhar numa empresa à qual estive sempre ligado e posso dizer que nunca conheci o desemprego” assegura. Mário foi funcionário de uma empresa de construção civil, que se dedicava a obras públicas, na qual esteve até Abril deste ano. Agora está já reformado. “Cheguei a ser o encarregado geral” afirma, orgulhoso. Todos os anos regressa à Erada, no Verão. “Agora tenho mais tempo, é possível que venha mais vezes” afirma. A sua estada em França, na zona de Paris, apenas foi interrompida em 1970, quando teve que regressar para efectuar o serviço militar. “Fui para o Ultramar. Andei 24 meses na Guiné. Foi nessa altura que conheci a minha esposa” afirma. Do casamento, com uma jovem de Cortes do Meio, nasceram dois filhos, um rapaz e uma rapariga, que apesar de terem nascido em França, também eles vêm todos os anos à Erada. “Sim, costumam vir. Mas a vida deles é lá” afirma Mário.
Sobre o País que cá encontrou, Mário diz que vê muita gente, em centros comerciais, “mas só a ver. Comprar, nem por isso. Não se pode. A vida cá é muito cara. Não sei como é que as pessoas conseguem aqui viver. É preciso mesmo muita ginástica”
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Festa de Nossa Senhora do Desterro 2013
A festa de Nossa Senhora do Desterro no próximo ano será nos dias 10,11 e 12 de Agosto. No sábado a procissão de velas será às 20 horas e no domingo a missa que será seguida de procissão será às 15:30.
Ainda faltam uns dias para a festa mas assim os Quartafeirenses já podem marcar férias de forma a estarem prensentes neste evento que, na nossa aldeia, só acontece de três em três anos e que é sempre um bom motivo para o reencontro e para o reviver de emoções que faz tão bem aos nossos corações...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Faleceu a Senhora Olívia Lourenço Leal
Hoje dia 20 de Agosto faleceu a Srª Olívia Lourenço Leal de 76 anos de idade. Paz à sua alma.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Balanço Final dos Dias da Lua
Agosto já vai a meio e os Dias da Lua já terminaram. Assim
tem sido e que assim continue a ser, pois os Dias da Lua na nossa aldeia são já
um evento de referência que cada vez mais suscita interesse de moradores,
emigrantes e de todos aqueles que por qualquer motivo têm alguma afinidade com
a Quarta-Feira.
À semelhança de outros anos, houve atividades variadas, tais
como pintura, escultura, acampamento no parque de merendas e outras, mas além
destas atividades, este ano houve algo de diferente que foi o intercâmbio
cultural entre a Quarta-Feira e Sortelha, o que foi sem dúvida positivo e
benéfico para ambas as aldeias, pois a nossa Quarta-Feira levou a Sortelha o
teatro e a escultura e Sortelha retribuiu com um espetáculo do seu rancho folclórico
que o “nosso povo” tanto aprecia uma vez que reflete uma forma de vida do
passado, do presente e que a história se irá encarregar de transportar para o
futuro.
Este intercâmbio foi bem salutar, pois para além do ambiente e
da vida que imprimiu a estas duas aldeias contribuiu também para esbater uma
velha rivalidade que vem de tempos muito remotos e que de geração em geração
foi passando mas que não tem, em boa verdade, qualquer fundamento, pelo que não
faz sentido continuar a alimentar tão ancestrais divergências que jamais em
tempo algum deviam ter existido.
Os Dias da Lua 2012 permitiram também o reencontro de velhos
amigos, pois este ano o jantar convívio no Largo da Escola foi também um
verdadeiro sucesso em que o porco no espeto foi o prato principal e as
deliciosas sobremesas eram mais que muitas.
Mais uma vez ficou provado que o povo da Quarta-Feira é único
, é acolhedor, tem tradições e quando se junta é como que uma família que se reúne
em que a casa é a Quarta-Feira e os filhos são o povo que unido já mais será
vencido.
domingo, 12 de agosto de 2012
Peditório para a festa de 2013
Hoje deia 12 de Agosto foi feito o peditório para a festa de
Nossa Senhora do Desterro de 2013. Os mordomos já levavam o saco "meio cheio". Esperemos que a festa seja um sucesso...
Casamento de Quartafeirense
Ontem dia 11 de Agosto casou-se em Sortelha Eden e Raul, ela é filha de Jesuino Morgado e Gracelina, neta de José António e Vitorina Maria. A cerimónia decorreu à boa maneira portuguesa, com requinte em todos os aspetos.
Que a vida lhes traga as maiores felicidades e que Deus lhes conceda muitos anos de vida.
Parabéns.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Vá para fora cá dentro
Apesar de ser já muito batido, o slogan “ vá para fora cá
dentro” faz agora, mais do que nunca, todo o sentido, sobretudo nesta época
difícil em que os combustíveis sobem, os ordenados descem, as despesas aumentam
e as receitas familiares não esticam.
Na nossa Quarta-Feira, o “vá para fora cá dentro” tem uma
certa aplicação, pois quer seja na Quinta Velha, na Quinta Nova, nos Pessegueiros
ou na Cascalheira, várias são as opções para umas férias divertidas e ao mesmo
tempo relaxantes sem ter de se sair dos limites desta terra que a cada um de nós
oferece o ar que respiramos, a água que bebemos e a pacatez que tanto
apreciamos.
Quer escolhamos a sombra do parque de merendas, o café ou o
Centro de Convívio ou até o terraço ou a varanda da nossa casa são sempre uma
forma de descanso e de aproveitar o melhor que esta aldeia nos oferece que é a
tranquilidade aleada a uma paisagem admirável que cada vez mais encanta quem cá
passa por acaso ou por acaso faz por cá passar.
domingo, 29 de julho de 2012
A cegonha voltou à nossa aldeia e trouxe mais uma descendente
No passado dia 23 de Julho de 2012 nasceu na Guarda a menina Ariana Beatriz Guerra Gonçalves, filha de Firmino Gonçalves e de Elsa Guerra, neta de José Gonçalves e Joaquina Gonçalves e de Aniceto Guerra e Isabel Lopes. Parabéns e felicidades aos pais e avós.
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